No Alaska

O tempo passou rápido e quando menos esperávamos lá estávamos nós, em frente à placa Welcome to Alaska, felizes da vida e dizendo para nós mesmos: Estamos no Alaska!

  
  
Ainda em Seattle

Bye Bye Califórnia. Seguimos rumo ao norte, passando pelo ‘Redwood National Park’, por Oregon e parando em Seattle para conhecermos a cidade e, pegarmos o visto da Grace para o Canadá. Por incrível que pareça foi simples e apenas tivemos que passar algumas horas no consulado.

No mesmo dia que pegamos o visto, fomos até a fronteira e logo estávamos no Canadá, mais um país, e a poucos dias do tão esperado Alaska.

Queríamos chegar no Alaska antes da neve chegar lá então foram dias longos, no qual passamos a maioria do tempo dentro do carro, percorrendo muitos quilômetros por dia pela ‘Alcan Highway’.

Chegamos ao Alaska!

Acordávamos cedo e a rotina consistia basicamente em desmontar a barraca e logo entrar no carro . . . parávamos para almoçar ou comíamos sanduíches no caminho e um pouco antes de escurecer procurávamos algum lugar para passarmos a noite. Foram alguns dias sem banho e cansativos, mas nada disso importava, pois a paisagem era linda e estávamos super ansiosos para chegarmos ao Alaska. O tempo passou rápido e quando menos esperávamos lá estávamos nós, em frente à placa ‘Welcome to Alaska’, felizes da vida e dizendo para nós mesmos: ‘Estamos no Alaska!’

Seguimos até Fairbanks, onde pretendíamos encontrar com uns amigos que havíamos conhecido no Peru, o Aaron e a Treena, que viajaram até Ushuaia de carro. Conseguimos entrar em contato com eles e passamos duas noites em Fairbanks antes de partirmos para mais uma longa viagem pela ‘Dalton Highway’ até Prudhoe Bay.

Partimos em mais uma ‘missão’ – a de chegar até ‘Prudhoe Bay’, o ponto mais ao norte onde se pode alcançar de carro. Queríamos também ver o oceano ártico e poder ao menos tocar na água congelante. Foram 1300km de estrada de terra e levamos quatro dias, entre a ida e a volta.

Rob e o Rio Yukon

Em nosso primeiro dia de viagem atravessamos o rio Yukon, investigamos o famoso oleoduto, apreciamos as cores do outono e chegamos ao ‘ponto turístico’ que marca o Círculo Ártico. Após fotografarmos esse momento, resolvemos passar a noite ali mesmo, apesar do frio . . .afinal de contas estávamos no ártico.

Confessamos que quando chegamos lá, esperávamos encontrar muita neve e tudo congelado, o mesmo que imaginávamos do Alaska (quando pensávamos em um dia conhecer este lugar tão ao norte do continente), mas aprendemos que não é bem assim.

'Círculo Ártico'

Na manhã seguinte percebemos que havíamos tomado a decisão errada em passar a noite no ‘Círculo Ártico’, pois a poucos quilômetros adiante haviam fechado a estrada para consertar a ponte, e só iriam abri-la novamente as 9pm.

Ou seja, tivemos o dia todo para ‘enrolar’ por ali, então voltamos para ‘nosso cantinho’ e montamos um toldinho, pois para ajudar garoou o dia todo. Aproveitamos para arrumar um pouco o carro, atualizar nossos diários e preparar um almoço bem gostoso e quentinho.

Por volta das 8pm, seguimos a caminho da estrada novamente e, mais uma vez, ‘como há males que vem para o bem’, tivemos a sorte de ver nosso primeiro urso, literalmente no meio da estrada. Apesar de ter sido tão rápido e repentino, ficamos empolgados e falamos para nós mesmos: ‘Eles existem mesmo, não é só papo furado para turista. ’

Os 'musk ox'

Enfim, atravessamos o ‘Brookes Range’ (que estava bem nublado e com neve), descemos pela ‘North Slope’ e então a paisagem muda radicalmente para terrenos planos de ‘tundra’. Na estrada vimos muitos animais selvagens tais como renas, ‘musk ox’, ‘dall sheep’, esquilos e diversos pássaros. Foi realmente uma experiência diferente para nós!

Quando chegamos em ‘Deadhorse’ fomos logo tentar ver o oceano . . . para nossa decepção, fomos barrados. Tentamos de tudo, inclusive falamos com todos os oficiais do Alaska e implorarmos por permissão, dizendo que havíamos dirigido desde o Brasil e que apenas queríamos ver o oceano ártico. Infelizmente, foi em vão e apenas conseguimos visitar a lojinha central, no qual a moça que nos atendeu foi super legal conosco e até nos deu um ‘certificado’, pois ela se sentiu mal por não conseguirmos autorização para passar.

Em Deadhorse

Apesar da frustração, demos meia volta e seguimos de volta a Fairbanks, estávamos super contentes com a jornada em si e todas as lindas paisagens que havíamos visto, além de toda a fauna presente nesta região. Sem sombra de dúvida, valeu a pena e agora também qualificamos como ‘sobreviventes da Dalton Highway’.

  
  

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James Meürer

James Meürer

31/05/2010 15:03:35
BOas!!! Linda viagem, Parabéns.
Devo iniciar a nossa em breve, ainda não decidimos, se de motocicleta ou camionete.
Quantos dias (ida) pelo menor caminho?
Agradeço o retorno.

Jerusa

Jerusa

18/02/2010 19:43:25
A vida que vocês levam era tudo o que queria para mim. Porém, não conheço ninguém assim como vocês. Meus amigos morrem de medo e adoram conforto. Há alguns anos atrás eu comprei um jeep willys 4x4 ano 73, lindo, era o meu xodó, todos diziam que eu estava ficando louca e que só teria dores de cabeça. É verdade que passei muito tempo em oficinas, entretanto foram os melhores anos de minha vida. Hoje meu alento é ler sobre as aventururas dos outros pela net.

Grace Downey e Robert Ager

Grace Downey e Robert Ager

Show de Bola! Obrigado pelo recado. Siga sempre seus sonhos . . . Beijos, Grace e Robert
Milton Jose

Milton Jose

05/07/2009 12:51:35
Muito interessante esta aventura. E um estilo de vida diferente da grande maioria das pessoas que gostam de conforto.
Estou pesquisando para fazer esta aventura de 4x4 em 2012, do Brasil ate Nova York, cruzando os Estados Unidos, de Sao Francisco ate a costa do Atlantico e terminado a viagem em Miami, onde embarcaremos o veiculo no porto.
Quem tiver dicas, favor me informar

Grace Downey e Robert Ager

Grace Downey e Robert Ager

Somos suspeitos para dizer, mas sem duvida vale a pena. Boa sorte com suas aventuras!