Ilha Grande: um paraíso na Terra

Lopes Mendes, Lagoa Azul, Pico do Papagaio e Dois Rios. Quatro dias de atividades na fascinante Ilha Grande. Dias inesquecíveis... Confira!

  
  
Lagoa Azul

Ilha Grande: um paraíso na Terra

7 a 12 de junho de 2009

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da Criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante". Albert Schweitzer, citado em ilhagrande.org

Descrição

“Ipaum Guaçú” quer dizer Ilha Grande na língua tupi. De tão grande, os portugueses acharam que a ilha era um continente. Nós, mesmos, quando fizemos a travessia de barco, ficamos impressionados com as generosas dimensões da ilha, podendo ser avistada logo nos primeiros minutos que parte de Angra dos Reis.

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Segundo conta a história, por mais de meio século foram travadas inúmeras batalhas entre os índios Tamoios, que tiveram ajuda dos franceses, e os portugueses, que foram ajudados pelos índios Tupiniquins.

A Ilha Grande é um desses paraísos na Terra que nenhum ser humano deveria deixar de conhecer. Integrada ao Município de Angra dos Reis, chegou a ser invadida e atacada por piratas, serviu de rota para o tráfico de escravos, abrigou um lazareto, da Colônia Penal Cândi­do Mendes e é um lugar ideal para conhecer um pouco da história do nosso país.

Podemos dizer, como bem apelidou o site Ilhagrande.org, que a “capital da ilha” fica na Vila do Abraão. Nesta região, é possível encontrar com facilidade pousadas, restaurantes, barcos para passeios, translados, operadoras de mergulho e guias de trilhas.

A Ilha Grande é considerada um patrimônio nacional e também é reconhecida como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela Unesco, considerando o Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG), a Reserva Biológica e Arqueológica da Praia do Sul, o Parque Estadual Marinho do Aventureiro e a Área de Proteção Ambiental dos Tamoios (APA-TAMOIOS).

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A aventura começa...

Florianópolis – Rio – Angra dos Reis – Ilha Grande

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Domingo, 7 de junho:

12h – Chegada no aeroporto de Santos Dummont (Rio de Janeiro);

13h – Ônibus na rodoviária Novo Rio para Angra dos Reis;

15h40 – Chegada em Angra dos Reis;

16h – Saída de catamaran do píer Santa Luzia para a Vila do Abraão na Ilha Grande.

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Ao partir de Florianópolis, sobrevoamos em um dia de céu azul pela Lagoa da Conceição e região. Fizemos escala em Congonhas e seguimos para o Rio de Janeiro, com tempo nublado.

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Por ar, por terra e pelo mar. A maratona do dia e a correria do trabalho na semana anterior nos proporcionou na Ilha Grande uma experiência interessante, desafiadora e abençoada.

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Na noite em que chegamos a Ilha Grande, uma virose se manifestou nos dois com febre alta, frio, dor no corpo, indisposição estomacal, intestinal e muito cansaço. Diante deste quadro, fomos obrigados a compreender que ali passávamos por uma situação que transcendia qualquer programação pré-estabelecida, que teríamos que aceitar aquela momentânea limitação, e ajudar com muito carinho o nosso corpo e mente se recuperarem. O remédio, então, foi a gente se recolher cedo, aumentar a dosagem da milagrosa geleia real, tomar muita água e ministrar apenas uma vez um antitérmico como medida para aquele momento de febre intensa. Não programamos mais nada, procuramos não pensar em mais nada. Apenas seguimos à risca aquilo que nos propomos e nos recolhemos na cama.

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Lua Cheia | Da praia de Palmas

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Trilha Lopes Mendes

Primeira parte: Abraão- Praia dos Mangues – Pouso

Descrição do Ilhagrande.org: “É uma trilha bastante movimentada porque liga o principal porto da Ilha à praia mais bonita do local, Lopes Mendes.”

Distância: 5.800m – 6.000m
Tempo: 2h30min – 3h
Nível: Médio

Igreja da Praia de Palmas

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Sem febre, porém com fraqueza e o corpo “moído”, iniciamos a caminhada. Praticamente nos arrastamos pela trilha, suando frio, sentando em cada pedra que nos oferecia este conforto. Continuamos ingerindo água em excesso, caminhando a passos pesados pela belíssima trilha que se apresentava até nós. A trilha começou subindo gradualmente e logo após uma curva à direita, avistamos a Praia da Júlia. onde uma placa indicava o caminho para o Abraãozinho.

