As aventuras em Namíbia

Mais um país e mais uma aventura!

  
  
A estrada de Namíbia

Mais um país e mais uma aventura. Havíamos lido e ouvido tanto falar sobre o famoso “Fish River Canyon” que a expectativa era grande. Enfim, chegamos no final da tarde e fomos direto para o mirante, onde encontramos vários viajantes que tinham acabado de chegar e estavam admirando a vista.

Conversamos um pouco e depois fomos montar acampamento e preparar nosso jantar. À noite, sentamos ao redor de uma fogueira e ficamos conversando com o Jasper e a Emma (que estavam também viajando em uma Land Rover, a caminho da África do Sul) trocando “figurinhas”. Foi super gostoso.

Jasper e Emma

No dia seguinte resolvemos fazer um piquenique no mirante e, desta vez fomos privilegiados, pois estávamos sozinhos e pudemos curtir nossos sandubas e a vista maravilhosa, tranquilamente.

Existe um trekking famoso que percorre todo o “Fish River Canyon” até as termas de “Ais-Ais”, e leva em torno de cinco dias.

No canyon

Só pode ser feito em uma época do ano, quando a temperatura esta mais baixa, facilitando a caminhada que pode ser bastante árdua. Nos interessamos bastante por essa caminhada, então quem sabe um dia voltaremos para fazer essa travessia?!

Deixando o cânion para trás, seguimos através do “Namib Desert”, a caminho das dunas de Sossusvlei . . .

Seguimos viagem pelas estradas da Namíbia, passando por Mariental onde dormimos uma noite. Após um “pequeno desvio” de uns 200km, devido a uma falha de navegação, e mais uns 300km de puro “Namib Desert” com direito a muita poeira durante o trajeto, chegamos ao nosso destino.

Namib Desert

Felizmente as estradas de terra eram muito boas e podíamos viajar confortavelmente alcançando uma velocidade em torno de 70km/hora, e até ouvindo música de vez em quando.

Chegamos em Sossusvlei um pouco antes do pôr-do-sol e após convencermos o guarda que conseguiríamos voltar antes de escurecer, ele nos autorizou a entrarmos na reserva. Conseguimos chegar até a famosa “Duna 45” enquanto a luz estava maravilhosa e nos divertimos tirando algumas fotos . . .

Nós e a Duna 45

Corremos para chegar a tempo no portão, para evitarmos uma multa, mas não tivemos problemas e deu tudo certo. Montamos nossa barraca, preparamos nosso jantar e após arrumarmos tudo fomos dormir, pois queríamos ver o nascer do sol no dia seguinte, e isso significaria acordar as 4 da matina!

O campsite estava lotado e logo cedo no dia seguinte, ouviam-se barracas sendo desmontadas, algumas vozes e motores de carros . . . todos a caminho das vistas de Sossusvlei ao amanhecer. Nós não perdemos tempo e acho que desmontamos a barraca em tempo recorde, e lá estávamos no portão de entrada às 4:30am.

Sossusvlei

O último trecho de 5km só pode ser percorrido por veículos 4x4, e com isso nós fomos os primeiros a chegar na base das dunas, o que foi demais. Estacionamos o Baloo e caminhamos um pouco para obtermos uma vista melhor. Preparamos as máquinas e o tripé e simplesmente esperamos o espetáculo! Foi realmente um momento mágico, que veneramos e curtimos ao máximo. Depois resolvemos caminhar até o topo da duna onde sentamos e paramos para refletir um pouco . . . felizes em poder vivenciar mais uma super experiência.

Para finalizar, nos divertimos pulando e escorregando duna abaixo, e depois tomamos café da manha na base de Sossusvlei, ouvindo apenas o zunzunzum dos pássaros e o barulho do vento. Realmente uma manhã extraordinária!

Daqui fomos para Swakopmund, uma cidadezinha com influencia Alemã, onde ficamos alguns dias, a espera do nosso amigo Claudio, que chegara a Windhoek nos próximos dias.

O Claudio chegou!

Lá estávamos nós, no aeroporto de Windhoek, ansiosos com a chegada do Cláudio e ao vê-lo sair do portão, corremos para o abraço! Estávamos super felizes e empolgados com a chegada dele, pois faziam mais de dois anos que não o víamos, e o tempo que passaríamos juntos nesta etapa do CYD, com certeza seria memorável . . .

Do aeroporto, fomos direto para a Embaixada da Botsuana, pois tínhamos (Grace e Cláudio) que pegar nossos vistos. Enquanto esperávamos, fomos tomar um chope e matar a saudades, há primeiro instante. Logo obtivemos nosso visto e seguimos para o “Daan Viljoen Game Park”, onde vimos nossa primeira girafa, acampamos uma noite e comemoramos a chegada do Cláudio com um “braai”.

Windhoek

No dia seguinte, passamos em Windhoek, e depois seguimos rumo ao norte, a caminho do “Parque Nacional Etosha”. Estávamos tão distraídos conversando, que passamos à saída certa, e acabamos pegando um “desvio”, antes de chegarmos ao parque. Mas tudo bem, era tudo alegria!

Chegando no parque seguimos a caminho do “Halali Campsite”, onde acampamos a primeira noite. Assim que entramos no parque, logo começamos a ver vários animais e fotografar um monte. Percorremos os 73km até o campsite, visitando também alguns “waterholes” no caminho.

Desde então, estávamos adorando estar no Etosha! Todos os campsites têm “waterholes” iluminados então depois de termos montado acampamento e jantado fomos investigá-lo, e para nossa sorte vimos três hienas, um elefante e um porco-espinho.
Ah! Enquanto jantávamos, tivemos uma visita inesperada: um “honey badger” meio nervoso e faminto, que por sorte preferiu investigar todos os lixos ao invés de atacar nosso jantar!

