Coihaique (Cl) a Bajo Caracoles (Ar)

Acordamos mais cedo hoje antes das 8:00 h. Tomamos um belo café da manhã com ovos mexidos preparados pelo Nilton e fomos resgatar o Pith na clínica veterinária. Foi muito engraçado ver o bichinho ainda sob efeito da anestesia tentando fazer xixi e quando

  
  

Acordamos mais cedo hoje antes das 8:00 h. Tomamos um belo café da manhã com ovos mexidos preparados pelo Nilton e fomos resgatar o Pith na clínica veterinária. Foi muito engraçado ver o bichinho ainda sob efeito da anestesia tentando fazer xixi e quando levantava a perna cambaleava e não conseguia completar sua missão. De volta a estrada fomos encontrando lindas paisagens e paramos várias vezes para tirar fotos. Num certo trecho pegamos uma serrinha com uma paisagem lindíssima e quando paramos no mirante encontramos com um jovem ciclista argentino que já estava na estrada há nove dias pedalando em direção ao sul do país. Um exemplo de persistência e coragem.
Próximo ao município de Cerro Castilho estávamos tão entretidos pela paisagem que perdemos a entrada para a fronteira e acabamos visitando o vilarejo sem estar nos nossos planos. Após nos informarmos, retornamos por alguns kms e pegamos a estrada correta, só que agora na poeira do rípio. Rodamos por 30 km até Puerto Ing. Ibañez, onde existe a aduana. Fomos recebidos pelo oficial em serviço com uma certa surpresa, pois poucos são os viajantes que optam por este caminho. O oficial fez uma ligação para conferir as informações sobre nossa entrada no país, pediu documentos e nos liberou rapidamente fazendo recomendações de cuidados com a estrada, que além de sinuosa e estreita estava sem cuidados há algum tempo.
Seguimos viagem paralelamente ao lago que separa o Chile da Argentina recebendo o nome de General Carrera no Chile e Buenos Aires na Argentina. A cor da água era de um verde esmeralda fantástico contrastando com o azul do céu, os verdes da vegetação e os marrons do solo, além das cores das flores silvestres. Avistamos a balsa que faz o translado entre Puerto Ing. Ibañez até Chile Chico onde existe um outro `paso` (fronteira).
Chegamos ao escritório aduaneiro argentino para interromper o almoço dos oficiais. O aroma de comidinha quentinha dentro da sala de atendimento estava demais!
Fomos atendidos rapidamente e liberados sem problemas, e o soldado pode voltar ao seu almoço.
Voltamos para a estrada onde encaramos mais 95 km de rípio, agora na Ruta 40, até a cidade de Perito Moreno, nesse trajeto de uma hora e meia só cruzamos com um único veículo. A paisagem era sempre a mesma, uma grande planície e ao fundo a cordilheira com seus picos nevados. Ao chegarmos na cidade procuramos uma casa de câmbio e não encontramos, compramos alguns suprimentos no mercado, abastecemos os veículos e seguimos para Bajo Caracoles, mais 125 km de poeira no rípio. Não temos encontrado muitos animais silvestres pelo caminho, nem mesmo os tão famosos guanacos (espécie de lhama), mas é engraçado ver tantas lebres atropeladas pelas estradas. Não as vemos vivas e o transito é tão pequeno por aqui que ficamos nos perguntando como elas conseguem ser atropeladas. A Ruta 40 apesar de ser de rípio é bem larga, plana e bem sinalizada, permitindo a velocidade de 110 km/h. Nesse percurso cruzamos com 8 veículos sendo dois deles de brasileiros de uma expedição chamada Caminho Austral. Essas estradas são tão isoladas, apresentando vez por outra uma derivação lateral que da acesso a fazendas ou estancias muitas vezes mais distantes do que o trajeto que estamos fazendo entre duas cidades.
Chegamos a Bajo Caracoles no fim da tarde (20:00 horas, lembrando que aqui o sol se põe as 22:00 horas!)
A megalópole tem 43 habitantes sendo que a maioria (todos) economicamente ativa são funcionários públicos e mesmo assim ainda mantém uma outra atividade econômica como por exemplo restaurante, hotel, área de camping, mecânica e borracharia (aqui chamada de gomeria), essa última pudemos contar pelo menos umas 9, até porque o pneu do Dobló furou por conta de um prego!!!
Armamos nossa barraca com muito vento e poeira, encomendamos nosso jantar com a esposa do Sr. Jorge dono do camping e saboreamos um delicioso cordeiro patagônico com batatas.
Comentamos com o Sr. Jorge como estava ventando aquele dia e ele nos disse que essa era a condição normal e elogiou o dia que estava lindo e quente. Para nós a sensação térmica era de frio e portanto achamos estranho, mas ele nos disse que frio mesmo é no inverno quando as temperaturas chegam a 28 graus negativos e a neve pode chegar a dois metros de altura, e foi buscar algumas fotos do local nessas condições. Chocante!

Descida pela serra próximo aCerro Castilho

Descida pela serra próximo aCerro Castilho
Foto: Roberto cano

Caminho para Perito Moreno

Caminho para Perito Moreno
Foto: Nilton Val

Ainda na Ruta 7

Ainda na Ruta 7
Foto: Nilton Val

  
  

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