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As pessoas passavam por nós, algumas correndo, outras mais tranqüilas, saltitando, com alegria e entusiasmos. Nós? Olhando um para o outro e comentando: - “Como é bom ter energia...”, “não quer emprestar um pouco desta vitalidade para a gente, não?!”. Aceitávamos nossa fraqueza, corpo mole, suando frio e estômago embrulhado com muito bom humor, apesar de cansaço intenso e sensação de que nossos pensamentos e medos nos venceriam. Mantemo-nos plenamente atentos, nos colocando sempre a 70, 80% do nosso limite. O corpo pedia, sentávamos, respirávamos, tomávamos água... E continuávamos... E a cada passo de bebê, seguíamos devagarinho até o nosso destino.

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Mesmo diante de todo o cansaço, pudemos observar a luz do sol penetrando na densa vegetação, esquilos e ouvir o som dos pássaros. Deslumbrante foi a vista para a Enseada do Abraão, ilhas e praias escondidas pela mata abaixo.

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Logo chegamos a Palmas, uma pitoresca vila de pescadores. Os antigos moradores desta região, segundo o site Ilhagrande.org, aprenderam com os índios a fabricação de cestos, samburás de cipó e covos de casca de bambu usados como armadilhas para captura de peixes, além de canoas e remos.

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Para nos recuperar, fizemos uma boa pausa debaixo de uma abençoada amendoeira que nos presenteou com sua sombra. Ficamos ali admirando as águas cristalinas e esmeraldas da praia, saboreando o único alimento que conseguimos ingerir durante toda esta atividade: três bananas.

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Seguimos a caminhada para a Praia do Pouso e Praia dos Mangues que, posteriormente, não resistiríamos a um banho vitalizante de temperatura amena. Se as toxinas até então não haviam sido expulsas outrora, certamente agora elas se renderam a um delicioso banho de mar. Foi nesta praia que tomamos um barco de volta para a Vila do Abraão (horários de partida naquele dia: 15h; 15h30 e 17h).

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Segunda parte: Pouso - Lopes Mendes

Descrição do Ilhagrande.org: “Essa trilha é comumente percorrida por quem chega de barco na Praia do Pouso rumo à Praia de Lopes Mendes.”

Distancia: 2.000m – 2.400m (Ida e Volta)
Tempo: 1h – 1h 15min
Nivel: Leve

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Continuamos a trilha até os 2 quilômetros e 800 metros da praia rasa de agitadas e bem torneadas ondas em tons esmeraldas e celestiais. É como explica o site Ilhagrande.org: “A extensa faixa de areia fina e branca, que canta ao ser pisada, o mar azul, ondas para surfista nenhum botar defeito, as gaivotas, os riachos e até mesmo os jacarés, transformam essa praia num dos altares mais sagrados do imenso templo que é a Ilha Grande.”

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Uma curiosidade o local serviu de área para plantação de cana-de-açúcar, café e criação de gado. O site Ilhagrande.org comenta que Peter, um alemão que habitou na praia por décadas, tinha por hábito criar jacarés nas lagoas e brejos que restaram do mangue. “Descendentes desses animais ainda vivem por lá assustando os trilheiros”, contam.

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Passeio de barco a Lagoa Azul

Lagoa Azul foi eleita Maravilha da Ilha Grande em segundo lugar.

Atrativos: “Feche os olhos e imagine-se mergulhando numa imensa piscina formada por um colar de ilhas, com água transparente e azul, cujo fundo é um céu de estrelas do mar entre algas e cardumes de peixes multicoloridos e ainda correr o risco de ser atropelado por um tropel de cavalos-marinhos. Imaginou? Pois é: esse lugar existe.
A Lagoa Azul é um dos mais belos pontos de mergulho e snorkeling da Ilha Grande.” Fonte: Ilhagrande.org

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Com a energia gradualmente sendo reestabelecida, fizemos um passeio de escuna pelo Saco do Céu, Praia dos Amores até a Lagoa Azul, com direito a mergulhos de snorkel (“atividade esportiva recreativa praticada que consiste em nadar na superfície da água com máscara, nadadeira e snorkel.
Snorkel é um tubo em J que permite ao praticante respirar continuamente com a face na água.
A sensação de parecer "voando" por causa da flutuação é deliciosa. ‘Mergulhar é mais que um hobby. É uma sensação mágica, inexplicável, um sonho que todos podem realizar’”. Fonte: site Ilhagrande.org)e nadadeiras.

