Parque Nacional Torres del Paine (Cl)

Acordamos com os raios de sol entrando pelas janelas do Loft Dobló. Um verdadeiro espaço de vivência esse carrinho. Carrinho não, um carrão. Ficamos muito confortáveis (os três) lá dentro. A noite foi curta por conta das peripécias do vento e claro que es

  
  

Acordamos com os raios de sol entrando pelas janelas do Loft Dobló. Um verdadeiro espaço de vivência esse carrinho. Carrinho não, um carrão. Ficamos muito confortáveis (os três) lá dentro.
A noite foi curta por conta das peripécias do vento e claro que estávamos querendo dormir mais , só que a vista das torres iluminadas pela luz da manhã.....hummm........não tinha como ficar dormindo.
Nos arrumamos, tomamos café (uma bela macarronada com sardinhas) e fomos para o mirante das Torres eu o Nilton e a Márcia, pois o Beto resolveu ficar dormindo para recuperar a noite problemática. Essa trilha é uma caminhada de ida de quase 4 horas com muita subida e os últimos 500m é de pura pedra .Nesse trecho final fizemos quase que uma escalada pois os blocos são grandes e difíceis de serem superados. A Lisa com sua tração 4 x 4 natural , ia nos seguindo e fazendo seu caminho sem dificuldades. O dia estava lindo , sem nenhuma nuvem no céu mas isso não foi suficiente para fazer a Márcia chegar ao fim do percurso. Ela e o Pith voltaram para descansar também pois ela estava quebrada por falta de dormir. No meio do caminho encontramos três jovens chilenos descansando sob um arvore e um deles portava um rádio comunicador que nos chamou a atenção. Conversando com eles descobrimos que se tratavam de funcionários da Hosteria Las Torres (um hotel caríssimo que cobra em dólares apesar de estar em território chileno) e aí entendemos o porque do rádio. Eles ficaram com pena da Lisa por causa do forte calor que estava fazendo e por causa do sol e da língua de fora dela e nos alertaram que havia água fresca um pouco mais à frente. Seguimos a trilha paralela ao rio Ascêncio, sempre dentro de um grande cânion. Percebemos que o vento estava mais fraco e ficamos torcendo para que parasse. Após uma hora e meia de caminhada, chegamos ao Abrigo Chileno e vimos algumas barracas armadas e pessoas descansando , provavelmente esgotadas pelas caminhadas desfrutadas durante o dia. Ainda tínhamos mais duas horas de subida , passando pelo meio de florestas, áreas de avalanche com a montanha e a terra totalmente nua , rios formados pelo degelo dos picos ainda nevados e pedras, muitas pedras.
Valeu a pena!!!
Chegamos exaustos e com o sol ainda alto pudemos ver as grandes torres de granito abruptamente desafiando os pobres mortais aqui em baixo. O vento estava mais forte e tivemos que nos esconder entre as rochas para não congelarmos pois ali o vento passava pelo gelo e nos atingia frio e cortante. Muitas vezes o vento passava por partes da montanha que tinha terra solta e isso levantava uma poeira até os cumes das torres. Nossos olhos , ouvido , cabelos , nossa pele e nossas roupas, tudo ficou absurdamente empoeirado. Nosso material fotográfico e filmadoras , por mais cuidado que tivemos , receberam uma carga de pó que vai nos dar muito trabalho para limpar quando regressarmos. O último trecho do percurso (cerca de 200 m) foi o mais difícil, com uma subida muito íngreme, onde tivemos que “escalaminhar” nas pedras. Ficamos mais de uma hora filmando , fotografando e descansando para o retorno. Esperamos o sol se esconder por trás das montanhas e sentimos o frio apertar e nos dizer que era nossa hora de regressar. Nossa caminhada rápida de retorno só não foi melhor por que o vento foi ficando cada vez mais forte que chegou a ponto de jogar o Nilton e a Lisa fora da trilha. Por sorte o Nilton caiu do lado do barranco e pode se segurar nas rochas , mas a Lisa não teve o mesmo destino e rolou morro abaixo. Ficamos assustados mas sua agilidade canina e suas 4 patas rapidamente a tiraram daquela posição de perigo e pudemos seguir nosso caminho. Por diversas vezes tivemos de nos jogar no chão ou nos agarrar a pedras pelo caminho para não ser arremessados pela força do vento. Foi uma aventura e tanto.
Ao chegarmos ao nosso acampamento , completamente exaustos, buscamos nossos isolantes térmicos, um pedacinho de grama e dormimos por 40 minutos. Depois levantamos , tomamos um delicioso banho quente , uma sopinha que a Márcia já havia preparado e fomos dormir.

As famosas Torres del Paine ao entardecer

As famosas Torres del Paine ao entardecer
Foto: Nilton Val

Dentro do Parque Nacional Torres del Paine

Dentro do Parque Nacional Torres del Paine
Foto: Nilton Val

Torres del Paine ao fundo

Torres del Paine ao fundo
Foto: Nilton val

  
  

Publicado por em

Nelma de assis - bauru - sp.

Nelma de assis - bauru - sp.

28/01/2011 11:17:36
lindas fotos! parabéns!!!