De Salar de Uyuni à Mina em Potosí

Atravessamos a fronteira e estávamos na Bolívia, no meio do nada, sem estradas para seguir e placas muito menos. Pela primeira vez tivemos que usar nosso GPS!

  
  
Atolados

Atravessamos a fronteira e estávamos na Bolívia, no meio do nada, sem estradas para seguir e placas muito menos. Pela primeira vez tivemos que usar nosso GPS! Não deu outra e em pouco tempo estávamos atolados no meio do salar e sem nenhuma árvore por perto . . . mas improvisamos com o ‘trilho do trem’, acreditem se quiser!

Mais adiante encontramos duas Toyotas atoladas (há há há) e paramos para ajudar. Tratava-se de um grupo de turistas viajando pelo salar. Resolvemos juntar-se à eles e seguí-los até San Juan, onde acampamos.

Estávamos com uma dúvida cruel: ir ou não ir, com a Land Rover (nossa casa) no meio do salar, que estava cheio de água? A verdade é que não tínhamos muita opção, pois o caminho de volta estava igual ou pior, além do fato que estaríamos sozinhos . . . resolvemos encarar essa! Mal sabíamos no que estávamos nos envolvendo!

A nossa estrada no Salar

Depois de muita estrada de terra, chegamos na ‘estrada principal’ que atravessava o Salar de Uyuni. Após uns 800m, não tinha mais estrada . . . Entramos na água e começamos a rezar, estávamos bastante tensos. O Land Rover superou mais esta e a experiência foi realmente muito válida e fantástica!

Paramos na ‘Isla de Pescador’ para almoçarmos e conhecermos. Uma ilha bem peculiar para a região, com muitos cactus. A caminho de Uyuni visitamos o ‘Hotel de Sal’, bem impressionante, pois é todo feito de blocos de sal.

Tendo atravessado com sucesso mais de 100km de salar, chegamos em Uyuni e o carro foi direto para um banho, merecido e necessário.
Nos encontramos com o pessoal e fomos relaxar tomando uma cervejinha e comendo umas fritas.

Potosí

Demos carona para a Mme.Marie Jeane (uma senhora que fazia parte do grupo de turistas) até Potosi. Foram 4 horas de estrada, na qual fomos ouvindo as historias de todas as aventuras que a Marie Jeane já tinha vivenciado. Foi bastante interessante. À noite, ela nos convidou para jantar, em forma de agradecimento a carona.

Potosí é uma cidade bem antiga com muito caráter, e devido a grande extração de prata, foi uma das maiores e mais ricas cidades do mundo. Porém, todo o seu minério foi exportado pelos Espanhóis e hoje em dia é uma cidade bem simples.

Pátio da

Conhecemos o museu ‘Casa de La Moneda’ onde pudemos aprender um pouco de como era feita a moeda no passado. Conhecemos também algumas igrejas. Ainda em Potosí, tivemos a oportunidade de visitar uma mina que funciona, hoje em dia, da mesma maneira que antigamente, sem maquinário.

Lojas típicas dos mineiros

Passamos pela área onde ficam todas as lojas que os mineiros utilizam, onde se vende de tudo: folhas de coca (reduz o apetite e da força), cigarros, whisky boliviano (96%) e dinamite. É incrível pensar que qualquer um pode comprar dinamite neste local!

Eugenio

Prontos, com botas, capas e nossos carburetos à mão, entramos na mina e logo encontramos Eugenio, um mineiro trabalhando. Paramos para conversar com ele e também aproveitamos para experimentar como era o trabalho na mina.

El Tio

Conhecemos vários outros mineiros, ouvimos várias explosões e aprendemos um pouco mais da cultura dentro da mina, como por exemplo, a respeito do ‘El Tio’. Um deus que representa o ‘diabo da mina’, à qual os mineiros homenageiam e fazem uma cerimônia toda a sexta-feira, com oferendas e rituais.

Foi uma experiência muito interessante e também um pouco chocante, definitivamente válida.

  
  

Publicado por em

Alessandro

Alessandro

14/08/2009 00:24:22
após san ruan rumo a isla pescados, adentrando o salar , o piloto ou navegador tem indicaçoes visiveis para que se possa ir sozinho até uyuni.

Grace Downey e Robert Ager

Grace Downey e Robert Ager

Infelizmente o caminho não é muito claro e achamos difícil ir sozinho, mas não é impossível. Porem recomendamos conseguir boas instruções e coordenadas para GPS, mas tem que tomar cuidado dependendo da época para evitar os "buracos" que existem no caminho que não são visíveis. Mas o lugar é lindo e vale à pena a experiência! Boa Sorte!