Abaixo a depressão nos trópicos! Viva Belém do Pará!

Prazeroso passeio pelo Circuito Cultural de Belém - Estou deprimido. Penso na dificuldade para sensibilizar as pessoas quanto à preservação da natureza, o respeito ao meio ambiente, a reciclagem, o plantio de árvores... Enfim, eu estou desistindo!

  
  

Prazeroso passeio pelo Circuito Cultural de Belém

- Estou deprimido. Penso na dificuldade para sensibilizar as pessoas quanto à preservação da natureza, o respeito ao meio ambiente, a reciclagem, o plantio de árvores... Enfim, eu estou desistindo! Veja, por exemplo, o caso da desfigurada e árida cidade de Varginha, em Minas Gerais. A cada semana que passa, uma árvore é abatida.

- Ah, deixe de bobagem! Se cada um de nós executarmos a nossa missão através de belas e eficazes ações, a nossa Terra mãe, o nosso Estado natal, o nosso País e o Planeta como um todo terão muito a ganhar com isso. O importante é agir. Engajar-se. Falar menos e fazer mais!

A Catedral da Sé está sendo recuperada e revitalizada

- Como assim"

- Veja o caso de Belém. Refiro-me à capital do Pará e não à cidade onde nasceu o Menino Jesus. Dou ênfase sempre ao pontual: os esforços para recuperar o patrimônio, a tarefa de desenvolver o prazer de redescobrir o Centro Velho, o estímulo para visitar os espaços culturais, passear por pontos alternativos de encontros – como os pequenos cafés, por exemplo, onde os paraenses se reúnem para um agradável bate-papo –, tudo isso me faz vibrar quando me encontro às portas da Amazônia!

A Sensual e tradicional dança do Boto

Belezas do acervo do Museu de Arte Sacra

- Muito bem! Mas, mesmo ouvindo tudo isso, não acredito mais que algo possa ser feito para diminuir o desrespeito e o desamor que os brasileiros têm para com a natureza e para com a nossa pátria. Estamos na semana do Meio Ambiente e...

Belo exemplo de recuperação do patrimônio aliada à modernidade

Cemitério, patrimônio cultural de Belém

- Olha, meu amigo, criticar é fácil! O difícil é agir. Belém, apesar das dificuldades de uma ocupação demográfica desordenada, está dando um exemplo de civilidade e de amor para com o solo paraense, solo este brasileiro, e um patrimônio de todos nós. Através do exercício da cidadania, um pequeno grupo de pessoas apaixonadas resolveu tornar a cultura acessível à população, devolvendo-lhe assim o orgulho de ser parte ativa do mundo equatorial e de uma das regiões mais fascinantes do planeta: a Amazônia.

Da Bahia do Guajará sai mercadorias para o Brasil e para o mundo

Do passeio de barco a belíssima vista de Belém ao entardecer

- Sei disso, mas ainda há muito por fazer.

- Sem dúvida!

- Destruiu-se muito durante os últimos quarenta anos neste País espetacular, vítima de uma população pouco educada e, conseqüentemente, incompetente. Tanto a natureza local quanto o acervo arquitetônico de Belém – como, de resto, ocorreu por todo o Brasil – foram aviltados e, em grande parte, dizimados pelo despreparo das burguesias paroquiais e pela ignorância e arrogância de sua população.

O descontrole permite aberrações na ocupação indevida de espaços públicos

Paraense aprecia livro Estrada Real no mercado Ver-ou-Peso

- Pois é! E então, eu não tenho razão"

- Não tem, não senhor! Saiba que há um movimento muito forte de conscientização e de freio à fúria destruidora do patrimônio paraense que está devolvendo a auto-estima aos habitantes do Estado. Com isso, ganhamos todos nós.

Visitantes da Terceira Idade usufruem do passeio fluvial

-Todos nós"

- Sim! Belém nos pertence. Somos brasileiros e amamos o Pará. Temos nossos cérebros constantemente voltados para a região amazônica. Como formiguinhas, estaremos sempre colaborando. Nada de pessimismo juvenil, por favor!

- Está bem! Está bem! Você me convenceu. Vou vencer o meu desânimo.

  
  

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