Ruta 3 - Bahia Blanca - Alberti

Antes de dormimos em postos de beira de estrada, achávamos que seria impossível descansar devido ao barulho dos caminhões. Mas chegamos a conclusão que é muito melhor que muitos hotéis e alojamentos que temos ficados ao longo da viagem. Não sei se demos s

  
  

Antes de dormimos em postos de beira de estrada, achávamos que seria impossível descansar devido ao barulho dos caminhões. Mas chegamos a conclusão que é muito melhor que muitos hotéis e alojamentos que temos ficados ao longo da viagem. Não sei se demos sorte ou se é fato. Só sei que descansamos bem essa noite! Depois de toda a bagagem de volta no carro rumamos para Ruta 3. Rodamos por menos de 1 km e fomos parados por um policial rodoviário que nos pediu os documentos de praxe, carteira de habilitação e seguro do carro (não sabemos bem se esse seguro que eles pedem é o seguro carta verde obrigatório na Argentina ou se é o documento do carro mesmo, mas como não tínhamos o carta verde mostramos o documento do Doblo o que atendeu prontamente a solicitação do guarda). Além disso ele nos alertou para que ligássemos a lanterna que tínhamos esquecido de ligar, pois é obrigatório tanto no Chile como na Argentina. Até agora em nenhum momento fomos abordados de forma grosseira e abusiva pelos policias do Chile e da Argentina. Lemos vários relatos de viagem onde os policiais de trânsito e das aduanas argentinas adoram caçar irregularidades nos carros para ganhar uma graninha a mais, mas no nosso caso tudo correu perfeitamente. Como estamos chegando perto da província de Buenos Aires e cada vez mais próximo da fronteira com o Brasil, achamos que talvez sejamos abordados mais vezes, por que por enquanto foram poucas as vezes e as que nos pararam não demorou mais que dois minutos.
Cruzamos a província de La pampa e percebemos mudanças na paisagens. As retas continuaram intermináveis, mas a agricultura se mostrou presente, com a criação de gado, plantações de soja e de girassóis.
Seguimos até Bahia Blanca e de lá pegamos a Ruta 33.
É claro que no percurso paramos em varias plantações de girassol para fotografar e em uma delas ficamos cheios de carrapichos espinhudos que forravam o chão. Até das patinhas da Lisa tivemos que tirar!
Até esse momento rodamos 12.681 km e foi consumido 1.300l de combustível.
Novamente optamos por parar em um posto de gasolina antes do sol se por completamente, o que estava acontecendo mais cedo agora que estávamos subindo.
A nossa parada foi num YPF nas proximidades da cidade de Alberti. Por volta de 20:00 h montamos nossa barraca no pátio de descanso, debaixo de algumas arvores. O tempo parecia ter virado, ventava bastante e podíamos ver algumas nuvens bem carregadas no céu.
Fomos jantar no restaurante vizinho do posto com `tenedor libre`. Hoje ficou claro que existem alguns costumes diferentes por aqui, como colocar gelo no copo de vinho. Já tínhamos presenciado esse fato, mas achamos que era uma coisa de preferência. Mas no restaurante vimos vários baldinhos de gelo servidos junto com a garrafa de vinho e as pessoas colocavam até duas pedrinhas no copo. Costumes a parte, estávamos ligados no jogo de futebol que passava na TV, o pré-olimpico para Atenas. O próximo jogo seria Brasil e Argentina, mas resolvemos não esperar, para não correr nenhum risco!!! Preferimos ver o resultado no jornal de manhã!

Campos de girassois na Ruta 33

Campos de girassois na Ruta 33
Foto: Nilton Val

Doblo fazendo pose no campo de girassol

Doblo fazendo pose no campo de girassol
Foto: Nilton Val

Paisagem diferenciada na Ruta 33

Paisagem diferenciada na Ruta 33
Foto: Nilton Val

  
  

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