NAS ALTURAS DO EQUADOR

Não imaginávamos que passaríamos tanto tempo rodando no Equador. Foram pouco mais de mil quilômetros do momento que deixamos a Colômbia até agora, quando nos preparamos para dar entrada nos trâmites do lado peruano. Mas estes mil quilômetros foram os mais

  
  

Não imaginávamos que passaríamos tanto tempo rodando no Equador. Foram pouco mais de mil quilômetros do momento que deixamos a Colômbia até agora, quando nos preparamos para dar entrada nos trâmites do lado peruano. Mas estes mil quilômetros foram os mais difíceis desde que partimos do Alasca há 13 dias e nos consumiram 20 horas ao volante. As estradas são as piores que se pode imaginar: muito buraco (crateras!), curvas o tempo inteiro, altitudes de mais de 3 mil metros, falta sinalização. Nossa noite foi tortuosa tanto para quem dirigia quanto para dormir. Melhor, tentar dormir. Decidimos nos revezar a cada duas horas, quando normalmente nossos turnos são de 4 horas. A altitude também afeta o carro e a nós - falta ar. Mas pelo menos os visuais são belíssimos. No início da noite cruzamos a latitude zero, no marco da linha do Equador. Agora nosso GPS indica que estamos no Hemisfério Sul. Ainda temos um trecho dentro do Peru com estradas ruins e sinuosas, mas a partir de segunda-feira estaremos novamente retomando nossa velocidade média de 100 km/h em grande parte do Peru, Chile e Argentina. Parece pouco, mas conseguir manter essa média é bem difícil.
Agora, vamos responder a mais alguns e-mails - têm muitos mais - e aproveitar mandar uma foto do interior de nossa "favela Turbo". Esse apelido é carinhoso e o Forester não tem culpa alguma de nossa bagunça interna. Alguns perguntam como dormimos. Aqui vai a resposta.
O Eduardo Falcone fez comentários interessantes sobre os "burróides" que guardam as fronteiras latino-americanas e aconselha que façamos eles pensarem que são o máximo - eles adoram ser venerados - e não enfrentá-los. Valeu, Eduardo! O Renato, do Rio de Janeiro, nos parabeniza e pede adesivo do Desafio. Assim que o tivermos - o que seria bem legal - nós enviamos para você, ok, Renato?! Marlisa, que diz nos admirar muito e deseja viajar o mundo. Siga seus sonhos, Marlisa. O Cícero pergunta como dormimos no carro. Prometemos que nos próximos dias enviaremos uma foto interna de nossa favela Turbo. Colocamos um colchonete e saco de dormir no porta-malas (com o banco traseiro baixado) e nos jogamos (um de cada vez, é claro) lá. A Meg cobra um mapa indicando onde estamos. É Meg, você tem toda razão - isso estava nos planos, mas a correria dos preparativos finais foram intensas demais. Assim, sugiro que você tenha sempre um mapa em mãos e ao ler nossos relatos exercite sua geografia. A Jane mandou seu diário para nós. E nos chamou de fedidinhos. Isso porque ela nem sentiu o drama. Nos momentos de ócio foi ótimo ler suas abobrinhas. Tinha até umas piadas sem graça, mas valeu Jane!!! O Duda, que vai nos esperar em Ushuaia, promete uma champanhe para estourarmos na chegada. Vamos cobrar! Pode ser Veuve Clicquot? O Guilherme nos dá sugestões legais para nos consolarmos diante de problemas na viagem. Por exemplo, sugere que lembremos do Detran quando estivermos enfrentando as burocracias das fronteiras. E lembremos que na falta de banho, pior seria estar ao lado do jogador de futebol Kleber depois de um jogo com prorrogação no qual ele tinha que marcar o Rincón. Estamos consolados, Guilherme! A Milene e a Náskia, de Natal, têm sido nossas torcedoras mais assíduas, sempre com lindas mensagens de encorajamento e comentários espirituosos. Valeu, Mi!!! Valeu Náskia!!! Respondendo às saudações do Bráulio, vai aqui um grande abraço para ele e toda a galera do Rio (Tica, Andy, Gabi, Mário, Barbel e todos aí).
Telma e colegas do Sebrae; Vickie, de Anchorage (hi, Vickie, we are now in Colombia!); Cezo Bola, onde estiver; Eric, de Boston; Vladimir, de Cabo Frio; Marcelo, da CAOA (depois respondemos sua pergunta!); Renato e Mituo, da Quatro Rodas; Jandabob, de Pittsburgh.

  
  

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