Blogs > Brasilzão > Boletins >Bebedouro: um futuro promissor, se levado a sérioTerra da laranja, a cidade nos apresenta o seu rico e mal cuidado patrimônio arquitetônico26 de Agosto de 2008. Publicado por Fábio Ávila e Diego Gazola - Onde vocês palestraram na semana passada? - No IMESB. - O que?... Seja mais claro em suas respostas! - Está bem: no Instituto Municipal do Ensino Superior de Bebedouro “Victório Cardassi”. Tivemos a oportunidade de interagir com alunos dos cursos de Serviço Social, Direito, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis e Administração. - Nossa! Não há nenhum curso de Turismo por lá? Qual foi o tema da exposição de vocês? - Uma resposta por vez: não há curso de Turismo e nem acredito que deva haver. As demais matérias têm ligação direta com a questão turística. Todo empreendimento deve ser bem administrado, ter resultados financeiros e econômicos, ter respaldo legal, ser divulgado e prestar o bem à comunidade onde se encontra. Entendeu?
- Palestramos sobre o tema “Brasilzão”. E, embora houvesse um grande interesse por parte dos universitários ali presentes, constatamos, mais uma vez, a falta de conhecimento sobre as diversidades brasileiras ou sobre a própria região em que habitam. Raros são aqueles que têm uma noção ampla da dimensão deste país, de suas fronteiras e de seus povos. - O que você sabe sobre Bebedouro? - Vou responder de maneira clara e emocional, sem dessa vez, entrar em aspectos históricos sobre a pacata e agradável cidade. Bebedouro está bastante limpa para os padrões brasileiros. Possui áreas verdes, embora necessite dar continuidade aos esforços de arborização temática. - O que seria para você arborização temática? - Sabemos que antigamente os árabes ornamentavam seus jardins internos com laranjeiras, por eles consideradas espécies exóticas, que embelezavam o paisagismo. Tente imaginar Bebedouro, a capital da laranja, com espécies raras plantadas em seus jardins e pelas vias publicas. Como em Belém do Pará, onde as mangueiras constituem parte da alma da capital. - Certamente serão necessários ainda maiores esforços para embelezá-la. O seu patrimônio histórico-arquitetônico – representado por uma bela e instigante estação ferroviária e por uma colônia singela de casinhas geminadas além das linhas elegantes dos casarões centenários – encontra-se menosprezado pela própria população e pela administração local. A poluição visual provocada pela publicidade indevida e painéis de propaganda de proporções exagerados desfigura o semblante de uma das mais simpáticas cidades brasileiras. - O que poderia ser feito para devolver à cidade o seu brilho de outrora? - Agora sim vou passar a você alguns dados sobre Bebedouro: cerca de 80 mil pessoas convivem naquela cidade acolhedora, que ainda abriga mais de 1.500 empresas e centenas de indústrias em seu território. - Quando nasceu Bebedouro? - Em 2009 serão festejados 205 anos de existência de Bebedouro, que surgiu junto a um córrego de águas límpidas por onde passavam os tropeiros após longas viagens pelo Interior brasileiro. É necessário, portanto uma reflexão sobre o seu futuro, sobre a utilização de seus potenciais humanos, históricos, culturais e financeiros, ao resgatar de maneira sólida vestígios e marcas de seu passado que a transformaram na “Califórnia Brasileira”. Turismo rural, turismo cultural, educação, esporte e religião se apresentam como atrativos que devem ser considerados como a forte razão de ser dos bebedourenses. - Tenho um pouquinho de informações sobre Bebedouro. Fiquei fascinado com o Museu Eduardo André Matarazzo, onde aviões, carros e armas compõem um raro acervo, que resgata aspectos importantíssimos da indústria brasileira. O Museu Ferroviário, a Estação Cultura, o Horto Florestal e outras atrações podem contribuir, se levados a sério, para que Bebedouro seja um destino privilegiado para lazer, descanso e entretenimento no Estado de São Paulo. - Mas, para que isso ocorra, é preciso despertar a população incitando-a a valorizar a sua própria cidade! - Falou e disse! Sem isto, nada daquilo... |
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