O Taj Mahal, o Natal e o Ano Novo na Índia

Nossa chegada em Agra foi interessante, para não dizer aterrorizante.

  
  
O trânsito, ou melhor, a zona na Índia

Nossa chegada em Agra foi interessante, para não dizer aterrorizante. Uma zona total e um trânsito infernal, mas sobrevivemos! Depois de rodar maior parte de Agra, e nos perdermos em algumas situações, acabamos achando um hotelzinho onde tinha um estacionamento, porem tivemos que tirar a caixa do teto para que passasse pela entrada. Ufa!

Tendo tudo certo e resolvido fomos passear um pouco. Por ser sexta-feira, o Taj Mahal estava fechado para turistas, de qualquer maneira fomos ate lá para descobrir os horários e o preço de entrada para visita. Logo que chegamos perto, já estávamos rodeados por várias pessoas nos oferecendo diversas coisas até que alguém disse "Vocês querem ver o Taj Mahal? Se vocês me derem 10 Rupees eu levo vocês nos fundos, de lá da para ver!"

O Taj Mahal

Não acreditamos no que estávamos ouvindo, mas resolvemos explorar por nós mesmos e seguimos uma passarela beirando o complexo, até que chegamos a um portão. O "guardinha" que estava lá queria nos cobrar algo, mas nós recusamos, pois antes de chegarmos havia gente entrando e saindo livremente. Enfim, chegamos ao rio e conseguimos ver um pouquinho do Taj Mahal, mas sinceramente não valeu a pena.

Mais uma vez foi chocante ver a quantidade de lixo que vimos espalhado por toda parte, fora a poluição . . . e o pior de tudo é que todos vivem dentre o lixo. Como pode? É arrepiante e triste ao mesmo tempo, isso sem contar o lado saudável e higiênico disso tudo. Realmente a Índia é um país onde há muita sujeira nas ruas, e parece que as pessoas não estão fazendo nada para melhorar isso, o que agrava ainda mais a situação.

Nós e o Taj Mahal

É mesmo alarmante! Nos chamou bastante a atenção em Agra, pois andamos bastante entre um lugar e outro, raramente pegamos "tuc-tucs" e a Land Rover ficou no "estacionamento" o tempo todo, então percebíamos mais. Enfim, no dia seguinte o tempo virou e amanheceu com uma nevoa e um clima horrível . . . então as esperanças de visitar o Taj Mahal eram poucas, pois decidimos que não iríamos pagar a taxa de entrada (que por sinal é bem cara) para não poder ver o Taj Mahal.

Esperamos até de tarde, mas ainda estava tudo coberto, então resolvemos esperar mais um dia. Por sorte o tempo melhorou e pudemos visitar o Taj Mahal no Domingo. Estava lotado, pois várias pessoas acabaram tendo que fazer o mesmo que nós, devido ao clima dos dias anteriores. De qualquer maneira uma vez que entramos pelo portão e cruzamos o arco aquela visão nos impressionou bastante, independente da quantidade de gente presente!

Shimla e o Himalaya

O Taj Mahal é mesmo um monumento extravagante e peculiar. A arquitetura, escultura, trabalho no mármore, o terreno, o gramado, as minaretes, as mesquitas . . . mais o clima sereno faz com que seja um lugar singular e muito agradável, alem de formoso. Aproveitamos ao máximo nosso tempo lá dentro observando tudo o que podíamos, e depois descansamos um pouco no gramado ao lado do Taj Mahal apreciando este monumento extraordinário.

Entretanto, uma coisa que nos intrigou foi a limpeza do lugar, contrastando absurdamente com o que acabamos de dizer sobre a cidade e o lixo nos aforas do complexo. Isso nos deixou irritados por um lado, mas com esperanças, pois mostrou que eles sabem e conseguem manter um lugar limpo, basta querer! Enfim, durante nossa estadia no complexo do Taj Mahal, tiramos diversas fotos (obviamente) e apreciamos toda essa cultura e quietude, ao máximo possível. Mais um marco atingido . . . visitamos o famoso Taj Mahal, e sem dúvida é um daqueles lugares que não desaponta!

Hill Station, em Shimla

De Agra seguimos rumo a Shimla, tendo passado algumas noites à caminho, e tendo experiências interessantes no trânsito e nas estradas da Índia. A essas alturas, achamos que podemos tomar algumas conclusões em relação ao trânsito na Índia e como é dirigir nas ruas daqui! Cansativo, uma loucura, barulhento, difícil, lento, caótico e no mínimo interessante são alguns dos adjetivos.

A verdade é que é assim mesmo, não é brincadeira. O fato de estarmos em uma Land Rover (um carro maior do que o normal), nos dava um pouco de livre-arbítrio, pois aprendemos a regra principal: "tamanho TEM documento"! A segunda coisa mais importante de dirigir na Índia é ter uma buzina potente que esteja sempre funcionando! O fato de nós estarmos com um carro com direção do lado esquerdo, dirigindo em um país com tudo "ao contrário" não ajudou, mas o pior de tudo eram as condições das estradas e os motoristas malucos.

Palácio do Maharaja, em Chail

A maioria das estradas estavam sempre em obras, repletas de carros antigos que mal conseguiam andar em uma velocidade decente, camelos, elefantes e vacas perambulando, os milhares de tuc-tucs, caminhões, ônibus, dezenas de outros carros, tratores sobrecarregados, pessoas e por ai vai. É mesmo uma loucura!

Dirigíamos praticamente o dia todo, e quando olhávamos a quilometragem e não passava de 300km, e ainda por cima estávamos exaustos! Depois de dirigir na Índia, qualquer lugar é fichinha!

