Mais alguns dias e...bye bye Austrália

Atravessamos praticamente o continente inteiro, de Oeste a Leste, e agora estávamos em Cairns

  
  
Townsville

Atravessamos praticamente o continente inteiro, de Oeste a Leste, e agora estávamos em Cairns, prontos para mergulharmos na Grande Barreira! Passamos por Townsville e “Mission Beach”, mas depois o tempo virou e começou a chover.

Torcendo para que o tempo melhorasse, estávamos determinados a fazer ao menos um passeio de barco e mergulharmos para conhecermos a famosa Grande Barreira debaixo d’água! Enquanto esperávamos o tempo melhorar, pesquisamos várias agências e os diversos tours disponíveis, até acharmos o “Noah’s Ark” (o mais barato!) e acabamos marcando nosso passeio com eles. Apesar do clima ainda não estar dos melhores, pelo menos tinha parado de chover, no dia que saímos de barco.

Grace em Mission Beach

Passeamos bastante por Cairns e curtimos o clima alto astral e bem movimentado. Vimos várias lojinhas e passeamos pela esplanada, repleta de restaurantes e bares. Conhecemos também a piscina de água salgada que eles construíram na beira do mar, por segurança contra as “águas-vivas” que é um problema sério por aqui.

Na maioria das praias tem sempre um setor especial protegido onde é possível nadar. O clima de Cairns, especialmente no final de tarde, é super gostoso com um monte de gente fazendo churrasco, caminhando, correndo, andando de bike ou simplesmente sentando e curtindo o pôr-do-sol na esplanada. É bem legal!

Cairns

A última vez que havíamos mergulhado tinha sido na América Central, em Honduras, então estávamos um pouco ansiosos e empolgados ao mesmo tempo. O Mark, nosso instrutor, era muito gente boa e nos ajudou bastante. Durante nosso primeiro mergulho vimos vários peixes, corais e arrecifes, “sea cucumber” e até tartarugas o que foi demais! Nadamos bem pertinho delas e pudemos até tocá-las! Só não encontramos o “Nemo”!

Enquanto íamos para o próximo ponto de mergulho, “Michaelmas Cays”, almoçamos um sanduba completo com direito a salada, frango e vários frios – uma delicia! E logo em seguida já estava na hora de pularmos na água e mergulharmos de novo. Infelizmente a visibilidade não estava das melhores então não deu para ver muita coisa desta vez, mas a sensação de estarmos debaixo d’água na Grande Barreira era suficiente.

Apesar de tudo ter sido um pouco corrido, adoramos o passeio e valeu muito à pena!

Uma figueira, na região do

De volta a Cairns, fomos passear no centrinho à noite. Tomamos um sorvete e depois vimos um show noturno com tochas de fogo e batuque de tambor.

Gostamos bastante de Cairns e um dia gostaríamos de voltar aqui, com um pouco mais de grana para podermos passar uns dias em alto mar, mergulhando e explorando um pouco mais da Grande Barreira . . . quem sabe?

Visitamos “Atherton Tablelands” rapidamente e depois seguimos rumo a Sydney, pela costa, com a intenção de pararmos em alguns lugares no caminho.

Bom apetite

Infelizmente nossa passagem e estadia em Queensland, ironicamente sendo o “Sunshine State”, não foi das melhores, pois só choveu! Literalmente acordávamos debaixo de chuva e no final do dia montávamos a barraca com chuva! Isso fez com que nosso trajeto pelo “Gold Coast” e o “Sunshine Coast” se tornasse breve.

Mesmo assim pensamos em visitar lugares cotados como “Tweeds Head” e “Byron Bay”, mas acabávamos não indo, pois afinal de contas não valeria a pena debaixo de chuva. Seguimos até Brisbane onde fizemos um breve “city tour” e logo fomos pegos pela chuva novamente – já estávamos ficando irritados, mas não havia nada que pudéssemos fazer! Acabamos acampando em um “rest area” nos aforas da cidade, por sinal super bem cuidado e com ótima infra-estrutura, tinha até chuveiro quente!

Surfers Paradise

Foi aqui que vimos nosso primeiro e único koala – que graça! Enquanto comíamos ficávamos ouvindo coisas caindo das árvores . . . pegamos o binóculo e começamos a procurar algo nas árvores.

Infelizmente não pudemos vê-lo de muito perto, pois ele estava bem no alto da árvore, mas ficamos empolgados em ter visto nosso primeiro e único koala, ainda mais por ser selvagem e estar fora de uma reserva ou zoológico. Infelizmente de manhã quando fomos procurá-lo novamente, ele já tinha ido embora.

Seguindo pela costa até Sydney, por sorte tivemos dois dias onde a chuva parou e pudemos curtir um pouco de praia, quando visitamos a famosa “Surfers Paradise”. Aproveitamos também para fazermos mais um churrasquinho, tomar um pouco de sol, jogar frescobol e nadar um pouco.

Grace, Sydney Opera House e o Harbour Bridge

Percebemos que a costa Leste tinha outro clima, quando comparado com “Western Australia” e o “Northern Territory”. Tendo uma infra-estrutura bem mais desenvolvida e sendo um lugar muito mais turístico, acabava sendo mais caro. Na maioria dos casos envolvia passeios de barco para as ilhas ou muita praia, e no nosso caso com chuva e pouca grana, nenhum dos dois era o ideal. Mas uma coisa é certa, este é um lugar bem legal para se passar as férias, mas com um budget um pouco maior que o nosso seria melhor!

