Blogs > Challenging your Dreams > Aventura pelo Mundo >Parques, cachoeiras e amigos na AustráliaHavia chegado à hora de nos despedirmos da costa e seguirmos para o interior por um tempo, onde exploraríamos o Parque Nacional Karijini e a Serra Hamersley.10 de Abril de 2005. Publicado por Grace Downey e Robert Ager Havia chegado à hora de nos despedirmos da costa e seguirmos para o interior por um tempo, onde exploraríamos o Parque Nacional Karijini e a Serra Hamersley. Passamos em Tom Price onde fizemos um pequeno supermercado, além de abastecermos, pois por incrível que parece o preço do diesel estava super barato aqui, em comparação com outros lugares que havíamos passado. A estrada estava ótima e ficamos mais tranqüilos ao vermos que os rios não estavam tão cheios e as travessias podiam ser feitas sem problema nenhum. Nosso primeiro ponto de parada foi “Weano Gorge”, aonde chegamos a tempo de apreciarmos a vista com a luz do pôr-do-sol. Depois visitamos o “Oxen Lookout”, onde as quatro gargantas se encontram, para depois seguirmos para o “Joffre Gorge” onde infelizmente a cachoeira estava seca, pois não havia água nenhuma. Estava ficando tarde então seguimos para o campsite em Dales e montamos nossa barraca para então prepararmos nosso jantar. Mais uma vez, as moscas estavam insuportáveis e já estávamos de saco cheio. A Grace decidiu improvisar e com uma rede antiga que tínhamos fizemos nossas próprias “telas anti-moscas”. Elas não eram as mais bonitas, mas estavam resolvendo nosso problema e mantendo as moscas longe de nossas caras! Na manhã seguinte acordamos junto com o nascer do sol para fazermos nossa caminhada, pois mesmo nesta hora já está bem quente, e queríamos evitar o sol do meio-dia. Colocamos nossos chapéus com nossas redes “super na moda”, e percorremos a orla do cânion, tendo vistas incríveis. Depois descemos para dentro do cânion onde visitamos “Fortescue Falls” e em seguida “Fern Pools”. Já estávamos com muito calor e soando bastante então não perdemos tempo e mergulhamos na água para nos refrescarmos. O lugar era especial e foi muito gostoso nadar na piscina e depois sentar debaixo da cachoeira em si, e simplesmente curtir este lugar magnífico. Não queríamos ir embora, de tão bom que estava, mas eventualmente seguimos nosso hike pelo cânion acompanhando o rio e passando por outras piscinas naturais, curtindo o clima fresco lá debaixo. Tendo terminado o percurso, resolvemos voltar para “Fortescue Falls” onde nadamos de novo e fizemos um piquenique ao lado da cachoeira. Apesar das redes terem solucionado o problema com as moscas, descobrimos que não facilitavam na hora de comermos, e tivemos certas dificuldades! Antes de sairmos do parque, fomos ao Centro de Visitantes onde encontramos algumas informações sobre a história da região e os Aborígines, que ainda vivem por aqui, em sua terra. Estávamos nos preparando para explorarmos a região do Kimberley . . . Seguindo pela costa encontramos um campsite bem legal no “Eighty Mile Beach” onde resolvemos passar alguns dias. Daqui percorremos uma longa distância até chegarmos à região do Kimberley, conhecida pelas condições árduas e suas estradas precárias. Após mais uma breve parada em Derby, onde passamos pelo centro de visitantes e adquirimos as últimas novidades das condições das estradas e da região no geral, estávamos finalmente prontos para enfrentarmos a famosa “Gibb River Road” atravessando o Kimberley. Infelizmente não pudemos percorrê-la por completo, pois devido à época (ainda estávamos no final da época de chuva), muitas ruas estavam fechadas. Acabamos podendo fazer apenas uma pequena parte da estrada, chegando a Fitzroy Crossing. Deixamos o asfalto para trás logo depois de passarmos pela “Baobab Tree”, que antigamente servia como prisão. Já na “Gibb River Road” resolvemos conhecer “Bells Gorge” e seguimos adiante, mas depois de 80km e muita costela de vaca desnecessária, descobrimos que a estrada estava fechada! Arghh! Não tivemos opção a não ser retornarmos e prosseguirmos para o “Windjana Gorge”, aonde chegamos a tempo de montarmos a barraca antes de escurecer. O campsite era demais, situado bem na base da garganta com uma vista incrível, e durante a noite podíamos ouvir vários barulhos “do mato”, até mesmo nos fazendo relembrar alguns momentos na África. Levantamos bem cedo para fazermos a caminhada pelo “Windjana