Bom, chegamos a Shimla de noite, e vale a pena dizer que dirigir no norte da Índia é bem mais tranqüilo, pois tem menos gente e pouquíssimos tuc-tucs devido ao clima e ao terreno irregular. Mesmo assim, as estradas são mais estreitas e os caminhões vem na maior velocidade, mas a paisagem é linda. Encontramos um hotelzinho fofo em Shimla e lá ficamos, pois estávamos bem cansados.

Onde passamos o Natal, em Naldhera

Shimla é um dos mais conhecidos "Hill Stations", descoberto pelos ingleses em 1819 quando buscavam lugares mais frescos para escaparem do verão insuportável da Índia, e em poucos anos virou a "Capital Veraneia". A vista do Himalaia é demais e a cidade em si tem um clima de "cidade européia", porém com muita influência indiana, claro! É uma cidade popular e agradável, mesmo porque não são permitidos veículos, somente pedestres, o que mantém um clima tranqüilo e com uma super vista das montanhas. Curtimos estar nas montanhas.

Estávamos chegando próximos do Natal e queríamos encontrar um lugar gostoso para passarmos esses dias. Seguimos para Chail onde havíamos lido a respeito do antigo "Palácio do Maharaja", que foi transformado em um hotel, com cabanas dentre a floresta.

Infelizmente quando chegamos lá não era bem assim, então ficamos apenas uma noite e continuamos nossa busca.

Feliz Natal!

Acabamos ficando em Naldhera, e lá achamos um lugar que estava organizando uma ceia de Natal, pois devido à religião Hindu não tem muita gente que comemora o Natal por aqui. Decidimos nos presentear para essa ceia de Natal no dia 24 e lá fomos nós, todos empolgados. Foi divertido e engraçado ao mesmo tempo.

Estava bem frio e eles tinham preparado uma fogueira, o que foi muito bom, e um bufê delicioso. No total deviam ter umas 10 pessoas, sendo que umas 6 delas nem estavam lá comemorando o Natal e sim um aniversário de casamento. O pessoal de lá tinha feito um belo esforço para agradar os clientes e em um momento estávamos rodeados de "Papais Noel", pois os garçons todos estavam com chapéu de Papai Noel.

Enfim, nos divertimos muito e sem dúvida foi um Natal diferente, porém memorável.

Parque Nacional Jim Corbett

Estava na hora de explorarmos mais um parque nacional e seguir nossa busca por tigres . . . então seguimos para o Parque Nacional Jim Corbett.

Chegamos a Ramnagar, a cidade mais próxima do parque, e lá pesquisamos as possibilidades de visitarmos o parque. A melhor maneira era ficarmos duas noites em Dhikala, dentro do parque e realizarmos os safáris de lá. Resolvemos fazer isso e pela segunda vez na Índia, negociamos a permissão para acampar! Yeah yeah! Estávamos empolgados.

Desta vez, diferente dos outros parques que visitamos, pudemos fazer os safáris com nosso próprio carro, mas a presença de um guia era obrigatória. Saímos no início da tarde e percorremos uma região do parque, e apesar de não termos encontrado os tigres ainda, vimos vários "sambar" e "chital" e a paisagem era divina. No dia seguinte levantamos bem cedo para fazermos um "safári de elefante"!

Experiência única!

Mal podíamos esperar e acordamos por volta das 5am, fechamos a barraca, pois essa era a condição que haviam nos dado. Fazia um mega frio e cobertos dos pés à cabeça subimos no elefante, e partimos às 6 da manhã dentre a neblina. O elefante literalmente andava através da floresta, inacreditável, mas era importante ficarmos bem espertos para não nos machucarmos com os galhos que vinham em nossa direção.

Os "mahouts" montavam na nuca do elefante e guiavam o caminho. Dava muita dó, mas quando o elefante não obedecia, ele dava umas "cutucadas" com um ferro bem pontudo, cada vez mais forte até o elefante fazer o que ele queria. Sem dúvida uma visão bem diferente dos elefantes que vimos na África!

A camimho de Ranikhet

No dia anterior o pessoal que tinha feito o safári de elefante tinha visto um tigre com uma caça, mas infelizmente não foi nossa vez e vimos apenas a carcaça. Mesmo assim a experiência de fazer um safári em um elefante foi incrível e tão diferente. Adoramos, e mesmo sem ter visto muita vida selvagem, o passeio foi maravilhoso. Fizemos outros safáris de carro no outro dia também e apesar de não termos visto os próprios tigres, vimos suas pegadas, ou seja, eles estão por ai!

Mais uns dias e seria o último dia do ano . . . o tempo passou rápido! Seguimos para Ranikhet, para acharmos um lugar para festejar o ano novo! Essa sim foi uma comemoração diferente do que estamos acostumados no Brasil. Para começar que o clima estava completamente diferente, fazia um frio desgraçado; segundo que não tinha praia, tinham pouquíssimas pessoas e nada de fogos!

Feliz Ano Novo!

Pois é . . . vivendo e aprendendo! Nossa noite de ano novo consistiu em sentarmos ao redor de uma fogueira, comer um "curry" e a meia-noite comemorar! Temos que admitir, quase não agüentamos ficar acordado até a meia-noite (que vergonha), mas fizemos questão e apesar de não termos champagne, tomamos um drinque e cantamos "Adeus ano velho, feliz ano novo . . ." Em outras palavras, nos divertimos mesmo assim, e como!

  
  

Publicado por em

Rosangela

Rosangela

03/05/2009 17:00:05
eu gostaria de ver e saber o que Há ..dentro do taj mahal... pq. por fora ele é lindo e por dentro??? como ele é...pode entrar...???