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Nepal - Trekking ao campo base do Everest

Conheça todos os detalhes deste trekking onde chegamos ao campo base da maior montanha do mundo

17 de Maio de 2011.
Publicado por Adilson Moralez  

Everest

Everest - Foto: Adilson Moralez

Após mais de dois meses de planejamento e treinamento consegui realizar um antigo sonho: fazer um trekking na cordilheira do Himalaia e ter o privilégio de passar uma noite no campo base (5.350 msnm) da maior montanha do mundo: o Everest.

Este trekking, considerado o mais famoso e procurado do mundo, situa-se no Sagarmatha National Park, fundado em 1976. São milhares de pessoas durante todo o ano, sendo a maior concentração na primavera (a partir de abril) e outono (a partir de setembro).
Além de cruzar e interagir com pessoas do mundo inteiro um dos diferenciais deste trekking é que ele passa por comunidades Sherpas onde as familias vivem da lavoura e mais recentemente do turismo. São inúmeros vilarejos incrustados nas montanhas ultrapassando os 4.000 metros de altitude.

Meu roteiro

Para garantir o sucesso da expedição escolhi a Grade 6 com quem já havia feito o cume do Aconcágua em 2009, e onde novamente o Rodrigo Raineri foi o nosso guia. Para a parte aérea e hotéis em Doha no Qatar utilizei os serviços da Idoil Tours. E tanto na parte terrestre como na aérea tudo funcionou conforme planejado.

Nosso grupo era formado por oito pessoas sendo: cinco para o trekking: Claudia, Cristiane, Francis, Paula e eu – três para o cume: Rodrigo, Carlos Canellas e Carlos Santalena. Como guia local tivemos o Ram Kaji e como carregadores Dawa, Rames, Madhab e Rai.
A aventura começa com a chegada à frenética Katmandu, capital do Nepal. O primeiro dia é reservado para um tour cultural e o merecido descanso do longo vôo (14 + 5 horas – com escala em Doha no Qatar). Veja abaixo todos os detalhes dia a dia desta incrível viagem.

1º dia – 05/04/11 - Katmandu – Lukla – Phakding – 2.610 msnm

Nosso grupo

Nosso grupo
Foto: Adilson Moralez

Logo de início temos uma das grandes emoções da expedição que é o vôo de 45 minutos em um bimotor de Katmandu à Lukla (2.840 msnm). A principal atração deste vôo é justamente a aterrissagem em Lukla onde a pista tem menos de 500m, é inclinada, começa num precipício e termina num paredão. Ou seja, tanto na aterrissagem quando na decolagem o piloto só tem uma chance.

Partimos para o nosso primeiro dia de trekking num dia ensolarado e com temperatura amena. Já de cara pude perceber que haveria muito visual para ser apreciado e fotografado
Uma das primeiras coisas que chamam a atenção é o volume e peso que os Sherpas transportam. Eles carregam de tudo nas costas, mochilas, carne, bebidas, galões, escadas, placas enormes de madeira. O mais interessante é a forma que carregam, pois embora a maior parte do peso esteja apoiada nas costas eles usam uma cinta na testa, o que transfere parte do peso para a coluna. Presenciei um deles carregando quatro galões de 15 litros o que dá no mínimo 60 kg - simplesmente incrível.

Nossa primeira parada foi em Phakding onde pudemos descansar o resto do dia. Vale lembrar que a distribuição das paradas e o número de horas de caminhada por dia têm que seguir uma regra para uma boa aclimatação. Para o sucesso da expedição e o bem estar do grupo a caminhada deve ser lenta. Para auxiliar na aclimatação, em alguns lugares fica-se dois dias e fazem-se incursões em picos mais altos voltando a dormir na mesma altitude da noite anterior.

Muitas montanhas
Pessegueiros floridos
Vilarejos
Pontes suspensas
Caravanas de bisaks

2º dia – 06/04/11 - Phakding – Namche Bazar – 3.440 msnm

Belos visuais

Belos visuais
Foto: Adilson Moralez

Com um dia excelente a caminhada seguia pelos vilarejos com inúmeros lodges e restaurantes pelo caminho. Nestes dois primeiros dias cruza-se por várias pontes suspensas que foram recentemente refeitas. Hoje estão bem seguras e estáveis, mas ainda é possível ver os restos de algumas antigas que não inspiravam tanta confiança assim.

Outro ponto que chama atenção é o número de animais na trilha. Nos primeiros dias avistam-se mulas, cavalos e “bisaks”, que é um cruzamento do Yak com o boi. Nas altitudes mais elevadas avista-se apenas o Yak, que é muito mais forte e resistente ao frio. São muitas caravanas que cruzam as trilhas o tempo todo.

