Estação Engenheiro Lange & Graciosa

O café da manhã foi premiado por um dia imperial, ensolarado, com direito a Tiê-Sangue, esquilos, beija-flores...

  
  
Marcio e Claudia

Com previsão de 2h de subida à desativada estação de trem Engenheiro Lange, caminhamos em firmes passos mas admirando a paisagem: encontramos papagaio, Gralha Azul, dezenas de borboletas que nos serpenteavam em acrobacias aéreas, uma mata vibrante e a cadeia estupenda de montanhas (que subiremos em oportunidade breve) completando o cenário.

Conhecemos a entrada do caminho de Itupava que pretendemos fazer em breve com os amigos trilheiros – plenamente viável para quem mora em SP e SC (estima-se 8h45min, entre Quatro Barras – nas proximidades de Curitiba - e Morretes, num total de 16km), trilha que faz uma espiral pela exuberante Serra do Mar.

Perfizemos a subida à estação em 1h20min. Na desativada estação Engenheiro Lange, podemos visualizar as montanhas do Marumbi.

No retorno, paramos para um refrescante, delicioso e revigorante banho nas águas cristalinas do rio Nhundiaquara. Deixei as costas, com a ducha natural de água batendo no corpo e na pedra e as pernas soltas como se estivessem descendo rio abaixo. Pausa para sentar, fechar os olhos e contemplar com a hidromassagem natural revitalizando o corpo.

Regressamos para o almoço. Às 15h50, embarcamos no ônibus que ia pela Estrada da Graciosa para Curitiba. De lá, esperamos apenas 30 min. (compramos a passagem na hora e lanchamos correndo) para retornar à Florianópolis. Mais uma viagem inesquecível.

“Ao final, nossa sociedade será definida, não pelo que criamos,

mas pelo que nos recusamos destruir.” John C. Sawhill (1936-2000).

Agradecimentos especiais

Alcides e Roseli (um casal maravilhoso), Renata (atendimento), Marilene (pela linhaça), Fábio (uma pessoa muito querida que foi bastante atencioso conosco, nos acompanhou na medida do possível nos passeios, com muita informação legal sobre a região), José (ótimo atendimento, recepção, cordial), Jocemar (uma pessoa maravilhosa que nos atendeu como se estivéssemos no Céu), a todos (camareira, cozinheira...) do Santuário Ecológico (observamos que todos trabalham felizes, que amam o que fazem e sobretudo que amam a Natureza. Recomendamos com 5 estrelas).

Recomendamos

Marcio e Claudia

Em Curitiba: Hotel F1 - R$ 59 para até 3 pessoas (Café da manhã opcional: R$ 5);

Em Curitiba: Avenida Paulista Pizza Bar - atendimento de primeira e ambiente aconchegante;

Em Curitiba: Balarama (comida indiana vegan) - R$ 7 (self-service, bem simples e a comida é gostosa);

Na Ilha do Mel (Nova Brasília): Açaí no restaurante do Davi;

Na Ilha do Mel (Praia do Farol): restaurante Mar & Sol - desde pratos a preços acessíveis aos mais sofisticados (bom atendimento, como deve ser; aberto inclusive ao passar das 21h, já que a maioria fecha antes em Baixa Temporada);

Na Ilha do Mel (Nova Brasília): Em termos de localização e decoração, para quem quer sossego e proximidade com a praia, a Pousada Praia do Farol. Porém fazemos algumas ressalvas: a oferta de serviços fica bem reduzida, prejudicando a qualidade e comprometendo expectativas diante do que é vendido no momento da reserva (mas a Renata é um amor de pessoa e procurou atender dentro do que foi possível);

Na Ilha do Mel (Praia do Farol): Para quem gosta de doces caseiros, como a torta gelada de chocolate com maracujá, sonho de valsa, coco queimado, além de pudins, bolos e afins, visitar a Colméia;

Em Morretes: de olhos vendados e sem pensar duas vezes, o Santuário Ecológico Nhundiaquara. Preocupados em atendê-lo em primeiro lugar, antes de qualquer coisa. São todos muito atenciosos, capricham nos detalhes, se possível te acompanham nos passeios, servem refeições diferenciadas, procuram surpreendê-lo a cada estadia oferecendo mais do que se espera, tudo isso sem falar do lugar que mais se assemelha com o que vemos em termos de Paraíso nos cinemas. Foco total na necessidade e desejo do cliente. E o melhor de tudo: são flexíveis;

Em Morretes: A banana flambada do Restaurante Casarão é simplesmente fantastique...

Não deixe de visitar na Ilha do Mel

Marcio e Claudia

O mirante da Fortaleza;

O Farol das Conchas;

A trilha até Encantadas (o caminho apenas);

A trilha que vai por Nova Brasília com entrada para a Praia do Belo (dizem que o pôr do sol nesta praia é muito bonito), que sai no final da Praia Grande;

Ainda na Praia Grande, vale apena visitar a pousada do surf;

Na Praia de Fora, visite a pousada Canto da Figueira;

Acorde bem cedo para ir à Ponta do Bicho (não é difícil de ver golfinhos até as 8h no trapiche próximo à Fortaleza e Ponta do Bicho);

Volta à ilha (Norte), APENAS EM MARÉ BAIXA.

Não deixe de fazer em Morretes

O passeio pela Graciosa (para quem sai de ônibus, o horário de retorno a Curitiba é às 15h50);

Passeios em mente

Em Morretes: Caminho de Itupava (final de semana, saindo sexta à noite de Florianópolis e de São Paulo, com ponto-de-encontro em Curitiba e retorno no domingo);

Em Morretes: Pico do Olimpo (Marumbi);

Em Morretes: Salto dos Macacos (cerca de 60m de queda, próximo ao Santuário Ecológico.

www.qualidadedevida.vai.la

"A magia da transferência de energia, proporcionada pela Floresta Atlântica, é uma das mais fascinantes funções. Reagem 2 substâncias abundantes: a água e o dióxido de carbono. O carbono separa-se do oxigênio e liga-se à água, dando origem a uma molécula orgânica, chamada carboidrato, e a uma molécula de oxigênio livre, que é devolvida à atmosfera, fundamental para nossa respiração - H2O + CO2 -> CH2O.

È a fotossíntese, onde, nessa simples molécula de carbono + água, o vegetal tem a capacidade de armazenar a luz, que veio do Sol, em forma de energia química. A Floresta Atlântica, portanto funciona como sumidouro de gás carbônico." Trecho: Reserva da Biosfera.

Agradecimentos especialíssimos aos autores sobre os trechos bibliográficos que utilizamos para ilustrar toda esta rica aventura e contribuir com a nossa amplificação da consciência ecológica: o maravilhoso livro que foi cedido pelo Santuário Ecológico, A Floresta Atlântica - Reserva da Biosfera, de Carlos Renato Fernandes. Dados coletados também do Sandro Menezes Silva (livro anterior) e livro História Natural - Ilha do Mel (algumas informações parece que estão disponíveis também no www.ilhadomelonline.com).

  
  

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