Monte Roraima

Trekking ao topo do Monte Roraima . . . uma caminhada que sempre quisemos realizar.

  
  
Challenging Your Dreams

Trekking ao topo do Monte Roraima . . . uma caminhada que sempre quisemos realizar. Mal podíamos acreditar que estávamos ali, nos preparando para mais esse desafio. Tivemos um briefing com o Magno da Roraima Adventures e lá conhecemos também os integrantes do nosso grupo. Éramos nove pessoas no total, seis “viajantes” e três guias que nos acompanhariam o tempo todo montanha acima.

Após nosso papo, passamos no supermercado para comprar alguns “reforços” tal como chocolate, amendoim, bananinha, dentro outros. Depois fomos terminar de arrumar nossas mochilas, pois às cinco da manhã partiríamos rumo a Vila Paraitepui, na base da montanha.

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Chegando lá, fizemos os últimos ajustes na mochila e estava na hora de caminhar . . . O primeiro dia nos levou até o acampamento no rio Tok, onde chegamos quando já estava escurecendo. Havíamos percorrido 12 km e apesar de ter sido “leve”, já estávamos sentindo o peso da mochila nas costas. Tomamos banho, jantamos e capotamos.

Logo cedo, um café reforçado e pé na trilha. Hoje o percurso nos levou até o Acampamento Base, tendo que atravessar os rios Tok e Kukenan até alcançarmos nossa parada aos 1870 metros de altitude. Durante o trajeto fomos batizados pela repentina mudança de clima na montanha e aprendemos que a capa de chuva deveria estar sempre a mãos.

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Como chegamos cedo ao segundo acampamento, aproveitamos para arejar algumas roupas, seria muito arriscado dizer secar, e curtimos o visual que era simplesmente incrível! Estávamos no pé da montanha, literalmente, e no dia seguinte chegaríamos ao topo. Apesar do cansaço, este visual nos dava forças e energia para seguir adiante! Além disso, era só olhar para o lado e ver a disposição do nosso guia Adelindo que andava sem parar com a simples e típica “mochila” indígena.

O terceiro dia do trek foi bem pesado, pois subimos mil metros e a trilha era bem íngreme, com “escadas” enormes. O bom é que não falta água, então pelo menos a hidratação era constante e refrescante. De vez em quando era bom olhar para trás e ver todo o trajeto que havíamos percorrido.

A chegada ao topo foi especial, com direito a um lanchinho preparado pelos guias para repor as energias. Na face da montanha têm diversas cachoeiras que mudam de acordo com as chuvas. Pudemos perceber isso claramente, pois na subida as cachoeiras estavam cheias, e como tivemos sorte com o tempo, na descida algumas cachoeiras já havia até desaparecido.

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Chegamos ao Acampamento San Francisco, uma espécie de caverna, e antes de esfriarmos fomos tomar um banho nas jacuzzis. Infelizmente não eram aquecidas, mas foi muito bom mesmo assim. Depois uma sopinha para esquentar, prato principal e cama, ou melhor, barraca.

O Tepuy Roraima, como é conhecido, é enorme alcançando uma área de 34 km². Ficamos quatro noites conhecendo o topo do monte e caminhamos em média 15 km por dia! A cada dia a paisagem, vegetação e formações rochosas nos impressionavam mais. Esse lugar é único, nunca vimos coisa igual! A essas alturas já estávamos acostumados com a mudança de tempo e já havíamos elaborado um esquema prático e eficiente em relação às capas de chuva.

No caminho para a outra caverna chamada de “Hotel” Coati, já no lado brasileiro, passamos pelo rio Arabopo, o Fosso e a Tríplice Fronteira que marca a divisa entre o Brasil, Venezuela e Guiana. A chegada ao Coati foi muito bem vinda e apesar da nossa barraca ficar na entrada da caverna, pegando um pouco de vento, a vista era legal e estávamos abrigados. Banho, um bom jantar quente e descanso!

O acampamento ficava próximo ao Mirante Roraiminha então, após um convite do Leo (nosso guia) combinamos de acordar bem cedo e ver o nascer do sol. Infelizmente a névoa era demasiada e a vista ficou encoberta, mas valeu à pena mesmo assim. No dia seguinte, alguns mais entusiastas do grupo, tentaram novamente, e dessa vez tiveram sucesso!

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Se é que podemos dizer que teve um dia “mais fácil” foi o dia em que andamos sem mochilão nas costas, pois retornamos ao Coati para passarmos mais uma noite lá. Por estarmos mais leves, deu até para brincar um pouco pulando de cogumelo em cogumelo! Nosso destino foi o Lago Gladys, onde almoçamos, e depois seguimos a um mirante para tentarmos ver a Proa, mas foi em vão, pois estava encoberto demais.

O retorno do Coati ao San Francisco nos levou pelo Vale dos Cristais, um lugar bem sereno repleto de pedras brilhantes. Em nosso último dia no topo, antes de iniciarmos a descida, tivemos uma surpresa. O dia amanheceu completamente aberto, com céu azul! Não perdemos tempo e fomos até a ventana onde tivemos uma vista incrível do vizinho Tepuy Kukenan. Maravilhoso! Ficamos lá apreciando a vista como duas crianças. Como se não bastasse, rebuscamos energia e subimos ao topo do Maverick antes de iniciarmos a dolorosa descida. Maverick é o ponto mais alto do monte, e leva esse nome, pois quando visto de longe, realmente semelha-se ao conhecido carro.

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Levamos dois dias para descer, parando no Acampamento Tok para pernoitar e no dia seguinte chegar à vila novamente. A descida realmente atinge muito os joelhos, mas apesar de estarmos exaustos chegamos felizes da vida de volta a Paraitepuy, com um grande sorriso no rosto e uma sensação de conquista! Assinamos o livro e comemoramos com uma foto de grupo e depois uma coca-cola gelada.

Esses oito dias de trekking foram excepcionais. Tivemos muita sorte em fazermos parte de um grupo muito bacana e com guias bem legais. Ângelo, Carlos, Célio e Christophe, valeu pela companhia e bons papos. Vamos marcar nosso próximo trek juntos! Muito obrigado ao Leo, Marcelo e Adelindo por tornar nosso trek inesquecível. Gostaríamos de agradecer também ao Magno e a Roraima Adventures . Valeu Pessoal!

  
  

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