Em Monjo entramos no Sagarmatha National Park e recebemos a credencial de acesso. Um dos destaques deste trecho é o grande número de árvores floridas. Desde os comuns pessegueiros até o rododentro, uma árvore típica da região.

A caminhada do dia termina às 15h com a chegada à Namche Bazar, o maior e mais charmoso vilarejo do percurso. Há muitas lojas de souvenir, equipamentos (tem até uma filial Mountain Hardware) padarias, pub, etc. Se você esqueceu qualquer coisa para a viagem, certamente encontrará em Namche.

O restante do dia foi utilizado para explorar o local, fazer ligações para a família, acessar internet e conhecer as lojas.

família trabalhando
Entrada do Sagarmatha National Park
Rio de degelo
Sherpas
Sherpa
Chegada à Namche Bazar

3º dia – 07/04/11 - Namche Bazar – 3.440 msnm

Dia de aclimatação

Dia de aclimatação
Foto: Adilson Moralez

Este dia é dedicado a aclimatação e o objetivo é fazer uma caminhada leve até Thamo, nos arredores de Namche. O passeio realmente foi bem leve e muito agradável com várias paradas e muitas fotos.

De volta a Namche, após almoço, a opção foi passear na cidade e apreciar o incrível número de trekkers fazendo o mesmo programa. No jantar conhecemos o Apa Sherpa, que detem o incrível recorde de ter feito o cume do Everest 20 vezes.

Namche Bazar
Roda de orações
Rua de Namche
Namche Bazar
Ilustre morador

4º dia – 08/04/11 - Namche – Tengboche – 3.860 msnm

Yaks

Yaks
Foto: Adilson Moralez

As grandes atrações deste dia são foram: avistar uma das montanhas mais lindas da região: o Ama Dablam (6.856 msnm) e a grande estrela do Himalaia: o Everest (8.850 msnm). Um fato interessante é que o Lhotse (8.516 msnm), por estar mais próximo, parece maior que o Everest.

O trajeto deste dia também é maravilhoso e a chegada ao Monastério de Tengboche se dá após uma longa subida de mais de uma hora. O local é extremamente tranqüilo e chegamos a tempo de assistir a uma cerimônia budista.

E assim mais um dia transcorria e sempre no final estávamos bastante exaustos. Era bastante reconfortante chegarmos ao lodge para tomarmos um chá quente e nos aquecer no centro da sala. Fato interessante é que nos primeiros lodges eles queimam madeira. Conforme se ganha altitude a madeira dá lugar ao estrume de yak, que embora queime mais rápido não deixa cheiro.

Crianças pelo caminho
Primeira vista do Everest
Belas trilhas
Pausa para descanso
Tengboche

5º dia – 09/04/11 - Tengboche – Dingboche – 4.410 msnm

Tengboche após nevasca

Tengboche após nevasca
Foto: Adilson Moralez

A ordem do dia foi acordar cedo, às 6h, para assistir uma cerimônia budista. Também aproveitei para fotografar a bela paisagem que mudou completamente após a nevasca da madrugada.

Uma curiosidade que me chamou a atenção em praticamente todos os lodges é a utilização do forno solar. Trata-se de refletor no formato e tamanho de uma antena parabólica onde no centro de conversão dos raios solares é colocada uma panela com o alimento a ser cozido, normalmente batata. O refletor é movido manualmente para acompanhar o movimento do sol e até a hora do almoço as batatas estão cozidas.

Nossa caminhada começou por um belo bosque de caules avermelhados e durante boa parte dela caminha-se avistando o belo e imponente Ama Dablam (6.856 msnm).

Chegamos a Dingboche por volta das 15h e o lodge era bem confortável com banheiro para cada dois quartos e um bom banho por NPR 350 (~R$ 9).

Forno solar cozendo batatas
Helicóptero de turismo
Ama Dablam (6.856 msnm)
Carlos Canellas e Amadablam ao fundo
Uma pausa para descanso

6º dia – 10/04/11 - Dingboche – Nagarjam Peak – 5.000 msnm

Dingboche

Dingboche
Foto: Adilson Moralez

Este dia também é dedicado à aclimatação e o programa seria subir o Nagarjam peak (5.000 msnm). O objetivo seria não forçar muito e subir até onde o grupo conseguisse. Para nossa surpresa, o grupo estava muito bem e após cerca de 3 horas chegamos ao pico sob uma intensa nevasca. Se por um lado perdemos o visual fizemos muitas fotos do grupo na nevasca.

Após o almoço para descontrair fomos tomar um café numa padaria e encontramos um grupo de brasileiros. Ao sair descobrimos uma mesa de bilhar que nos rendeu uma boa diversão. A grande pergunta foi: como aquela mesa chegou ali? Vale lembrar que de Lukla pra frente tudo é transportado nas costas de um sherpa ou de um animal.