Percorremos toda a costa de Queensland, até chegarmos a Sydney em New South Wales, acampando em diversos lugares no meio do caminho, e enfrentando mais chuva! Não estávamos acreditando e achávamos que já estava na hora de parar, mas que nada! A chuva persistiu ate praticamente deixarmos a Austrália.

Enfim, chegamos a Sydney debaixo de chuva, para variar um pouco, e acabamos resolvendo ficar em um hotelzinho, pois os campings eram bem distantes da cidade e o clima não estava ajudando.

Downtown Sydney

Passamos também pela famosa praia Bondi, mas devido ao clima, não parecia muito atraente. No dia seguinte fomos conhecer Sydney e a famosa “Opera House”, “Sydney Harbour” e o “Harbour Bridge”. Pegamos o ônibus para o centro e passamos o dia todo andando por Sydney, por sorte sem chuva!

Gostamos bastante de Sydney, e como qualquer cidade grande, é bem ativa com pessoas andando para lá e pra cá, além de haver muitos turistas. De Hyde Park andamos até o “Mrs. Macquaries Point”, onde tiramos várias fotos com a vista do “Harbour Bridge” e a “Opera House”.

Contornamos o “Harbour” e depois passeamos mais um pouco pela cidade. Almoçamos tarde e esperamos anoitecer para podermos perambular pelo “Harbour” novamente e sentirmos um pouco da “vida noturna” e ver as luzes acessas de Sydney. Tiramos mais algumas fotos e simplesmente curtimos o momento, antes de voltarmos para o hotel nos aforas da cidade.

Melbourne

Acreditem se quiser, mas assim que pisamos de volta no nosso quarto do hotel, começou a chover de novo! Caramba! Pelo menos pudemos fazer nosso “city tour” sem nos molhar, mas fez um frio desgraçado e estávamos cobertos com nossos casacos praticamente o dia todo.

Estava na hora de deixamos Sydney e seguirmos para Melbourne para organizarmos nosso último envio do carro de navio, e depois percorrermos a “Great Ocean Road”.

Chegando a Melbourne, começamos a saga de organizar o envio do carro para América do Sul e logo entramos em contato com alguns agentes e empresas marítimas. Tivemos que ver também nossas passagens aéreas. Depois de alguns dias e vários telefonemas conseguimos resolver tudo, e nos organizamos para irmos conhecer a “Great Ocean Road”.

Lorne

Enquanto ficamos em Melbourne, fomos conhecer downtown e fizemos o passeio de bondinho, tradicional de Melbourne. Melbourne é uma cidade grande e sem muitas atrações turísticas, então apenas passeamos um dia pela cidade e uma vez tendo tudo ajeitado, seguimos a caminho de Lorne e os “Twelve Apostles”, na “Great Ocean Road”.

Apesar do clima não estar dos melhores, pelo menos a chuva havia parado, então pudemos aproveitar o passeio pela “Great Ocean Road”. Paramos em alguns mirantes no caminho e resolvemos ficar em Lorne, onde achamos um campsite bem legal e baratinho e o mais importante – tinha uma cozinha comunal bem quentinha, pois estava fazendo muito frio. Como as prioridades mudam heim!

Fixamos base em Lorne e no dia seguinte fomos até o ponto mais turístico – “Twelve Apostles” – e ficamos chocados com o vento que fazia no momento que saímos do carro. Era difícil ficar em pé! Andamos até o mirante, tiramos várias fotos e literalmente saímos correndo de novo, pois estávamos congelando, e nesta hora começou a chover! Arghh!

Rob e os Twelve Apostles

De qualquer maneira a vista dos “Twelve Apostles” foi impressionante e valeu a pena vir até aqui, porém foi uma pena que não estava sol para que pudéssemos curtir melhor.

Voltamos para Lorne onde acabamos passando o restante dos nossos dias na Austrália. Arrumamos tudo para que pudéssemos colocar o carro no container quando voltássemos para Melbourne. Havíamos organizado tudo e marcado com o agente para o dia 31 de Maio, e havíamos resolvido enviar o carro para Argentina. Apesar de um grande susto que tivemos com o carro, e termos que leva-lo a um mecânico (por sorte não tinha sido nada grave), o processo todo foi super tranqüilo e muito bem organizado, sem nenhum stress – bem diferente da situação na Índia! Lidamos com a “OSS Worldwide”, recomendação do Gurinder Singh, o qual nós também aconselhamos a todos. Após vários contatos por telefone e e-mail, finalmente conhecemos o Gurinder e sua família antes de irmos embora. Queríamos agradecê-lo por toda a ajuda e atenção conosco. Muito obrigado Gurinder e Família Singh.

Bye bye Baloo

Após muita pesquisa, havíamos resolvido que o melhor a se fazer era mandar o carro para Buenos Aires e voarmos para lá, porém quando fomos ver os preços das passagens, tomamos um susto.

Depois de analisarmos várias possibilidades, resolvemos que a melhor opção, tanto financeira quanto prática, era de voar para Londres e então de lá para Buenos Aires. O carro levaria em torno de 45 dias para navegar até a América do Sul e nesse tempo poderíamos ficar com amigos e familiares em Londres.

Infelizmente, uma vez de volta na Argentina, o caminho a seguir será direto rumo de volta ao Brasil, pois além da hora de finalizarmos a viagem estar chegando, a grana acabou! Contudo não podemos reclamar, pois esta viagem tem sido a melhor coisa de nossas vidas! Mas ainda não terminou, teremos mais alguns dias dirigindo de volta para casa – “Lar Doce Lar” – vivendo o estilo de vida que tanto curtimos nestes três anos de viagem.

  
  

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