Gorge”. O cenário era dramático e conforme andávamos pela trilha, atravessando lugares bem escuros, chegamos ao outro lado onde demos de cara com o que parecia ser o “mundo perdido”, cheio de palmeiras e rios. Beiramos o rio a procura dos tão falados crocodilos, e por incrível que pareça vimos vários, mas ficamos bem longe deles! Foi uma caminhada com um clima delicioso, em um lugar lindo o qual adoramos. Começou a esquentar bastante então resolvemos voltar para o carro para então seguirmos a um lugar mais fresco. E esse lugar era o “Tunnel Creek” onde fugimos do calor do meio-dia, pois acompanhando o rio entramos na caverna e com nossas lanternas atravessamos até o outro lado. Além de estar bem escuro, em alguns casos tivemos que atravessar o rio com água até a cintura, o que acabava sendo refrescante. Depois de tudo isso, chegamos à luz do outro lado, para então retornarmos e encararmos o calor do sol novamente. Passamos uma noite em Fitzroy Crossing, e devolta na estrada principal, seguimos para conhecermos o Parque Nacional Purnululu e a estranha formação rochosa conhecida como “Bungles Bungles”. Acabamos ficando em um “rest area” bem pertinho da entrada do parque e na manhã seguinte levantamos cedo e fomos conhecê-lo. No caminho vimos a maior quantidade de kangurus até agora, foram por volta de 12 no total! Os “Bungles Bungles” eram atraentes e bem diferentes e nós tentamos conhecer o máximo deste lugar durante nossa estadia, visitando lugares como o anfiteatro natural em “Cathedral Gorge” e o mini oásis como “Echidna Chasm”, repleto de palmeiras. Nos divertimos tirando várias fotos e apesar de ter sido mais um longo dia não podíamos reclamar, muito pelo contrário, afinal de contas estávamos em um lugar fascinante. Não pudemos explorar a parte superior da “Gibb River Road” devido aos danos provocados pelo recente “Ciclone Ingrid” e tivemos que prosseguir até Katherine. Passamos alguns dias por aqui relaxando e aproveitamos para visitar o “Katherine Gorge” aonde vimos mais alguns kangurus e fizemos também uma caminhada. Nosso próximo destino seria Darwin. Antes de chegarmos a Darwin, visitamos o Parque Nacional Litchfield onde acabamos ficando duas noites, pois gostamos bastante. No caminho visitamos os famosos cupins da região e depois fizemos o percurso todo das “cachoeiras”. Por ser um domingo e o tempo estar uma delícia, o parque estava super lotado, então visitamos “Florence Falls” primeiro e depois fizemos uma pequena caminhada antes de retornarmos para “Bulley Rockhole” quando as coisas estavam mais calmas. Montamos a barraca e fomos curtir o final de tarde nas piscinas de “Bulley Rockhole”. O lugar é mágico e além de nos refrescarmos nadando e nos divertir pulando das pedras, tivemos também visitas de alguns iguanas! Muitas das cachoeiras estavam “fechadas”, devido à quantidade de água por ainda estarmos na temporada de chuvas, mas de qualquer maneira resolvemos ir até “Wangi Falls” para pelo menos ver a cachoeira. Chegando a Darwin passeamos um pouco e curtimos “estar em uma cidade”, pois fazia tempo que não víamos muitos sinais de civilização. Entramos em várias lojinhas, andamos pelo calçadão e comemos algo. No caminho devolta para o carro, demos de cara com o Ian, quem havíamos conhecido na Bolívia, anos atrás. Eles trabalham um tempo para então saírem viajando novamente, e assim por diante. A próxima viagem deles será de barco, explorando as ilhas da polinésia, e eles estavam se preparando para partir dentro de poucos meses. Foi demais reencontrá-los e nem precisamos dizer que ficamos batendo papo até tarde da noite. No dia seguinte saímos de bicicleta para conhecermos Darwin, e aproveitamos para conhecer o Museu Nacional, que por sinal nos impressionou bastante. No final do dia fizemos um churrasco na beira da praia e mais uma vez ficamos relembrando várias histórias. Na manhã seguinte o Ian nos ajudou a concertar uma coisa no carro e depois o levamos para o aeroporto, pois ele estava indo trabalhar em uma ilha próxima. Infelizmente não podíamos ficar muito mais, pois o tempo estava passando e nós também tínhamos que seguir viagem. Foi tão legal encontrar o Ian e a Robyn e poder passar um tempo com eles. Eles são pessoas incríveis e esperamos poder recebê-los no Brasil um dia. Muito obrigado por tudo Ian e Robyn. |
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