DALTON HIGHWAY - MAIS LONGE IMPOSSÍVEL

Um dia longo e difícil. Mas maravilhoso. Depois de ir ao correio pagar a multa que Cacá levou na estrada de Anchorage a Fairbanks, partimos para o trecho mais sinuoso da América do Norte: a Dalton Highway. Esta estrada com 800 quilômetros de cascalho, gel

  
  

Um dia longo e difícil. Mas maravilhoso. Depois de ir ao correio pagar a multa que Cacá levou na estrada de Anchorage a Fairbanks, partimos para o trecho mais sinuoso da América do Norte: a Dalton Highway. Esta estrada com 800 quilômetros de cascalho, gelo e muitos caminhões pesados, também esconde um dos visuais mais lindos do Planeta. Não é exagero. O difícil foi registrar tudo em vídeo e fotos sob um frio que foi nosso recorde da viagem: -24 graus Celsius, adicionado de muito vento. Foi duro - e a mão fica dura - mas valeu. Após horas de tundra, chegamos à marca do Círculo Polar Ártico. Logo, vem uma grande cadeia montanhosa, em cuja passagem a estrada está totalmente coberta de gelov. Com muito cuidado, também apreciamos o visual a 1500 metros de altitude.

Nosso maior temor nesta estrada, além do gelo, são os caminhoneiros. Eles passam rasgando e a pedras voam por todos os lados. Por sorte, nosso pára-brisa só está com algumas pequenas marcas. Mas não convém abusar, assim decidimos que ao passar de cada caminhão nós encostamos (isso quando há espaço, pois a Dalton é muito estreita).

A Dalton tem uso extritamente comercial: ela liga os campos de petróleo de Prudhoe Bay ao resto do mundo. E acompanha o oleoduto que termina em Valdez, Golfo do Alaska. Foi em Valdez que ouve um desastroso derramamento de óleo do superpetroleiro Exxon Valdez, há 15 anos.

Ãs 22hs30, horário local, presenciamos um pôr-do-sol espetacular. E não escurece antes de uma da madrugada. E novamente temos luz às 5 da manhã. Cada vez os dias vão ficando mais longos, até o dia 21 de junho, quando isso se inverte.

Já era meia-noite quando chegamos a Prudhoe Bay a temos o sábado para alguns preparativos até a largada prevista para a manhã de domingo. Quem sabe poderemos até descansar um pouco. Até lá!

  
  

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