Puerto Natales (Cl) a Rio Grande (Ar) - Paso San Sebastian

Depois de seis noites dormindo em barraca, a noite na hospedagem foi muito restauradora. Para completar, tomamos o melhor café da manhã do Chile. Iogurte, ovos, suco, geléia, café com leite. Abastecidos, fomos dar uma volta na pequena cidade (em torno de

  
  

Depois de seis noites dormindo em barraca, a noite na hospedagem foi muito restauradora. Para completar, tomamos o melhor café da manhã do Chile. Iogurte, ovos, suco, geléia, café com leite.
Abastecidos, fomos dar uma volta na pequena cidade (em torno de 20 mil hab.). Puerto Natales é uma cidade portuária muito bonita, com casinhas de telhados coloridos. Somente casas térreas e a maioria de madeira, tanto a estrutura quanto o fechamento das paredes. Paramos para fotografar um conjunto habitacional com casas coloridas amarelas, azuis, cor de vinho. Todas com cerquinhas brancas dividindo o lote.
Acessamos a internet (o dobro do preço que vínhamos pagando em outras cidades), ligamos para casa e seguimos viagem pela Ruta 9 com destino a Ushuaia. Mudamos para a Ruta 255 ao chegarmos em Gobernador Phillipi. Pelo nosso lado direito o Estreito de Magalhães já podia ser visto. Chegamos na Bahía Azul, local onde se pega a balsa para o outro lado do Estreito. Já havia uma pequena fila com carros de um lado e caminhões de outro. A balsa sai de 30 em 30 minutos e em cada dia da semana há um horário em que fica parada por conta das marés. Ficamos com medo de não conseguirmos atravessar, pois o horário dessa parada estava próximo e a balsa ainda não tinha chegado do outro lado com a leva de carros anterior. Na fila encontramos de novo com o Robson de Campos do Jordão, ele já estava parado há umas duas horas. Entramos na balsa e o trajeto não durou mais que 20 minutos. Estávamos enfim na Terra do Fogo!!!
Rodamos por estrada de rípio por alguns kms e nos deparamos com uma cena muito chocante. Havia um carro com as quatro rodas para cima capotado no sentido contrário. Ainda com os faróis acesos, as pessoas, dois adultos e duas crianças estavam saindo pelas janelas e pareciam bastante assustadas. Fomos os primeiros a chegar no local e oferecer as primeiras assistências. Em meio a muito choro o pânico tomava conta da mulher e da criança mais nova. Após uma rápida verificação constatamos que ninguém estava ferido gravemente, apenas com alguns arranhões. Outros carros foram chegando e as pessoas se solidarizando. Conduzimos as crianças para dentro de um carro para que ficassem abrigadas do vento enquanto os homens tentavam desvirar o carro. Rapidamente um grupo se formou e sem muito esforço empurrou os destroços do carro para o acostamento. Nesse momento a mãe das crianças entrou em choque ao ver todos os seus pertences espalhados pelo chão da rodovia. Foi uma cena muito impressionante que com certeza ficara marcada em nossa memória.
Após o ocorrido conduzimos com muita precaução os kms que faltavam pelas estradas de rípio até atravessamos a fronteira para a Argentina pelo Paso San Sebastian. Do lado chileno foi tudo muito rápido, cerca de dois minutos, mas do lado argentino, chegamos junto com um ônibus e vários caminhões e os oficiais estavam fiscalizando a bagagem de todo mundo. Pensamos que teríamos que ficar ali por horas, mas em 20 min, fomos liberados sem nenhum tipo de fiscalização mais minuciosa.
Achamos ótimo e pusemos o pé na estrada com gana de chegar mais rápido possível em Rio Grande.
Chegamos a cidade por volta de meia noite, abastecemos o veículo e solicitamos informações ao frentista sobre hospedagem e nos foi indicado a pousada Los Pinos, mas ao chegarmos lá estava lotada, e aí começamos a empreender uma busca já rotineira para nós atrás de um local para dormir. Andamos uns 15 min e encontramos a hosteria Noal. Acordamos a dona do boteco e conseguimos um quarto com banheiro privado calefação, mas sem café da manhã, por 40 pesos e ainda pudemos levar a Lisa conosco.

  
  

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