Paraibuna: Rio de Água Escura

Paraibuna está muito bem situada, em local estratégico entre as montanhas e é banhada pelo rio que lhe empresta o charme bucólico de um local ideal para se viver tranquilamente.

  
  
Detalhes arquitetônicos de outrora

- Como chego a Paraibuna?

- Ah meu amigo, a pitoresca Paraibuna era ponto de descanso para os turistas que seguiam para Ubatuba. Rapidamente descobriam o seu centro sem dar muita atenção ao seu aspecto, pois tinham pressa para bronzear os seus corpos e refrescar a sua alma em águas atlânticas do Litoral Norte de São Paulo.

- Paraibuna está muito bem situada, em local estratégico entre as montanhas e é banhada pelo rio que lhe empresta o charme bucólico de um local ideal para se viver tranquilamente.

- Dia 13 de junho é um dia importantíssimo na historia de Paraibuna, quando foi erguida uma capela em homenagem a Santo Antônio. Naquele tempo a região era coberta por mata virgem e os forasteiros provenientes de Taubaté e de São Paulo não tinham a menor consciência ecológica, pois a mata se apresentava tão poderosa que eles buscavam defender-se dos animais selvagens, dos índios, dos insetos e das intempéries ao desmatar as áreas necessárias para estabelecer-se. Surgia então a povoação Santo Antônio da Barra de Paraibuna.

A religiosidade sempre presente

- Pelas informações que obtive, já naquele tempo o núcleo habitacional servia de ponto de pouso para os viajantes e aos poucos se consolidava como um local de passagem. Vou ler para você as informações que chegaram até mim e que nos auxiliarão a compreender um pouco mais da história dessa cidade que passou por momentos relevantes, sobretudo, durante o ciclo do café quando surgiram enormes propriedades rurais e casas elegantíssimas nas quais habitavam os senhores da época. Preste atenção: “Em 03 de Junho de 1773, o Capitão Geral de São Paulo, D. Luiz Antônio de Souza resolveu, através de uma ordem, determinar que Manoel Antônio de Carvalho fosse para o lugar e assumisse a administração e a direção da povoação. O mesmo documento determinou ainda que os foros, vadios e vagabundos, sem domicílios certos e sem utilidade para a República fossem habitar as ditas terras de Paraibuna.
A notícia de que os vadios e vagabundos seriam obrigados a se dirigirem para a vila, causou alarme entre os moradores, que conseguiram, em 1775, a revogação da tal ordem com a consequente concessão da Carta de Sesmaria. Esta carta pode ser considerada o marco fundador da vila, pois tornava proprietários das terras onde se erguia a cidade de Paraibuna, os senhores: João Simões Tavares, Manuel Garcia Rosa, Manuel Motta e José Pereira. Os quatro sócios receberam "uma légua de terras em quadra" com o direito de fazerem delas o que bem entendessem, respeitando a Lei Foral da Sesmaria.

Casarões recuperados no centro

Mas somente em 1812, no dia 07 de Dezembro, o Príncipe Regente criou por alvará a freguesia de Santo Antônio de Paraibuna, com a construção de uma capela e nomeação de um pároco. A primeira missa foi então celebrada em 13 de Junho de 1815, pelo vigário Padre Modesto Antônio Coelho Neto. Em 10 de Julho de 1832 a freguesia passa à condição de Vila, e, em 1833 é realizada a primeira eleição para a Câmara Municipal”.

- É fascinante não é mesmo? Nós temos no Brasil cidades que são verdadeiras jóias graças ao seu passado histórico e, sobretudo, pelo fato de terem conservado os seus encantos. Vou dar-lhe uma sugestão: siga para Paraibuna com vontade de descansar e de aproveitar desta pequena cidade de cerca de 20 mil habitantes onde você ainda é tratado com carinho e com o diferencial de ser alguém que vem de fora.

  
  

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Antônio Oliveira

Antônio Oliveira

14/11/2012 00:07:28
Sou de Salesópolis, mas vivi toda a minha infância em Paraibuna. Que saudade! Do campinho da Nha Glaudia, do Beco do Coqueiro. Saudade da Vila Modesto onde fui morar quando vim de Salesópolis. Eu morava numa casa de pau-a-pique numa vila na fazenda do seu sebastião Barreto (onde está hoje o Restaurante Chororão). Naquela época estavam construindo o prédio da Vigor, onde hoje está instalada a Cedrap. Também naquela época foi construída a Igreja de São Benedito. Nesta rua morava o seu João Vitorino casado com a Dona Catarina. Também lá morava a Dona Maria Prude que brigava com a dona Catarina por causa de um amor proibido. Bons tempos que não voltam mais. Lembro-me quando voltava da escola, passando sobre a ponte via lá em baixo naquela água cristalina cardume de curimbatás. Por onde anda o Nelson do Roteu, o Felix os dois garotos mais briguentos da escola.
Homenagendo esta linda cidade, fiz estes versos:

Eu vejo em ti, Paraibuna
A linda figura de uma donzela.
Para mim quanto mais velha ficas,
Ainda te acho mais bela.

O rio Paraibuna parece
Ser tua madeixa ondulada
As tuas vestes, comparo
Com as simples casinhas, modestas moradas

O teu rosto sempre lindo e jovem
Retratado por tua Matriz
Digo sempre com orgulho e em voz alta:
Cidade cabocla, orgulho do nosso país.

Eliete Lima Castro

Eliete Lima Castro

05/05/2011 19:50:43
Morei em Paraibuna, nos bons tempos da vila Camargo correia, deliciosas lembranças da minha infância ainda tenho. Ah. que saudades.e as pessoas com quem convivi do bairro Cuba. Muitas saudades mesmo.

Janete

Janete

14/02/2011 21:06:52
Com esse seu relato, vc me fez lembrar das leituras de Jose Lins do Rêgo. E é bom lembrar a todos da necessidade de uma reeleitura de nossas cidades...

Alex.

Alex.

11/02/2011 16:18:08
A melhor cidade q já conheci na "vida"!!!! Cuidem dela pessoal!! Vcs tem um Grande Patrimonio Cultural e uma bela cidade pra morar..Parabéns!!.. (Mamão...qq dia desses passo ae pra tomar umas!!) abraço a todos!!!

FRANCISCO MORAES

FRANCISCO MORAES

03/02/2011 16:28:57
BOA TARDE!!!
DESCULPE-ME PELO ERRO:
ONDE ESTÁ ESCRITO> FEATA, LEIA: FESTA.
FAVOR CORRIGIR. POIS DETESTO ERRO DE PORTUGUÊS.
PRINCIPALMENTE, POR FALTA DE ATENÇÃO, COMO NO MEU CASO.
GRATO>>FRANCISCO

FRANCISCO MORAES

FRANCISCO MORAES

03/02/2011 13:42:09
BOA TARDE!!
ESTIVE EM PARAIBUNA NO CARNAVAL DE 2010.
GOSTEI DEMAIS DO SEU JEITO BUCÓLICO. SUA GENTE, SEU CARNAVAL E DA FEATA DO MILHO, QUE ACONTECIA EM PLENA FOLIA.