Nos despedindo da Índia

Índia foi uma experiência única e inesquecível, onde aprendemos demais, mas estávamos prontos para dizer adeus!

  
  

Estávamos considerando chegar até Varanasi, para vermos o sagrado Rio Ganges, mas devido à falta de tempo, e sabendo como são as condições das estradas e o tempo que levamos para percorrer determinada quilometragem, decidimos deixar para outra vez e seguimos rumo ao sul.

Alguns dos entalhes em Khajuraho

Passamos por Khajuraho, onde conhecemos os famosos templos que fazem parte do Matrimonio Histórico. Construídos entre 950 e 1050 AC, e mantidos em ótimas condições, consistem em esculturas relatando diversos aspectos da vida Indiana; deuses e deusas, guerreiros e músicos, animais reais e mitológicos. Porém, dois elementos que aparecem repetitivamente e em maior detalhe que qualquer outra coisa é mulheres e sexo.

Você encontra "mithuna" (figuras eróticas) através dos templos, em diversas posições e possibilidades da Kamasutra. Dizem que os artistas e escultores estavam simplesmente representando a vida como era naquela época, sem intenções de produzir qualquer tipo de pornografia, muito pelo contrário, estavam produzindo trabalhos de arte. De qualquer maneira os templos são impressionantes e o complexo todo muito curioso.

Parte do complexo de templos

Depois seguimos para o Parque Nacional Kanha, e pegamos uma estrada que acreditávamos ser um "corta-caminho", mas acabou levando horas, pois a estrada toda estava em obras. Ou seja, foi estrada de terra em condições precárias o caminho todo, a pior estrada até agora!

Enfim, chegando ao Parque Nacional Kanha exploramos a região e por ser "Kipling Country", pois aparentemente foi aqui que o autor Rudyard Kipling se inspirou para escrever o "Jungle Book", tem vários hotéis e lodges com nomes tal como "Mowgli" e "Bagheera". Infelizmente nós não ficamos em nenhum deles, pois são chiques demais para nós, mas achamos um hotelzinho baratinho e legal.

Templo Kandariya Mahedeva

No dia seguinte acordamos cedo para fazermos o safári logo de manhã e as 6am estávamos no portão de entrada. Pudemos ir com nosso próprio carro, mas tivemos que levar um guia conosco. Mais uma vez a paisagem era muito bonita e pitoresca, mas estávamos ansiosos para vermos os esquivos tigres, pois essa seria nossa última chance!

Rodamos o parque, com uma parada no "centro de visitantes", e no final da manha, a caminho do portão de saída, recebemos um recado de que os "mahouts" tinham achado um tigre, e que teríamos tempo de ir vê-lo . . . e lá fomos nós!

Chegando lá, o "mahout" e seu elefante estavam a nossa espera e logo montamos no elefante e entramos na floresta para ver o dito cujo. Pensávamos que íamos vê-lo bem de longe, mas para nossa alegria tivemos uma visão espetacular do bicho, foi demais! Ele estava sentado relaxando e não deu nem bola para nós, mas de repente ele se levantou e começou a andar, então pensamos que fora isso e voltaríamos para o carro, mas o "mahout" fez o elefante seguir o tigre morro acima (literalmente) e quando o tigre se sentou outra vez, pudemos apreciá-lo mais um pouco. Que criatura magnífica! Apesar de ter sido apenas alguns minutos, foram incríveis e inesquecíveis. Valeu demais!

Terra do Kipling, dentro do Parque Nacional Kanha

Satisfeitos e super empolgados com o Parque Nacional Kanha, partimos a caminho de Kochi, onde encontraríamos a irmã do Rob e sua amiga. Seguimos pela NH7 direto parando somente em Hyderabad e depois Bangalore onde comemoramos o aniversário do Rob. Feliz Aniversário Rob! Resolvemos comemorar tomando café da manhã fora, o que foi super gostoso e diferente. Não precisamos nem falar que comemos muito, pois tinha de tudo que você poderia imaginar!

Chegamos ao aeroporto em Kochi a tempo e foi muito legal encontrar a Melissa (irmã do Rob) e sua amiga Tanya. Foi uma emoção só, pois fazia bastante tempo que não nos víamos.
Agora sim estávamos nos sentindo realmente de férias, pois a Melissa tinha reservado um hotel cinco estrelas como presente de aniversário para o Rob . . . que mordomia! Ficamos três noites curtindo do bom e do melhor, colocando o papo em dia, curtindo o sol, a piscina, o visual e a companhia é claro!

Enfim, o encontramos!