Waterholes Halali

Passamos o dia todo seguinte no carro, percorrendo o parque ao máximo, visitando diversos “waterholes” e admirando a vida selvagem. Vimos de tudo um pouco: girafas, zebras, springbok, jackal, wildebeest, hartebeest, gemsbok, avestruz, elefantes, impala e outros, mas uma das coisas que nos chamou bastante à atenção foi uma briga de springbok. Foi incrível ver a força desses antílopes e a garra com que eles brigavam . . . até um deles resolver abandonar a briga. Uma outra cena agradável foi simplesmente observar diversos animais juntos, em um mesmo “waterhole”.

No final do dia, chegamos ao “Okakuejo Campsite”, onde passamos duas noites. Após jantarmos fomos para o “waterhole” iluminado e ficamos observando alguns elefantes bebendo água. Foi curioso ver a reação dos elefantes quando chegaram dois rinocerontes, foi então que vimos realmente quem manda!

A vida selvagem de Etosha

Bastou apenas uma chacoalhada de orelha do elefante para os rinocerontes darem meia volta e resolverem beber água “mais tarde”. A emoção não terminou por ai, e por volta da meia-noite os rugidos dos leões começaram . . . não muito distantes! Em pouquíssimo tempo havia diversas pessoas andando em volta do perímetro da cerca em busca deles, inclusive nós, com lanternas e holofotes para todo lado.

De repente o felino passa a menos de 10 metros da cerca, que não é lá grandes coisas, da uma olhada e resolve dar meia volta e caminhar para o outro lado. De qualquer maneira foi demais ouvir um leão (e vê-lo) tão próximo, foi algo mesmo especial!

Waterhole Okakuejo

Resolvemos passar o próximo dia no próprio campsite e observar o “waterhole”, o que valeu a pena, pois vários animais passaram por lá e nos divertimos tirando muitas fotos. No dia seguinte, visitamos o vasto “Etosha Pan”; vimos um rinoceronte; uma manada de elefantes passou bem perto de nós e até tiramos uma foto “ilegal” fora do carro com elefantes no fundo . . . oops!
Passamos mais uma noite no parque e tivemos mais um dia de Etosha . . . e que dia! Vimos nosso primeiro leão, o qual ficamos super empolgados e o observamos por um tempo. Depois seguimos a caminho de um outro “waterhole” e ao chegarmos lá sabíamos que tinha alguma coisa acontecendo ali, pois havia vários carros no local.

Logo avistamos duas leoas, mas para nossa surpresa e euforia, na nossa frente havia 3 leões “almoçando”. Eles tinham acabado de caçar uma pobre zebrinha e estavam simplesmente devorando o bicho. O mais curioso foi ver a manada de zebras ainda por perto, todas observando atentamente à cena (que doidas!), e logo depois apareceu uma girafa (mais louca ainda!) que devia estar com muita sede, pois ela chegou muito perto dos leões!

Enfim, ficamos observando essa cena por horas e os “clicks” das máquinas não foram poucos! Foi realmente algo extraordinário!
Estávamos satisfeitos e contentes com o tempo que passamos no Etosha e o tanto que vimos e vivenciamos em apenas quatro dias, e é claro que poderíamos ficar mais tempo, no entanto Botsuana nos esperara. . .

Nós em Etosha

Popa Falls foi nossa última parada, antes de cruzarmos a fronteira com a Botsuana. O campsite era super agradável e tinham várias pessoas acampando por lá também. Caminhamos pela trilha, onde encontramos pegadas de hippos por todo lado, e depois de um bom banho, jantamos ao lado da fogueira.

Para sorte do Cláudio, que acampara no chão, nenhum hippo resolveu nos visitar durante a noite!

Conversando com os Sul-Africanos, ficamos um pouco apreensivos com a burocracia na fronteira, pois eles disseram que os oficiais no lado Botsuano podem ser muito rigorosos e resolver revistar tudo, confiscando qualquer produto fresco e/ou lácteo.

Nós tínhamos acabado de “abastecer” e estávamos lotados de carne, presunto, leite, manteiga, ovos, frutas, verduras e não estávamos a fim de abrir mão da nossa despensa! Foi engraçado, mas antes de partirmos, resolvemos “esconder” estrategicamente algumas coisas pelo carro, e torcemos que o oficial não resolvesse revistar o carro todo.

Popa Falls

Estávamos prontos para explorar Botsuana e lá fomos nós a caminho da fronteira, um pouco ansiosos, mas para nossa sorte o cara simplesmente carimbou nossos passaportes e a papelada do carro e então autorizou que seguíssemos adiante.

Ufa! Deste dia em diante decidimos que domingos eram um bom dia para atravessar fronteiras, pois o pessoal parece estar mais tranqüilo.

Já em Botsuana, tiramos tudo dos nossos “esconderijos”, recolocamos na geladeira e seguimos a caminho do “Okavango Delta”.O campsite estava lotado e logo cedo no dia seguinte, ouviam-se barracas sendo desmontadas, algumas vozes e motores de carros . . . todos a caminho das vistas de Sossusvlei ao amanhecer. Nós não perdemos tempo e acho que desmontamos a barraca em tempo recorde, e lá estávamos no portão de entrada às 4:30am.

  
  

Publicado por em

Jonas

Jonas

04/09/2012 11:53:46
nada como uma viagem dessa prá dá outro sentido a vida de estrees, legal mesmo.

Grace Downey e Robert Ager

Grace Downey e Robert Ager

Valeu Jonas!