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Galápagos - Santiago e a origem das ilhas

Chegamos a ilha de Santiago (ou James) pela manhã e ancoramos na baia de Sullivan. Tinhamos dois mergulhos pela frente no ponto chamado de Roca Cousin e estes seriam os últimos a bordo do Deep Blue.

18 de Julho de 2010.
Publicado por Cristian Dimitrius  

Chegamos a ilha de Santiago (ou James) pela manhã e ancoramos na baia de Sullivan. Tinhamos dois mergulhos pela frente no ponto chamado de Roca Cousin e estes seriam os últimos a bordo do Deep Blue. Diferente dos outros mergulhos, onde buscavamos grandes animais, neste mergulho focamos nos pequenos habitantes de Galápagos. Nos outros mergulhos, davamos apenas algumas espiadas na vida macro e ficava imaginando que seria demais mergulhar ali mesmo sem os grandes animais. Entretanto eles chamavam muita atenção e nosso foco era sempre voltado para eles.

Cousin Rock

Cousin Rock - Foto: Cristian Dimitrius

Desta vez, pela primeira vez em Galapagos, caí com a lente macro e encontrei todos animais que buscava. Logo de início um belo cavalo marinho laranja. Depois, varias espécies de blênios. Quase no final do mergulho o divemaster me mostrou um peixe sapo que mais parecia uma esponja. Mudar o foco nesta altura da viagem foi bem interessante. Além dos pequeninos, encontrei também diversas tartarugas verdes, Arraias chitas, Arraias prego e alguns Leões Marinhos. Mergulhar em Galápagos é assim, uma explosão de vida que se manifesta em diversas formas de cores, formas e tamanhos. Foi um belíssimo mergulho e senti que estava fechando a temporada de mergulho em Galápagos com chave de ouro.

Mergulho em Cousin

Mergulho em Cousin - Foto: Cristian Dimitrius

Mergulho em Cousin

Mergulho em Cousin - Foto: Cristian Dimitrius

Mergulho em Cousin

Mergulho em Cousin - Foto: Cristian Dimitrius

Mergulho em Cousin

Mergulho em Cousin - Foto: Cristian Dimitrius

Mergulho em Cousin

Mergulho em Cousin - Foto: Cristian Dimitrius

Mergulho em Cousin

Mergulho em Cousin - Foto: Cristian Dimitrius

Na parte da tarde, partimos para uma exploracão em terra. Fomos conhecer os famosos campos de lava de Santiago. Charles Darwin pisou em Santiago em outubro de 1835 e passou uma semana estudando a geologia da ilha. A primeira vista é possivel entender o que chamou a atencão de Darwin.

Santiago

Santiago - Foto: Cristian Dimitrius

Santiago

Santiago - Foto: Cristian Dimitrius

Ao descer do inflavel pisamos diretamente em um rio de lava solidificada cuja a extensão desaparecia no horizonte. Sobre a lava, Iguanas Marinhas, Lagartos de lava, passaros e caranguejos se . Uma espécie de Cacto, Chamado de Cacto de Lava (Brachycereus nesioticus), também se adaptou ao ambiente inóspito e é uma das poucas espécies de plantas que sobrevive sobre o manto negro.
Este grande campo de lava é resultado da ultima erupção do Vulcão Cowan, que ocorreu no final do seculo 19 (Não se conhece a data exata).

Iguana Marinha

Iguana Marinha - Foto: Cristian Dimitrius

Lava Lizard

Lava Lizard - Foto: Cristian Dimitrius

Cactus de Lava

Cactus de Lava - Foto: Cristian Dimitrius

Qualquer dúvida que alguém pode ter sobre o vulcanismo das ilhas Galápagos é respondido neste passeio. Esta parte da ilha é puramente lava (resfriada e solidificada) e é possivel identificar claramente os seus diversos tipos, como a "Pahoehoe", cuja forma lembra a trança de um corda, e a "Aa", cuja a forma é mais variada e menos uniforme. Ambos nomes são havaianos e foram adotados no mundo inteiro como descrição de tipos de lava.

Tipos de Lava

Tipos de Lava - Foto: Cristian Dimitrius

Mas porque Galápagos possui tantos vulcões?
Vulcanismo é a força principal nas ilhas Galápagos, pois elas estão conectadas diretamente com o coração da terra. Elas estão localizadas sobre um Ponto quente vulcanico (Hot Spot), na verdade, um dos mais ativos da terra. Para se ter uma idéia, Existem 6 vulcões ativos em Galápagos e o de Fernandina (Narborough) teve 14 erupções nos últimos 37 anos. Esta é a ilha mais jovem, e se situa bem acima do Ponto quente, no ponto mais oeste do Arquipélago. Todas as ilhas nasceram próximo a este ponto e foram lentamente levadas pelo movimento da Placa Tectonica de Nazca para o leste, em direção a America do Sul. O que vemos hoje é apenas um estagio no tempo.
As ilhas Galapagos. A esquerda vemos as ilhas mais novas como Fernandina, que possui pouco menos de 1 milhão de anos de idade. A direita e mais ao sul, Espanhola, cuja a idade esta estimada em cerca de 4 milhões de anos. Todas as ilhas estão movendo nesta direção.

Ilhas Galápagos

Ilhas Galápagos - Foto: arquivo

Logo que nascem, as ilhas elas comecam esta jornada, movendo-se cerca de 50 cm por ano (um deslocamento muito alto em termos geológicos). Uma verdadeira esteira rolante geológica. As ilhas mais novas, como Fernandina e Isabela, ficam a oeste e as mais antigas, como Espanhola, a sudeste. As ilhas de meia idade, como Santa Cruz e Santiago, se encontram entre elas. Além deste movimento, assim que as ilhas nascem, um lento processo de erosão transforma ilhas com grandes montanhas em ilhas mais planas. Este é o destino de todas as ilhas de Galápagos, e muitas ilhas ja sucumbiram e se encontram debaixo do oceano.

O lento processo de nascimento, erosão e morte das ilhas Galápagos

O lento processo de nascimento, erosão e morte das ilhas Galápagos - Foto: Arquivo

Deep Blue deixa Santiago

Deep Blue deixa Santiago
Foto: Cristian Dimitrius

Partimos no fim de tarde para a ilha de San Cristobal. Era o fim de uma semana de Mergulhos em Galápagos. Mas minha expedição estava apenas na metade. Ao deixar o Deep Blue, parti solo para explorar outras ilhas do Arquipélago e descobrir que Galápagos tem muito mais a oferecer!

Grande abraço,

Cristian Dimitrius
Wildlife Filmmaker
Cinegrafista de natureza, biólogo e instrutor de mergulho. Trabalha exclusivamente com a produção e captação de imagens de natureza para documentários, matérias de tv e vídeos educacionais. Já esteve pelos 4 cantos do mundo, sempre buscando retratar como a natureza se mostra aos seus olhos.
www.cristiandimitrius.com
Email: cristian@diveadventures.com.br

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