Enquanto ficamos em Kochi, fomos passear pelo centrinho aonde vimos a igreja St.Francis e a Basílica Santa Cruz. Vimos também as "Redes Chinesas" e a técnica que eles usam para pescar. É muito interessante e apesar de ser simples, parece bem complexa a maneira em que as redes funcionam. Fizemos também um passeio de barco e fomos jantar fora. A maioria dos restaurantes não tem licença para vender álcool (não querem pagar a taxa necessária), então o que eles fazem é promover o "Chá Especial" que consiste em servir cerveja em um bule de chá e canecas - só na Índia mesmo! E nós, como o restante dos turistas, pedimos alguns "Chás" também!

Enfim, depois de um bom relax na mordomia, seguimos para Alappuzha (Alleppey) onde ficamos uma noite em um "Guest House" super bonitinho. Depois organizamos nosso tour e exploramos os famosos "Backwaters". Passamos uma noite nos tradicionais "House Boats" e o tour incluía toda a comida, além de ter três pessoas conosco: o capitão, o cozinheiro e o assistente.

O "House Boat" tinha dois quartos, banheiro e uma cozinha pequena, tudo super ajeitado e agradável, e nem era tão caro! Foi uma experiência excelente e um clima super gostoso e tranqüilo. A paisagem, mais uma vez, magnífica e vivenciar o pôr-do-sol na lagoa foi algo incrível. Curtimos bastante e recomendamos a todos que visitarem Kerala.

Feliz Aniversário, Rob!

Seguimos para Kumily, nas montanhas, a cidade base para explorarmos a Reserva Periyar. Lá fizemos um passeio de um dia inteiro incluindo trekking pela floresta e passeio de balsa pela lagoa. Não vimos muitos animais enquanto caminhávamos, mas o fato de estarmos em terreno de parque nacional e saber que os animais estão soltos por ai era uma sensação legal.

Vimos um esquilo gigante que foi interessante, além de vários pássaros e alguns veadinhos. Mas o melhor foi no final da tarde, quando nos deparamos com elefantes selvagens. Estávamos super empolgados e queríamos chegar mais perto, mas os guias pareciam estar meio nervosos e apreensivos e não queriam arriscar nada (então não deu para chegar muito próximo), e logo voltamos para a trilha.

Foi então que para aumentar ainda mais a emoção, um búfalo selvagem pulou na nossa frente, de repente, e nos deu um belo susto! A agitação tinha ficado mesmo para o final do dia, e depois de termos nos acalmado seguimos pela trilha a caminho devolta para o hotel. Mais um dia bem divertido!

Rob, Grace, Tish e Tanya

Nossa última parada, junto com a Melissa e a Tanya foi Varkala, um resort de praia bem turístico. Após rodarmos a cidadezinha e verificarmos alguns hoteizinhos, finalmente achamos um que era legal, com piscina e bem perto da praia. O lugar era bem turístico, cheio de lojinhas e restaurantes, internet cafés, agencias de viagens e barzinhos, tudo com um clima de alto astral e tudo barato, pois a competição era inevitável.

Curtimos a praia, a piscina do hotel, frutos do mar fresquinhos e até cocktails. Mais uma vez, relaxamos e nos sentimos de férias. Não queríamos que a Melissa e a Tanya fossem embora, mas havia chegado à hora e apesar de termos insistido milhões de vezes para levá-las ao aeroporto, elas insistiram em pegar um táxi. O vôo delas era bem cedo de manhã então saímos para comemorar a última noite e depois brindamos com nosso tradicional "Amarula". Foi tão legal tê-las conosco, pena que não puderam ficar mais tempo. Muito obrigado por tudo Tish e Tanya. Adoramos poder compartilhar um pouco do CYD com vocês. Valeu mesmo!

Acabamos ficando mais alguns dias em Varkala e então dirigimos a caminho de Mumbai, de onde enviamos o carro para Austrália. No caminho passamos por Goa e conseguimos chegar a tempo em Mumbai para o casamento do Apurva e da Romasha. Ficamos em Mumbai mais alguns dias organizando todo o envio do carro de navio, e mais uma vez a P&O nos causou dores de cabeça.

Vocês devem estar perguntando "Por que voltaram a lidar com a P&O?" Porque eles nos deram 50% de desconto no preço, como recompensa depois de tudo que tinha acontecido anteriormente, e esse valor era significante para não aceitarmos. Enfim, depois de vários probleminhas, finalmente conseguimos finalizar o processo e o carro estava dentro do container, pronto para navegar para Austrália.

O carro demoraria um mês para chegar à Austrália e como temos amigos em Cingapura, fomos para lá ficar com eles por um tempo. Índia foi uma experiência única e inesquecível, onde aprendemos demais, mas temos que dizer que após três meses desvendando a Índia, estávamos prontos para dizer adeus e iniciarmos a próxima etapa do CYD!

  
  

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