Metade da missão cumprida: chegamos ao Panamá

Na saída de Honduras, tivemos que pagar a primeira multa fronterística das nossas vidas. Quando entramos no país, nos deram uma guia onde constava o local de saída (só existem dois), mas não nos consultaram. A quantidade de papéis, carimbos e assinaturas

  
  

Na saída de Honduras, tivemos que pagar a primeira "multa" fronterística das nossas vidas. Quando entramos no país, nos deram uma guia onde constava o local de saída (só existem dois), mas não nos consultaram. A quantidade de papéis, carimbos e assinaturas é infindável e não dá para controlar tudo. Bom, quando chegamos na fronteira de saída, soubemos que não poderíamos deixar o país por aquela aduana. Ou melhor, se quisessemos, teríamos que pagar US$ 104. Ficamos bem poutos da vida, qual a diferença entre sair de um lugar ou de outro, só mesmo em Honduras poderia acontecer algo assim. Pedem tantos vistos, tanta coisa, tanta explicações, como se a gente fosse resolver ficar morando ilegalmente por lá... Uma piada!

Cacá Clauset ao volante do Forester

Cacá Clauset ao volante do Forester

Bom, pagamos a taxa e entramos na Nicarágua. Em seguido veio a Costa Rica, um dos países mais privilegiados do mundo, pois é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Pacífico, além de ter uma cadeia montanhosa no meio. Um absurdo de lindo. Porém, chegamos por lá à noite, e fizemos uma viagem do cão. O asfalto está em condições apenas razoáveis, com muitas curvas e tudo em pista de mão dupla. Para piorar, a estrada sobe por uma serra e chega a 2 800 metros de altitude, fazendo cair a temperatura dos 28 graus na base para apenas 6 graus no topo. Ah! E com muita neblina. Rodamos a noite inteira nessas condições, e chegamos na fronteira com o Panamá às 5:00 da manhã. Para variar, a informação que nos deram de que ela funcionaria 24 horas estava errada. Tivemos que cochilar até as 7:00 no carro para poder fazer os trâmites. Pela primeira vez fizeram uma vistoria completa no carro, tirando malas e tudo... uma chateação. Agora estamos fnalmente a caminho de Colon, a cidade panamenha onde vamos fazer o embarque do Forester para a Colômbia.

Belos visuais durante a viagem

Belos visuais durante a viagem

Nosso amigo Jorge Nieckele está lá nos esperando. Ele foi o responsável no projeto pelo transporte do carro entre esses dois países, um ponto crítico que teve que ter uma atenção especial. para quem já foi chefe de equipe do maior time brasileiro no Paris-Dakar e meu navegador na edição 2001, isso é moleza.

Depois dessa noite cansativa, percebemos que se tivessemos um farol mais potente, ajudaria bem. Mais uma tarefa para o Jorge, ligamos para ele e encomendamos um par de faróis que vamos instalar no bagageiro, afinal, ainda temos muitas noites pela frente.

Nosso horário previsto de chegada em Colon, a metade do percurso, é as 15:00, extatamente a mesma hora (contando os fusos) de que saímos de Prudhoe Bay, no Alaska há exatos sete dias (acabamos de passar mais um fuso, agora são duas horas a menos de diferença com o Brasil). Ou seja, fizemos metade da viagem em sete dias cravados. Se tudo continuar assim, estamos bem na fita. Claro que o trajeto de navio irá nos custar algum tempo precioso, mas é uma detreminação do Guinness que esse transporte seja feito por vias marítimas. Entre trajeto total, embarque e desembarque, perderemos cerca de dois dias. Mas ainda assim, estamos com folga para bater os 23 dias do recorde atual. Não existe estradas entre o Panamá e a Colômbia, quando a rota Pan-americana foi projetada, constava esse trecho, mas na hora de realizar a obra, simplesmente não foi feito. Há algiumas explicações para isso, falta de interesse político, dificultar o tráfego de drogas e até mesmo não devastar esse pedaço de mata. Creio que não vamos saber a resposta tão cedo. Mas o que importa é que temos que fazer esse trecho de aproximadamente 200 quilômetros (pedaço que separa a integração rodoviária entre as Américas) de navio.

Ah! ia me esquecendo. O Jorge (mais uma vez ele) fez alguns contatos com jornais e TVs do Panamá, e teremos a tarde inteira de entrevistas... Juro que preferíamos um bom banho e cama, mas tudo bem, faz parte do jogo.

  
  

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