Nossa dupla passagem pelo Parque Nacional Kruger

Bagagens a bordo, pegamos à estrada a caminho do Parque Nacional Kruger.

  
  
Última noite na companhia de Claudio

Chegamos em Joanesburgo e até tivemos tempo de visitar um pouco a cidade. Na última noite saímos para jantar e depois ficamos acordados até tarde empacotando toda a “muamba” que o Cláudio levou de volta para nós.

No dia seguinte fomos para o aeroporto e infelizmente havia chegado à hora de nos despedirmos. Mais uma vez, o tempo que passamos com o Cláudio foi excepcional, e esperamos que ele venha nos visitar novamente. Valeu demais por tudo Cláudio! E lembre-se, é só nos dizer quando e onde que estaremos lá!

Chegada de Ronnie e Hayley

Tivemos menos de 24 horas para “colocar a casa em ordem” antes de recebermos nossas próximas visitas, o Ronnie e a Hayley. Passamos a manhã toda arrumando as coisas: lavando roupa, fazendo supermercado, limpando o carro e simplesmente ajeitando tudo. Foi meio corrido, mas deu tempo e lá estávamos nós às nove da manhã no aeroporto para recebê-los, e prontos para aproveitarmos nossa estada no Kruger.

Foi muito legal revê-los depois de quase um ano, desde que havíamos nos encontrado na França. Bagagens a bordo, pegamos à estrada a caminho do Parque Nacional Kruger. Infelizmente, não chegamos a tempo hábil na portaria ideal (a 60km de Nelspruit) e fomos barrados.

Hippos, em nosso primeiro safári

Tivemos que percorrer 200km mais, onde fomos escoltados para dentro do parque, e tivemos que pagar uma multa. Vendo pelo lado bom, tivemos nosso primeiro “Safári Noturno”, aonde vimos uma hiena! Contentes e empolgados de estarmos todos juntos em Skukuza, resolvemos jantar fora, colocar o papo em dia e matar a saudades, além da fome!

Depois de um café da manhã reforçado, percorremos pelo parque a caminho de Satara, onde passamos as próximas quatro noites. Primeiramente vimos hippos, mas em pouco tempo estávamos vendo de tudo: impala, girafa, elefante, wildebeest, zebra, búfalo, waterbuck, crocodilo e diversos pássaros.

Girafinha

Podemos dizer que foi o dia em que vimos a maior variedade de animais, porém ainda não tínhamos visto os tão esperados leões do Kruger! Não se pode ter tudo em um só dia né, mas mesmo assim estávamos super contentes, pois já havíamos visto três dos “Big Five”: búfalo, elefante e um leopardo! Ele estava super camuflado, descansando no meio do mato, e havia milhares de carros ao redor, mas quando ele resolvia levantar a cabeça conseguíamos vê-lo.

Durante nossa estadia em Satara, tentamos explorar o máximo do Kruger que pudemos. Rodamos a região entre Skukuza e Satara, conhecemos Lower Saabi e fomos até Olifants ao norte. Assistimos alguns dos diversos documentários que apresentavam a noite, fizemos vários braais, pic-nics e também resolvemos fazer uma caminhada em uma das manhãs.

Nosso grupo de aventureiros

Acordamos às 5:30am, e depois de rodarmos uns 40 minutos de carro, chegamos ao ponto de partida. Esperamos o sol nascer e após um briefing de como seria o esquema e algumas regras de segurança, iniciamos a caminhada acompanhados de dois guias.

Os guias tinham um conhecimento enorme sobre a fauna e flora do local, e durante o percurso eles constantemente nos mostravam rastros de animais e espécies de plantas, dentre outras coisas.
Encontramos pegadas de leões e tentamos localizá-los . . . e por incrível que pareça conseguimos! Era um casal “em lua de mel” (como disse o guia) e ver esses leões nesta luz do dia, foi simplesmente espetacular.

Bela paisagem

Assim que os avistamos, paramos onde estávamos e observamos atentamente. A regra diz que se por acaso um leão resolver vir em sua direção, a última coisa que você deve fazer é correr, pelo contrário você deve permanecer onde está e encarar o animal.

É fácil dizer, mas na prática não é bem assim . . . a adrenalina estava a mil, afinal de contas estávamos a pé em uma área completamente selvagem. Admiramos os leões por alguns segundos (embora tenha parecido horas) completamente estáticos, e então eles resolveram se retirar e foram curtir a “lua de mel”, sossegados em outro lugar. Foi um momento único!

Um leão no nosso caminho

A maior concentração de leões se encontra na região de Satara, então ainda insatisfeitos e querendo ver mais leões, acordamos cedo de novo e seguimos em busca dos belos felinos, desta vez com o Baloo. Tivemos sorte e em menos de 20 minutos vimos vários carros parados na beira da estrada (normalmente uma dica boa), e lá fomos nós. Havia uma família de cinco leões (três machos e duas fêmeas), que deviam ter caçado durante a noite, pois estavam terminando a “ceia” e simplesmente relaxando. Ficamos parados observando por quase uma hora, quando de repente eles resolveram se mexer. Primeiro as fêmeas atravessaram a rua, passando atrás de nós, e depois os machos, sendo que um deles passou bem na nossa frente. Foi demais!