Nosso grupo
Subindo Nagarjam peak (5.000 msnm)
Vale do Periche
Nevasca pelo caminho
Interior do lodge em Dingboche

7º dia – 11/04/11 – Dingboche – Lobuche – 4.950 msnm

A caminho de Lobuche

A caminho de Lobuche
Foto: Adilson Moralez

A parte inícial desta trilha, pelo vale do Periche, é simplesmente maravilhosa. Não é tão íngreme e tem um visual incrível das montanhas ao redor. Algumas horas mais tarde ela fica bem íngreme passando pela moraina frontal do glaciar do Khumbu e pelos monumentos de pedra em homenagem aos mortos no Everest. O glaciar do Khumbu é uma enorme massa de gelo e pedra que desce montanha abaixo na qual está situada o campo base do Everest que conheceremos nos próximos dias.

Neste trajeto também é possível avistar o acampamento base do Lobuche (6.135 msnm).

A caminho de Lobuche
A caminho de Lobuche
No Nepal é melhor ser vegetariano
Memorial aos mortos no Everest
Interior lodge em Lobuche

8º dia – 12/04/11 – Lobuche – Gorak Shep – 5.140 msnm

A caminho de Gorak Shep

A caminho de Gorak Shep
Foto: Adilson Moralez

Hoje seria um dia bem duro. Partimos antes das 7h, pois a decisão seria subir o Kala Patthar (5.550 msnm) no início da tarde. O plano original seria subir no final da tarde para ver o tom avermelhado do sol no Everest. Porém, como nos dias anteriores o tempo estava virando após o almoço, tivemos que mudar os planos. Chegamos a Gorak Shep às 9:30h e após um breve descanso partimos para o Kala Patthar.

Apos 2,5h horas de caminhada pesada chegamos ao cume. Estava bem frio e com muito vento, mas a vista certamente compensou o sacrifício: muitas montanhas, dentre elas o Everest, Lhotse, Nutpse e todo o glaciar do Khumbu.

A volta para o logdge foi às 14h e o restante do dia foi para descanso, piadas e jogo de dama.

Glaciar do Khumbu
Chegando em Gorak Shep
Everest (ao centro)
Cume do Kala Patthar
Aves do Nepal

9º dia – 13/04/11 – Gorak Shep – campo base do Everest – 5.350 msnm

Campo base do Everest

Campo base do Everest
Foto: Adilson Moralez

Hoje seria o ponto alto da viagem, pois iríamos ter a experiência de vivenciar um dia junto com as expedições no campo base. O trekking de cerca de 3h é inicialmente pela borda do glaciar do Khumbu e mais tarde dentro do próprio. Somente aí é que se dá conta de sua real dimensão.

Outra surpresa para mim foi o tamanho do campo base. Cada expedição ocupa uma grande área ficando bem espalhadas e distante uma das outras.

Levando-se em consideração que tudo que ali está, chegou nas costas de um Sherpa ou um animal, a infra-estrutura e o conforto são excelentes. A barraca refeitório comporta muito bem 10 pessoas, com mesa, cadeiras e é bem isolada termicamente. A barraca cozinha fica ao lado e é muito bem equipada com panelas, chaleiras, garrafas térmicas, etc. Há banheiros masculino e feminino com acento e álcool para higiene das mãos. Existe ainda outra barraca para banho/escovar os dentes com água quente.
A barraca para os membros da expedição é a V25 da North Face, com isolante, colchonete e até iluminação (bateria). Ou seja, um luxo considerando que se está a 5.350 msnm e a 10 dias de caminhada até Lukla.

Após o saboroso almoço o Rodrigo nos levou para caminhar pelo glaciar até bem próximo do início da cascata de gelo.
Aproveitei a noite na barraca para fazer algumas fotos criativas.

A caminho do Everest
Glaciar do Khumbu
Barraca refeitório
Cascata de gelo
Passeio pelo glaciar

10º dia – 14/04/11 – Campo base – Lobuche – 4.950 msnm

Nosso acampamento à noite

Nosso acampamento à noite
Foto: Adilson Moralez

A noite foi tranquila e a temperatura girou em torno de -10 ºC dentro da barraca. Para minha surpresa o dia amanheceu fechado e não consegui as belas fotos que estava esperando. Após o café fotografei os membros de outras expedições treinando escalada nas paredes de gelo.

Deste dia em diante teríamos uma mudança em nosso grupo, sendo que o Carlos Canellas e o Carlos Santalena seguiriam outro caminho e ritmo, pois ficariam no campo base para tentar o cume cerca de um mês depois. O Rodrigo ainda seguiria conosco até o Cho La pass, mas voltaria para também tentar o cume com eles.

