Algumas marcas da nossa caminhada ao Pico do Lopo...

A visão lá de cima é deslumbrante e a sensação de liberdade do vento e de estar a 1.870 metros de altitude supera qualquer picada de abelha.

  
  

Saímos da estação do metrô Tiradentes no horário previsto com as VANs para o nosso destino – Extrema-MG. Na primeira parada, encostamos no posto para tomar café e logo seguimos. O nosso amigo Lee, que havia feito o reconhecimento de trilha no dia anterior, recomendou deixarmos a subida da base ao cume para uma próxima oportunidade. Então, decidimos que seria melhor subir com as VANs direto para a Torre da Embratel e fazer de lá a caminhada. A subida da serra com a Van foi lenta, pois a estrada é estreita e com muitas curvas.

Marcio e Claudia

Chegamos na Torre. Após um alongamento e aquecimento individual, cada um fez uma pequena apresentação e neste momento já ficamos sabendo como as pessoas ficaram sabendo da caminhada: quem indicou para que participasse com a gente e fomos nos conhecendo. Este é o grande barato e o nosso propósito: integrar. O inicio das caminhadas são sempre assim: a gente fala pouco, mas depois, durante o percurso, as pessoas se abrem mais, comentam as particularidades de suas experiências para aquelas pessoas que estão caminhando mais próximas. É muito divertido.

Marcio e Claudia

Iniciamos a nossa caminhada onde a mata molhada indicava que havia chovido no dia anterior. O caminho é bem demarcado e fácil de visualizar, sem maiores perigos. Logo no início da trilha, o nosso primeiro obstáculo: uma árvore com tronco bastante grande caída no caminho. Facilmente passamos; algumas pessoas até abraçaram a árvore para passar. Mais um pouco e chegamos a uma pedra onde avistamos a cidade de Jordanópolis e o verde das matas do local. A caminhada até aí estava muito tranqüila, em um ritmo que todos pudessem acompanhar sem exigir muito esforço. Saindo desta pedra, caminhamos para o outro lado da montanha. Chegamos a uma nova pedra onde avistamos a Rodovia Fernão Dias e arredores: uma paisagem maravilhosa! Aproveitamos para descansar , beber água e fazer um lanche.

Marcio e Claudio

Sem demorar muito, reiniciamos a caminhada e fomos direto para a Pedra das Flores: uma pedra enorme com uma grande variedade de flores.

Da pedra das flores, avistamos o Pico do Lopo, o nosso destino, tiramos fotos e ficamos apreciando a maravilhosa paisagem de lá de cima, avistamos a cachoeira dos Pretos e a beleza da Represa do Jaguari e avistamos algumas pessoas subindo Pico do Lopo.

Marcio e Claudia

Saímos da Pedra das flores em direção ao cume.

Foi quando estávamos pronto para subir e nos depararmos com um enxame de abelhas no meio da trilha. Elas estavam alvoroçadas e começaram a atacar o grupo. Tivemos várias picadas e alguns ficaram com medo de serem atacados. Aï, tivemos que decidir o que fazer. Avisamos um casal que seguia em direção ao cume do perigo das abelhas, porém eles passaram e não sofreram o ataque das abelhas. Assim foi quando uma parte do grupo decidiu seguir para o cume. A outra parte do grupo não quis arriscar, pois já tinham sofrido várias picadas de abelha. Então, decidiram ir até a bica no meio de uma trilha à base do pico para encontrar o nosso amigo que foi no dia anterior. O local do reencontro seria então a Pedra das Flores.

Marcio e Claudia

O grupo que foi ao cume se protegeu com casacos para passar entre as abelhas. Mas recompensou. A vida é como na natureza: o tempo todo nos deparamos com situações com a de enfrentar ou não as picadas das abelhas.

A visão lá de cima é deslumbrante e a sensação de liberdade do vento e de estar a 1.870 metros de altitude supera qualquer picada.

A subida era bastante íngrime e após 20 minutos de caminhada, o grupo resolveu voltar. Somente duas pessoas foram até a cachoeira. Caminhamos por 30 minutos para chegar. Almoçamos na cachoeira. Um cachorro fez companhia para gente. Na verdade ele parecia faminto e estava à procura de comida. Voltamos pelo mesmo caminho, subindo em direção à Pedra das Flores, porém a subida demorou muito. Como se esperava uma hora e trinta minutos para subir pelo mesmo caminho, fomos bem lento e, com poucas paradas, chegamos até a bifurcação entre a pedra das flores e o pico do lopo. Descansamos um pouco e chegamos ao local combinado, encontrando com o restante do pessoal que subiu o pico. Observamos que na altura a umidade estava maior. De longe se via o pessoal deitado, descansando, deslumbrados com a paisagem e o vento da montanha.

Marcio e Claudia

Em torno das 15h decidimos voltar para o ponto inicial. Caminhamos vagarosamente, pois o grupo estava mais cansado. Passamos pela árvore caída e logo chegamos no inicio da trilha. Aproveitamos para tirar uma foto de todo grupo com a satisfação e alegria estampada no rosto de todos que fizeram a caminhada.

Durante as caminhadas, varias situações são experimentadas. É difícil descrever tudo exatamente como aconteceu. Cada pessoa tem uma visão. Somente quem passou e viveu estes momentos com a gente perceberá o quanto ficará aquém das fotos, além da lembrança. Aí sim terá a certeza de contar a todos o quanto ficará marcado para o resto de suas vidas.

Resumindo a nossa caminhada, podemos destacar os momentos mágicos do visual maravilhoso da Pedra das Flores e do Pico do Lopo, além do que ocorreu de mais importante que foram as novas amizades que fizemos e que certamente fará com que a gente se encontre novamente em novas aventuras.

Marcio e Claudia

"Além do visual maravilhoso da Pedra das Flores e do Pico do Lopo, o mais importante foram as novas amizades que fizemos e que certamente fará com que a gente se encontre novamente em novas aventuras." Paulo.

"Também adorei o dia ontem , muito legal, concordo com Paulo em tudo que disse." Val.

  
  

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