Parque Nacional Tierra del Fuego - Ushuaia

Acordamos com uma chuvinha rala sobre o teto da barraca. Aos poucos o céu foi se abrindo e dando lugar ao sol e ao calor tão mais conhecido para nós brasileiros. Fizemos nosso café da manhã na cozinha comunitária e encontramos um casal de São Paulo que es

  
  

Acordamos com uma chuvinha rala sobre o teto da barraca. Aos poucos o céu foi se abrindo e dando lugar ao sol e ao calor tão mais conhecido para nós brasileiros. Fizemos nosso café da manhã na cozinha comunitária e encontramos um casal de São Paulo que estava no mesmo camping e indo para El Calafate no Chile. Trocamos algumas palavras e dicas e fomos para o Parque Nacional Tierra del Fuego. Ainda pudemos ver a Cláudia e o Marcelo com suas enormes mochilas nas costas andando até a estrada para tentar uma carona que os levasse para fora da Terra do Fogo (será que conseguiram?).
Na entrada do parque paga-se 12 pesos por pessoa, sendo estrangeiro, já que o argentino paga menos e o morador da província de Tierra del Fuego paga menos ainda.
Enfim não adianta reclamar, fomos até o fim da Ruta 3 onde encontramos a placa com as distâncias até Buenos Aires e Alasca. Tiramos fotos para selar a nossa presença no local, encontramos novamente com a família de Caxias do Sul, e também com um senhor de Fairbanks no Alasca. O Ni conversou com ele sobre a paisagem, sobre o clima, sobre a vegetação, se havia semelhanças e sobre o porque da viagem até Ushuaia. Descobriu que pela opinião do norte americano tudo era muito parecido e que para ele a viagem estava sendo a realização de um antigo sonho de estar atingindo o outro extremo do planeta depois de ter vivido a vida inteira lá em cima no norte.
Procuramos avistar os castores em seus diques, mas só vimos água e árvores cortadas, o que nos deixou muito frustados. No dia anterior as margens da Ruta 3 já havíamos presenciado esses diques e visto os troncos das árvores roídos pelos enormes castores, mas nada de ver os bichinhos. Retornamos a cidade e descobrimos que todo o comércio fecha das 13 as 16 h para o almoço e a siesta! Ficamos andando na cidade vazia olhando as vitrines e fazendo planos de compras de lembranças para os amigos e parentes.
Encontramos informações sobre um passeio ao Glaciar Martial e fomos para lá. O glaciar encontra-se no meio das montanhas a apenas 7 km de Ushuaia. O acesso se faz por uma estrada muito bonita que dá vista para a cidade e todo o canal de Beagle. Chegamos até o ponto onde se pega um teleférico que nos ascende por cerca de 1km montanha acima e dali pra frente o resto do percurso é feito a pé. A Lisa não pode subir, pois não tinha cadeirinha especial para cachorros no teleférico o que nos deixou frustados!
Caminhamos por cerca de 20 min procurando uma geleira como as que já havíamos visto (Perito Moreno e Grey), mas só encontramos umas manchas de gelo em algumas partes mais altas das montanhas. Resolvemos voltar e ficamos com um certo sentimento de enganação no ar. Pegamos o teleférico de volta um pouco antes do horário de fechamento que é as 18:45 h. Caía uma chuva fina que não molhava nada, mas incomodava. Essa chuva nos proporcionou uma linda surpresa. Quando estávamos sentados no teleférico pudemos ver um enorme arco-íris que terminava sobre a cidade de Ushuaia. Tiramos inúmeras fotos aproveitando o momento tão efêmero e saímos com sorrisos de quem foi abençoado com algo raro. Voltamos a cidade para as comprinhas e para o jantar, dessa vez num restaurante `tenedor libre`, onde se come a vontade. Nos fartamos de cordeiro, chouriço e carne bovina que desmancha na boca de tão macia. Apesar da qualidade da carne os demais complementos deixam a desejar quando comparados com as churrascarias brasileiras.

P.N. Terra do Fogo

P.N. Terra do Fogo
Foto: Paula Lima

Bahía Lapataia

Bahía Lapataia
Foto: Paula Lima

  
  

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