Tendo visto animais o suficiente, o Ronnie e a Hayley estavam contentes, porém não queriam voltar para casa sem ter visto os “Big Five”, e para concretizarmos isso precisávamos encontrar um rinoceronte!

Nosso churrasco

Pelo que havíamos lido e descoberto falando com outras pessoas, a maior concentração de rinocerontes se encontra na região sul do parque. Sendo assim, modificamos nossos planos e passamos as duas últimas noites em Pretoriuskop, que fica mais ao sul.

Restava apenas mais um dia de safári e o rino ainda estava se escondendo, mas por muita sorte, quando chegamos a um “waterhole”, vimos um “Rinoceronte Branco”. Pacato e super relaxado, ele simplesmente ficou deitado por um tempão, sem se preocupar com nada. Depois ele resolveu se levantar e andar um pouquinho, antes de desaparecer. Infelizmente estávamos um pouco longe, mas valeu!

O Ronnie e a Hayley estavam realizados pois tinham visto os “Big Five” em apenas sete dias, e nós também é claro! E para terminar temos apenas uma coisa a dizer sobre o Parque Nacional Kruger – é FANTÁSTICO!

No dia 21, deixamos o Kruger e voltamos para Joanesburgo, onde nos despedimos da Hayley, que teve que voltar para Inglaterra. Valeu por tudo Hayley! O Ronnie ficou conosco por mais alguns dias e então nós três fomos visitar o “Parque Nacional Pilanesberg” e tentar a sorte nos cassinos de “Sun City”.

Missão safári cumprida!

Passamos mais uma noite em Joanesburgo e depois seguimos a caminho de Pilanesberg e Sun City. Resolvemos verificar qual era o esquema no Sun City e após algumas perguntas, resolvemos que voltaríamos à noite para “tentar nossa sorte” no cassino! Nunca se sabe . . .

Chegamos ao campsite e acabamos optando em ficar na barraca estilo safári! Fizemos um braai e depois o Rob e o Ronnie saíram de carro para fazer o primeiro safári dentro do parque. Infelizmente este primeiro safári deixou um pouco a desejar, pois eles não viram muita coisa, mas ao invés se depararam com uma região enorme do parque que estava pegando fogo – um baita fogaréu!

À noite fomos para Sun City e após percorrermos o local e termos visto alguns dos diversos hotéis, (bem estilo Las Vegas) estacionamos o carro e entramos no cassino. O ticket de entrada dava direito a US$5 para gastarmos, então resolvemos todos jogar na roleta. Infelizmente não ganhamos o “Gran Prêmio”, mas nos divertimos bastante e agora podemos dizer que conhecemos o tão falado “Sun City”.

Sun City

Passamos o próximo dia inteiro percorrendo o parque, que nos surpreendeu bastante, tanto na quantidade de animais que vimos quanto na organização e infra-estrutura geral. Vimos vários rinocerontes (o que foi fantástico), zebras, impala, warthogs, leões e até chitas no final do dia!

Ah! E no caminho devolta para o campsite, uma hiena marrom (super rara de se ver) passou ao nosso lado. A sorte não estava conosco no cassino, mas sim em Pilanesberg. Adoramos este parque e recomendamos a todos!

Era a última noite do Ronnie, e comemoramos com mais um braai e o tradicional Amarula, ao lado do fogo, junto à natureza. Nada mal! No dia seguinte voltamos para Joanesburgo e nos despedimos do Ronnie. Mais uma vez muito obrigado por tudo Ronnie!
Ficamos mais alguns dias na África do Sul, em Pretoria, onde obtivemos alguns vistos e revelamos nossas fotos. Depois resolvemos visitar a Suazilândia.

Dessa vez, um elefante em nosso caminho

Gostamos tanto do Kruger que voltamos para passarmos mais alguns dias sossegados, antes de seguirmos a caminho da costa leste. Ficamos cinco dias em Pretoriuskop, onde relaxamos e arrumamos várias coisas, além de fazermos vários safáris, é claro. E o Kruger continuou a nos impressionar . . .

Tivemos alguns encontros interessantes com elefantes, vimos hienas no meio da área de pic-nic, nos deparamos com uma manada enorme de búfalos bloqueando a rua e vimos “wild dogs”, que aparentemente são raríssimos!

Foi pura sorte, pois estávamos voltando para o campsite no final da tarde e lá estavam eles ao lado da rua concentrados, pois estavam caçando, e nada os perturbava. Foi demais!

E para finalizar nossa visita, no dia em que estávamos indo embora, vimos quatro rinocerontes! O Parque Nacional Kruger é um lugar muito especial, que nós gostamos demais e definitivamente pretendemos voltar algum dia.

Havia chegado à hora de nos despedirmos da África do Sul e curtirmos as praias de Moçambique . . .

  
  

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