San Martin (Bolivia) a Caceres (Brasil) - 391 km - Total 15.082 km

CHEGAMOS NO BRASIL, Rhuppert, Andre e Cheroka. Estrada no meio da selva, cheia de buracos. Comecamos cedo, tomamos um otimo cafe, carregamos a Cheroka e uma pequena revisao na parte mecanica. Sabiamos que nao seria facil o dia de hoje, colhemos a

  
  

CHEGAMOS NO BRASIL, Rhuppert, Andre e Cheroka.

Estrada no meio da selva, cheia de buracos.

Estrada no meio da selva, cheia de buracos.

Comecamos cedo, tomamos um otimo cafe, carregamos a Cheroka e uma pequena revisao na parte mecanica. Sabiamos que nao seria facil o dia de hoje, colhemos algumas informacoes com as pessoas no hotel que nos disseram a quilometragem(350 Km) e o tempo(6horas), sem problemas, chegaremos no Brasil as 2:00pm, enfim era oque pensamos em fazer.

Rodamos 600 quilometros de estrada de terra ate o Brasil.

Rodamos 600 quilometros de estrada de terra ate o Brasil.

Primeiro imprevisto, rodamos cerca de 50 quilometros e novamente pneu traseiro furado(o mesmo do dia anterior), decidimos fazer um pit stop e trocamos em 15 minutos o complicado pneu. Visual continuava o mesmo, muita selva e estrada de terra, paramos para tomar uma limonada e conversamos a respeito da estrada com alguns bolivianos no pequeno lugarejo.

Pior trajeto, 90 milhas de buracos, lama e muita chuva, velocidade 15km/h em 4 horas.

Pior trajeto, 90 milhas de buracos, lama e muita chuva, velocidade 15km/h em 4 horas.

Seguimos caminho e de acordo com as informacoes estavamos no tempo, uma media de 40Km/h por causa dos buracos e pedras no caminho, foi assim ate um lugar chamado San Rafael, apartir deste momento as dificuldades aumentaram e nossa preocupacao seria pegar aduana aberta em Caceres as 8:00pm. No posto de fiscalizacao do exercito informaram que uma ponte havia caido e teriamos que cruzar dentro do rio, no horizonte avistamos muita chuva, nuvens negras e bastante raios, pensamos vamos acelerar a Cheroka e tentar ganhar tempo, mas os constantes buracos impediam qualquer tentativa de pisar fundo.

Rhuppert: `Ai mocada cheguei!!!!`

Rhuppert: `Ai mocada cheguei!!!!`

Segunda preocupacao, gasolina. Tinhamos um pouco mais de meio tanque e na mesma cidade informaram que nao teriamos como abastecer ate San Matias, divisa com o Brasil, consultamos o computador da Cheroka que informou exatamente a milhagem necessaria para atingir nosso destino. Foi no ultimo posto do exercito boliviano que oficial nos deu pelo menos um sinal de alivio, a ponte caida dias atras estava consertada e nao precisariamos cruzar dentro do rio, tambem a quilometragem seria de apenas 90 milhas ate aduana, mais ou menos 2 horas de viagem.

Andre: `Cheguei em casa, adoro essa terra`

Andre: `Cheguei em casa, adoro essa terra`

Chuva, comecaram aumentar os perigos, por diversos momentos Rhuppert precisou segurar na habilidade o controle da Cheroka que escapava de traseira e dancava como sabao na pista escorregadia. O problema sao os pneus utilizados para o asfalto da Florida e nao para um terreno cheio de buracos, pedras e lama. Rodamos nao mais que 70 milhas em 4 horas de muita tensao, estrada vazia, retas enormes, muitos buracos e chuva.

Experiencia ligada a habilidade, essa e a formula para sairmos do buraco. Rhuppert no controle do volante ou diria na ponta dos dedos, segurava a Cheroka dentro da pista e Eu detalhava as situacoes de anos atras quando participava de provas de Raid e Enduro, coisas do genero manter o carro em linha reta, em hipotese nenhuma acelerar demais, procurar as valetas e pedras para deixar o carro sempre com tracao. Foi assim por mais e 4 horas ate chegarmos em uma pequena ponte e perguntarmos ao camioneiro(Sr. Julio Cezar, curitibano), que nos disse que aduana ja estava fechada e so amanha para liberar os papeis, ficamos tristes por nao conseguirmos chegar a tempo, queriamos atravessar a fronteira ainda hoje e chegar amanha em Ribeirao Preto.

Era 6:30pm fomos abastecer em San Matias, cidade que faz divisa com o Brasil, conversamos com o dono do posto e explicamos para ele nossa situacao e gentilmente nos ajudou, disse que conhecia o oficial aduaneiro e a casa onde morava, rapidamente fomos ate encontro do oficial que carimbou nossos passaportes para saida da Bolivia. Agora era tentar chegar na Policia Federal e tentar fazer os papeis para entrada da Cheroka no Brasil.

Depois de um dia estressante, finalmente pisamos em solo brasileiro. Nem sequer o excelente asfalto ajudou para que possamos seguir caminho, os policiais informaram que teriamos que domir em Caceres e fazer os documentos no dia seguinte. Chegamos em Caceres as 9:30pm depois de comer 2 X-burguer e beber 4 Skols fomos dormir no hotel com garagem. Temos somente agradecer a nossa Cheroka, valente, corajosa, e duro na queda, enfim foram 600 quilometros de estrada de terra em 3 dias na Bolivia. Estamos no Brasil felizes por chegar na nossa terra.

E-mail para contato rhpprt@cs.com e cell.(001.407.873.7457)

  
  

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João arthur

João arthur

23/11/2008 12:58:06
muito legal,estou querendo ir a bolivia em fevereiro, como é a tradição e as pessoas sõa hospitaleira? mê dê uma dica, já morei em Buenos Aires, lá é melhor ou pior que a Argentina, espero Resposta valeu e parabens,

Ivaldo Un

Ivaldo Un

16/9/2008 23:14:42
Boa noite, Rhuppert e André.
Pode nos informar se a estrada entre Cáceres e San Martin na Bolívia é asfaltada ? Tem conhecimento de linha regular de ônibus ? Entre o posto da aduana boliviana até o posto da polícia federal brasileira que quantos quilometros ? (Lemos o diário de vcs, mas não ficou claro).

Grato
Ivaldo
ivaldou@ig.com.br