Blogs > Desafio panamericano > Boletins >México, Guatemala e seguindoEm um dia em que tudo parecia difícil, até que a gente se saiu bem, ou quase bem. Conforme avançamos México adentro, fomos informados de que as estradas estavam bem policiadas, e que daria para rodar de noite nas vias mais movimentadas. Existe agora uma a4 de Maio de 2001. Publicado por Equipe EcoViagem Em um dia em que tudo parecia difícil, até que a gente se saiu bem, ou quase bem. Conforme avançamos México adentro, fomos informados de que as estradas estavam bem policiadas, e que daria para rodar de noite nas vias mais movimentadas. Existe agora uma "autopista" novíssima que cruza o temido Chiapas, território dos Zapatistas. Fomos cautelosos, sempre parávamos em postos de gasolina para conversar com caminhoneiros e pegar dicas preciosas. Nesse desenrolar, chegamos à fronteira com a Guatemala na madrugada de quinta para sexta, às 2hs da manhã. Até aí, pensamos que estávamos arrasando, e que o tempo ganho no México, sem parar para dormir, havia feito superarmos até o mais otimista dos cronogramas. Pura ilusão. Na fronteira com a Guatemala, que haviam dito para a gente que funcionaria 24 horas por dia, fomos avisados de que somente às 8hs da manhã de sexta é que chegaria o fiscal para liberar o entrada do carro. Triste decepção. Como não havia outra coisa a fazer, achamos por bem dar uma dormidinha até a chegada do tal fiscal. O Marcelo armou sua rede em um poste ao relento, só que, poucos minutos depois foi advertido por uma policial de que não estava certo usar o mastro da bandeira nacional para este fim. Para completar, começou a chover... o azar! Eu vou ficar no carro, isso se suportar o calor abafado e umido que faz por aqui. O termômetro do nosso Forester marca 24 graus. ![]() Já são quase cinco dias dentro do Forester Um fato importante que ocorreu hoje, foi a quebra da barreira dos 10 000 quilômetros. Ou seja, mais dois mil e chegamos na metade do caminho (deve acontecer no Panamá). Ao total foram 113 horas e nove minutos, a uma média total de 90,5 km/h, o que com a parada de 6 horas baixou para 87,2 km/h. Se olharmos pela estatística, os recordistas atuais levaram 23 dias para rodar os 24 mil quilômetros, ou seja, levaram 11 dias e meio para rodar metade do percurso. Nós rodamos 10 000 em cinco dias. Acho que estamos bem. O problema é que faltam ainda onze países para cruzar a fronteira... e aí tudo pode acontecer. ![]() Cacá consultando o GPS Deixamos a fronteira pouco antes das 8 da manhã, com a triste informação de que, sem ninguém saber, a pessoa que nos liberou estava dormindo dentro de um quartinho ali perto o tempo todo. Enfim, agora estamos rumo a El Salvador - calculamos que em menos de 6 horas poderemos ter cruzado a Guatemala, em mais 4 horas podemos passar El Salvador (sem contar o tempo de fronteira), e, com sorte, poderemos resolver também o fator Honduras. ![]() Marcelo atualizando o diário de bordo Aguardem mais notícias, mui breve. |
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