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A Lagoa Azul, originariamente denominada Praia do Sul de Fora, está localizada no ponto mais ao norte da Ilha, mais precisamente na região conhecida por Freguesia de Santana, sendo constituída pelas ilhas do Macaco, Comprida, Redonda e a própria Ilha Grande.

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Logo que chegamos, ficamos encantados com uma enorme estrela-do-mar no fundo que avistávamos de cima do barco. Tivemos a alegria de admirar uma série de peixes, das mais variadas cores e espécies, nos deslumbramos com os corais, uma estrela-do-mar marrom e outra listrada de dourada.

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Na Praia da Freguesia, caminhamos até a igreja e a charmosa Praia da Baleia.

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Neste dia, a fraqueza havia desaparecido, nossa energia estava retornando, nos sentindo bem e aptos para mergulhar pelos encantos do Saco do Céu e da Lagoa Azul. Mesmo que ainda não nos sentíssemos 100%, estávamos bem, agradecidos e contentes por termos uma vitalidade que não se comparava ao dia anterior. Suor frio não existia mais. Conseguimos aqui empurrar um almoço e tomar uma bela tigela de açaí no final do dia.

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Trilha ao Pico do Papagaio

“Com seus 982 metros de altura, subir o pico é uma caminhada recomendada para quem tem disposição e muito fôlego. Lá de cima, desfruta-se de uma das paisagens mais privilegiadas da Ilha Grande. Em dias claros é possível avistar toda a Restinga da Marambaia e, com sorte, a Pedra Branca e Pedra da Gávea no Rio.” Fonte: Ilhagrande.org

Distancia: 11.400m – 18.000m (Ida e Volta)
Tempo: 6h – 7h
Nivel: Pesada

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Mais revigorados, o grande dia chegou. Contratamos o excelente guia João Pontes para nos guiar pelos 6km de subida entre uma mata fechada, repleta de encantos e adornos da Natureza.

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Atencioso, cuidadoso, com experiência em trilhas de volta à ilha, de travessias comoa a de Petrópolis-Teresópolis, Jacutinga, Paraty, entre outras na região no Rio de Janeiro, começamos a caminhar por volta das 9h30 e chegamos ao topo às 12h30.

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No caminho, procuramos documentar fotografando incríveis ornamentos esculpidos pelas divinas mãos dos poderosos elementos que regem o nosso Planeta: raízes, galhos, troncos partidos, retorcidos, coloridos, com texturas diferenciadas umas das outras. Ouvimos sonos de pássaros e a assembléia de bugios.; vimos um deles pulando no alto de uma árvore para a outra de uma das bases do pico.

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Na segunda metade da trilha, passamos por debaixo de túneis de bambuzais e ficamos admirados com aquelas imensas formações rochosas da parede do pico que contornamos. Lírios vermelhos, musgos e bromélias enfeitavam o seu entorno. Fascinante!

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Subimos até a “calda do papagaio”, uma das bases do pico que fica atrás da cabeça. De lá, avistamos a Enseada das Estrelas e o continente.

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Continuamos a subida até o topo, a “cabeça” o “bico do papagaio”. E um visual espetacular se abriu diante de nossos olhos: o cenário cinematográfico contemplava a enseada do Abraão, com as praias vizinhas, Lopes Mendes, Dois Rios, Restinga de Marambaia, Pedra Branca e da Gávea no Rio de Janeiro, ao fundo, levemente esfumaçados, e, do outro lado, Saco do Céu, Lagoa Azul e praias subjacentes.

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Aproveitamos para ver as fotos e matéria que o João Pontes documentou durante suas aventuras.

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Hora de descer. Retornamos até o início da base, desta vez, para acessar o “a parte superior do tronco do papagaio”. Daquele ponto, poderíamos jurar que aquela pedra não teria um formato similar a de um papagaio, mas de um cachorrinho. Curioso.

