O incrível Deserto do Saara!

Pegamos apenas uns 15km de asfalto e logo estávamos no meio do nada, patinando pelo Deserto do Saara.

  
  

Chegamos em Erfoud, nas margens do Deserto do Saara, muito empolgados para explorarmos as dunas. O fato que todas as mulheres estavam completamente cobertas em preto nos chamou a atenção, e achávamos que tinha alguma coisa a ver com “estar de luto”, mas depois descobrimos que nesta região é normal o uso da cor preta entre as mulheres. Como já estava tarde e não tínhamos certeza do caminho, resolvemos passar a noite no camping local, o que não era dos melhores, porém o pessoal foi simpático.

Chegamos no deserto

Finalmente, depois de várias tentativas, conseguimos resolver nosso problema com o gás e pudemos cozinhar nosso jantarzinho tranquilamente. Foi uma noite “longa” para a Grace, pois ela não estava passando muito bem e teve que visitar o banheiro (que era bem desagradável) durante a noite, mas na manhã seguinte estávamos todos bem e prontos para o Saara.

Havia dois caminhos até Erg Chebbi, e nós optamos pelo caminho através das trilhas e areia ao invés do asfalto via Rissani. Pegamos apenas uns 15km de asfalto e logo estávamos no meio do nada, patinando pelo Deserto do Saara. Em diversas ocasiões chegávamos em bifurcações e tínhamos que optar, e torcer que havíamos escolhido o caminho certo. A estas alturas estávamos usando o GPS, então tínhamos pelo menos uma “direção geral” a seguir.

Nos preparando para o passeio

Depois de umas duas horas chegamos em Erg Chebbi, na beira das belas dunas. Passamos por diversos camping/hotéis e paramos no Le Caravanne para perguntar os preços e ver a possibilidade de fazer um passeio de camelo deserto adentro. Conforme o costume Marroquino, fomos convidados a nos sentar e tomarmos o tradicional chá de menta, enquanto conversávamos. Papo vai, papo vem e depois de algumas negociações e vários chás, chegamos a um preço razoável. Porém, nós queríamos visitar Merzouga antes de resolvermos qualquer coisa então lá fomos nós, apenas seguindo marcas de outros pneus na areia!

Não deu nem 5 minutos e um dos rapazes do Le Caravanne estava do nosso lado em sua mobilete, dizendo que iria nos guiar, pois senão nós teríamos milhares de pessoas nos incomodando. Não adiantava dizer “Não, muito obrigado” diversas vezes, pois ele continuava nos seguindo . . . foi engraçado! Chegando em Merzouga, vimos que Erg Chebbi era muito mais gostoso e bonito, então falamos com “nosso guia” e voltamos para o Le Caravanne, para nos arrumarmos e começar nossa jornada de camelo, pelas dunas.

Os aventureiros do Saara

Colocamos nossos turbantes, nossas túnicas e montamos nos camelos . . . não estávamos acreditando que iríamos realmente andar de camelo! Que doido! Em menos de alguns minutos, já estávamos dentre as dunas e o pôr-do-sol proporcionando um brilho lindo, criando uma cena extraordinária.

Levamos em torno de uma hora e meia para chegarmos ao nosso local de acampamento, no meio das dunas, onde dormimos dentro de barracas típicas Berbere. Arrumamos nossas coisas, enquanto “nosso guia” preparava nosso jantar – um “tagine” legítimo, que ficou delicioso! Comemos a luz de velas, embaixo da imensidão do céu . . . estávamos no meio do Deserto do Saara, longe de qualquer coisa e qualquer um, felizes da vida!

Na barraca típica Berbere

Depois do jantar, saímos para caminhar no meio das dunas, na escuridão, apenas com a luz da lua e as estrelas . . . ainda bem que nosso guia sabia o caminho pois depois de atravessarmos a primeira duna, já estaríamos totalmente perdidos! A caminhada foi muito divertida com vários escorregões e tropeções (afinal de contas não dava para ver quase nada). Uma sensação inexplicável!

Andamos por volta de uma meia hora e então chegamos a uma “barraca nômade”, de uma família Berbere. Fomos recebidos calorosamente e logo estávamos todos sentados dentro da tenda, tentando nos comunicar com as crianças ao nosso redor. Aprendemos algumas palavras em Berbere e tentamos ensinar-lhes o equivalente em português, mas não foi fácil, (e olha que já esquecemos a maioria) mas muito divertido.

Um café da manhã em Le Caravanne

Na caminho de volta para nossa tenda, paramos em uma das dunas, deitamos na areia e simplesmente ficamos em silêncio apreciando as estrelas e desfrutando deste momento único e especial. Mais uma vez, durante o CYD, queríamos poder compartilhar esta ocasião com mais amigos e familiares, mas estávamos muito contentes de ter a Cynthia conosco e estar vivendo esta experiência juntos. Mais um dia inesquecível, que recomendamos a qualquer um!

Acordamos cedo e antes do nascer do sol, estávamos no meio das dunas novamente, pousando para contemplar e refletir mais um pouco. Simplesmente demais!

Na estrada

Chegando de volta ao Le Caravanne, tomamos café da manhã e depois fomos tomar banho e arrumar nossas coisas. Desta vez resolvemos voltar via Rissani, para conhecermos um caminho diferente, e depois seguimos a caminho da Garganta do Todra.

  
  

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Omar

Omar

04/08/2014 10:09:06
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