México, Guatemala e seguindo

Em um dia em que tudo parecia difícil, até que a gente se saiu bem, ou quase bem. Conforme avançamos México adentro, fomos informados de que as estradas estavam bem policiadas, e que daria para rodar de noite nas vias mais movimentadas. Existe agora uma a

  
  

Em um dia em que tudo parecia difícil, até que a gente se saiu bem, ou quase bem. Conforme avançamos México adentro, fomos informados de que as estradas estavam bem policiadas, e que daria para rodar de noite nas vias mais movimentadas. Existe agora uma "autopista" novíssima que cruza o temido Chiapas, território dos Zapatistas. Fomos cautelosos, sempre parávamos em postos de gasolina para conversar com caminhoneiros e pegar dicas preciosas. Nesse desenrolar, chegamos à fronteira com a Guatemala na madrugada de quinta para sexta, às 2hs da manhã. Até aí, pensamos que estávamos arrasando, e que o tempo ganho no México, sem parar para dormir, havia feito superarmos até o mais otimista dos cronogramas. Pura ilusão. Na fronteira com a Guatemala, que haviam dito para a gente que funcionaria 24 horas por dia, fomos avisados de que somente às 8hs da manhã de sexta é que chegaria o fiscal para liberar o entrada do carro. Triste decepção. Como não havia outra coisa a fazer, achamos por bem dar uma dormidinha até a chegada do tal fiscal. O Marcelo armou sua rede em um poste ao relento, só que, poucos minutos depois foi advertido por uma policial de que não estava certo usar o mastro da bandeira nacional para este fim. Para completar, começou a chover... o azar! Eu vou ficar no carro, isso se suportar o calor abafado e umido que faz por aqui. O termômetro do nosso Forester marca 24 graus.

Já são quase cinco dias dentro do Forester

Já são quase cinco dias dentro do Forester

Um fato importante que ocorreu hoje, foi a quebra da barreira dos 10 000 quilômetros. Ou seja, mais dois mil e chegamos na metade do caminho (deve acontecer no Panamá). Ao total foram 113 horas e nove minutos, a uma média total de 90,5 km/h, o que com a parada de 6 horas baixou para 87,2 km/h. Se olharmos pela estatística, os recordistas atuais levaram 23 dias para rodar os 24 mil quilômetros, ou seja, levaram 11 dias e meio para rodar metade do percurso. Nós rodamos 10 000 em cinco dias. Acho que estamos bem. O problema é que faltam ainda onze países para cruzar a fronteira... e aí tudo pode acontecer.

Cacá consultando o GPS

Cacá consultando o GPS

Deixamos a fronteira pouco antes das 8 da manhã, com a triste informação de que, sem ninguém saber, a pessoa que nos liberou estava dormindo dentro de um quartinho ali perto o tempo todo. Enfim, agora estamos rumo a El Salvador - calculamos que em menos de 6 horas poderemos ter cruzado a Guatemala, em mais 4 horas podemos passar El Salvador (sem contar o tempo de fronteira), e, com sorte, poderemos resolver também o fator Honduras.

Marcelo atualizando o diário de bordo

Marcelo atualizando o diário de bordo

Aguardem mais notícias, mui breve.

  
  

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