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Descemos em 2 horas, agradecendo ao guia João Pontes pelo ótimo monitoramento, preocupado com qualquer escorregada, tirando os galhos e troncos que poderiam proporcionar algum perigo, avisando em que pedras ou raízes poderíamos pisar, estendendo a mão sempre que ele julgava necessário, perguntando a todo instante se precisávamos de algo. Parabéns a ele por ter feito a diferença! É fácil perceber a diferença entre o profissional que faz por fazer e aquele que faz por amor, por realmente gosta.

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Caminhada à Praia de Dois Rios

Descrição do Ilhagrande.org: “Essa trilha percorre o antigo caminho do presídio, durante o trajeto pode ser observado todo o continente.”

Distancia: 6.800m – 7.000m
Tempo: 2h30min – 3h
Nivel: Pesada

Piscina dos Soldados
Presídio da Ilha Grande
Capela de Nossa Senhora do Bom Despacho

Descrição

Após um breve alongamento, iniciamos a caminhada de 8 quilômetros e 300 metros (ida e volta: 16,6 km), do ponto aonde estávamos, até Dois Rios. Aos sons de bugios e pássaros, caminhamos por estrada de terra na ida e no retorno, por uma parte, em uma, que na nossa opinião, a mais bela trilha que caminhamos durante estes quatro dias de atividades: trilha verde-viva, mata fechada, pedras arredondadas cobertas por gramíneas, tapetes verde-cintilantes, samambaiaçus, majestosos túneis e portais feitos de bambus gigantes.

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A praia é fascinante, lembrando a praia de Matadeiros em Florianópolis. Alvas esteiras se desenrolam do profundo verde-esmeralda até a areia fina e aconchegante do litoral que se estende por cerca de 1 quilômetro. E as águas transparentes e temperadas, que delícia...

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Os rios, localizados nas extremidades das praias, possibilitam um espetáculo à parte sem igual. Uma curiosidade é que “os dois rios banham um extenso manguezal - que equilibra o ecossistema de toda a região; é neste manguezal que os peixes se procriam, nele existem ricas espécies da fauna e da flora”, informa o site Ilhagrande.org.

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Retorno ao Rio: um breve relato

Retornamos às 10h de barca (R$ 6,50) para Angra dos Reis. A companhia de ônibus intermunicipal Costa Verde retirou o itinerário do ônibus para o Rio de Janeiro que aguarda nas dependências da chegada da barca.

Ao chegarmos em Angra dos Reis, conforme orientação dos moradores, fomos para a praça próxima esperar o ônibus para o Rio. Esperamos por aproximadamente 2 horas debaixo de chuva torrencial. Bagagem e roupas ficaram encharcadas.

Pegamos um taxi para a rodoviária (R$ 12,00) e de lá pegamos o ônibus às 15h, chegando no Rio às 20h. Na rodoviária, conseguimos salvar duas meias e roupas secas. Uma divertida e molhada aventura.

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Pousada

Ótimo atendimento, nos acolhendo com calor humano e oferecendo diversas dicas e alternativas de passeios, nos auxiliando em tudo que precisávamos.

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A pousada se localiza em meio à Mata Atlântica, cuja a trilha sonora dela é vem de um gostoso riacho que rejuvenesce a mente e a alma.

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Destaque para o mascote da casa, um verdadeiro lorde, um senhor muito “invocado” e sofisticado chamado Guga, o gato.

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Agradecimentos

De São Paulo: Fernando, Eny, Nancy, Valéria; do Rio: motorista do ônibus da companhia Costa Verde que ligou para saber o horário da barca em Angra antes de sair da rodoviária Novo Rio; Na ilha: Rodrigo, que nos indicou o guia, Creuza Natalli e irmã, João Pontes.

Recomendações

João Pereira Pontes é “Guia Nacional de Turismo na categoria Excursão Nacional – América do Sul e Guia Regional do Estado do Rio de Janeiro sob registro nº. 1900244396-4 do Ministério do Turismo. O João é carioca, tem 50 anos e há mais de 10 anos faz caminhadas e trilhas pelo Brasil. Guia ecológico e amante da natureza, realiza excursões com grupos de todas as idades para qualquer parte da Ilha Grande, Paraty e Rio de Janeiro. Especialista nas trilhas da Ilha, conhece lugares e recantos que muitos nunca ouviram falar.” Fonte: Ilhagrande.org

Imagem de João Pontes, nosso super guia

Para conhecê-lo, clique aqui.

