Anchorage

Hoje as histórias não são de estrada - enquanto aguardo o Cacá aqui em Anchorage aproveito para esticar as pernas. Caminhando pela cidade percebe-se muito progresso, comparável a qualquer outra cidade americana de médio porte. Dos 600 mil habitantes do Al

  
  

Hoje as histórias não são de estrada - enquanto aguardo o Cacá aqui em Anchorage aproveito para esticar as pernas. Caminhando pela cidade percebe-se muito progresso, comparável a qualquer outra cidade americana de médio porte. Dos 600 mil habitantes do Alaska, metade vive em Anchorage. Mas o progresso também revela um lado bem triste: a perda da identidade cultural dos nativos Esquimós, Aleutas e Índios. Desde que os EUA compraram o Alaska da Rússia em 1867, as riquezas do ouro, do petróleo, da pesca e do turismo geraram uma febre colonizadora que causa, até hoje, um desequilíbrio social e econômico bastante evidente. Por toda parte vejo nativos bêbados, drogados, mendigando, se prostituindo. Fui a um clube nadar um pouco e lá tive a oportunidade de conversar com um esquimó, representante de seu povo junto à Comissão de Direitos Humanos da ONU. Jim contou sobre a legislação deficiente na proteção dos direitos e valores dos nativos. Contou, também, sobre um movimento pró-descolonização que está crescendo muito. Enquanto isso, o governo federal tem um programa de incentivo para trazer americanos para cá: cada um recebe uma "mesada" de US$ 2.500 para aumentar a densidade demográfica do Alaska.
Aproveitei para lavar as roupas de 10 dias e fazer compras no supermercado - estou hospedado em um pequeno hotel no centro da cidade e tem cozinha no quarto.
Agora pela manhã estou levando o Forester para a revisão geral. Até depois!

Marcelo

  
  

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