Pousada Guapuruvu – Simples, excelente para desfrute da tranqüilidade, descanso e meditação. As proprietárias zelam por pessoas que não gostam de fazer barulho, motivo pelo qual não tem churrasqueira e nós agradecemos por isso. Em meio à Mata Atlântica, com riacho correndo ao redor dos quartos e o burburinho das águas harmoniza a todos que se hospedam ali.

Clique aqui para conhecê-la.

Frente Fria - açaí com mel, banana e granola. O único alimento que conseguimos ingerir ao final das atividades.

Creperia Manaloa – ótimo atendimento, crepes e um bom açaí na tigela.

Operadora de barco Navegantes – por atender a nossa necessidade, ao invés de querer vender apenas o passeio de barco, indicando o guia João Pontes.

Uma rede invisível que nos antepara

Por mais incrível que pareça, por mais incômodo que toda esta situação de adversidade em virtude da limitação física possa ter nos trazido, uma forte sensação de agradecimento e aprendizado brotou dentro de nós.

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Podemos perceber que graças a esta debilidade, enxergamos o quanto é importante darmos valor à vitalidade e fazer bom uso dela enquanto a temos, empregá-la da melhor forma possível em benefício do que realmente interessa nesta vida, do amor; compreendemos que negar ou fugir dela só nos traria mais problemas e que, ao aceitar que estávamos limitados fisicamente, aprendemos a lidar com ela com entusiasmo e generosidade, cuidando como uma mãe que toma conta do seu filho querido, ficando atento a cada pedido de súplica do organismo – ingerindo muita água, apesar de não conseguirmos comer nada, reforçando a dosagem de geléia real e sempre caminhando dentro do que nosso organismo aceitava, dosando autoesforço com entrega e contentamento, determinação com cuidado; observamos que as Leis que regem todos os elementos vivos deste Universo são perfeitas e que não há nada a ser temido ou desesperadamente feito; que ao mantermos serenos, descobrimos uma força que não sabíamos que tínhamos para fazer brotar dentro da gente a confiança no amor que desfaz o apego, a fé que remove as barreiras ilusórias dos falsos julgamentos e desfaz gradualmente as fantasiosas versões de realidade, desafiando o medo a ficar no seu lugar, ou seja, aceitá-lo que ele insiste povoar nossas mentes mas que, conosco, ele não terá voz; entendemos que há um intrigante e, ao mesmo tempo, fascinante e surpreendente emaranhado de redes invisíveis de conexões que nos anteparam, acolhem, que nos seguram no momento exato em que precisamos e que para nos sentirmos protegidos por ela, necessitamos apenas de paz interior, atentividade, nos concentrarmos no que está acontecendo conosco a cada instante e sutilizarmos nossas interações com o que ocorre no mundo externo e nossas percepções e sensações com o que acontece no interno: redes que nos colocam exatamente no lugar e no tempo que deveríamos estar a partir dos atos e motivações que nos propomos a fazer passo após passo; redes que nos unem a um Todo invisível, que nossa mente egóica tende a todo instante separar de quem realmente somos, do que realmente estamos vivenciando, que nada mais nós, como observadores dos acontecimentos, e o acontecimento, o objeto em si, estamos unos em sua ocorrência, intervalo e renascimento. Conhecer a Ilha Grande nestas condições foi uma experiência enriquecedora, impressionante, sublime e gratificante.

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As Palavras & a Lua

"As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta.(...) As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio.(...) As palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário." Tam Hyuen Van

Além de qualquer palavra contida neste relato, fazemos votos de que nossa intenção de compartilhar com você estes preciosos momentos que experienciamos, possa contribuir com sua melhor saúde e bem-estar, ajudá-lo com dicas de viagem a Ilha Grande e inspirá-lo a cada vez mais estar próximo de nossa natureza -, que inclui dar valor incomensurável ao nosso interior e ao ambiente em que vivemos, que, em suma, dá no mesmo. Possam todos os seres se beneficiar, imersos no carinho e amor que vivenciamos e dividimos com você.

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Equilíbrio do organismo (dica): Geléia Real clique aqui

Para assistir ao mini vídeo da viagem e mais detalhes visite o site: http://ilhagrande2009.vilabol.uol.com.br

Abraços,

Márcio Alexandre e
Claudia Beltrame
www.qualidadedevida.vai.la

  
  

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