Como o dia seria tranquilo aproveitamos a manhã no campo base e partimos para Lobuche apenas às 11h. A parada para almoço foi em Gorak Shep e a tarde tivemos uma nevasca para que o dia ficasse mais emocionante.
O restante do dia também foi de descanso e bate papo ao redor do aquecedor no lodge.

Grupo treinando escalada em gelo
Manhã no campo base
Surpresas da natureza
Belos visuais
Aves do Nepal

11º dia – 15/04/11 – Lobuche – Dzongla (4.843 msm)

Noite de lua em Dzongla

Noite de lua em Dzongla
Foto: Adilson Moralez

Este dia nos reservava uma caminhada bem tranquila e com altos visuais do Ama Dablam (6.856 msnm) e do vale do Periche. Antes de chegar ao lodge ficamos cerca de 30 minutos sentados curtindo o visual e a tranquilidade do local.

Chegamos cedo e na parte da tarde todos estavam sem coragem de sair no frio e a opção foi ficar jogando baralho e conversa fora a tarde toda.

Como já era sabido, este é um dos lodges mais simples de todo a expedição e com problemas de capacidade. Conseguimos apenas dois quartos e portando me candidatei para dormir na barraca. Esta opção rendeu boas fotos durante a bela noite de lua cheia.

A caminho de Dzongla
A caminho de Dzongla
A caminho de Dzongla
Rodrigo Raineri
Noite enluarada em Dzongla

12º dia – 16/04/11 – Dzongla – Gokyo (4.790 msnm)

A caminho de Gokyo

A caminho de Gokyo
Foto: Adilson Moralez

Este seria o dia mais duro com uma caminhada de cerca de nove horas passando pelo Cho La pass, uma passagem de um vale para outro através de um glaciar. Despertamos às 4h e iniciamos o trekking às 5:15h com o dia amanhacendo e ainda bem frio. Com o passar do tempo o sol surgia entre as montanhas dando um tom amarelado aos picos.

Por volta das 7:30h chegamos ao glaciar e tiramos muitas fotos com o grupo. No final do glaciar nos despedimos do Rodrigo que retornou para o campo base para a continuação da aclimatação para o cume.

Deste ponto em diante teriamos a liderança do Ram Kaji e deixando o gelo para trás tínhamos ainda um longo caminho por pedras até Gokyo. Após uma longa descida entramos no glaciar Ngozumba.

Novamente fiquei surpreso com o tamanho deste glaciar com seus enormes blocos de gelo. Caminhamos muito tempo dentro dele até que subimos sua parede lateral para finalmente avistar o nosso destino: Gokyo resort.

Chegamos por volta das 16h bastante cansados do longo dia. Por sorte o lodge era bem confortável e com uma bela vista para o lago Dudh Pokari.

Cruzando o Cho La pass
Cruzando o Cho La pass
Visuais do caminho
Glaciar Ngozumba
Chegando em Gokyo

13º dia – 17/04/11 – Gokyo Ri (5.357 msnm)

Everest visto do Gokyo Ri

Everest visto do Gokyo Ri
Foto: Adilson Moralez

O motivo para subir o cume do Gokyo Ri não tinha mais objetivo de ajudar na aclimatação, mas sim de nos proporcionar uma das mais belas vistas de todo o trekking.

O dia estava maravilhoso e partimos bem cedo para garantir a vista antes de uma possível mudança no tempo. Apesar da caminhada de 2,5 horas ser bem dura a vista compensa o esforço. Lá de cima tem-se uma vista panorâmica de muitas montanhas, sendo as principais: Cho Oyu (8.201 msnm), Everest (8.850 msnm), Lothse (8.516 msnm), Nuptse (7.861 msnm) e Makalu (8.462 msnm).

De lá é possível avistar toda a extensão do glaciar Ngozumba e dos três lagos: Longponga, Taujung Tsho e Dudh Pokari que fica defronte ao lodge.

Ficamos no cume por mais de duas horas fotografando ou simplesmente sentados e contemplando o maravilhoso visual.
Na parte da tarde dediquei um tempo para explorar o entorno do lodge e fotografar o lago, que apesar de já ser primavera ainda estava 90% congelado. Inclusive arrisquei algumas fotos andando sobre o gelo.

Lago em Gokyo Ri
Muito gelo ainda na primavera
Visual do Gokyo Ri
Visual do Gokyo Ri
Cho Oyu (8.201 msnm)

14º dia – 18/04/11 – Gokyo – Dhole (4.110 msnm)

A caminho de Dhole

A caminho de Dhole
Foto: Adilson Moralez

Para nossa surpresa o dia amanheceu com uma grossa camada de neve e antes do café sai em busca de boas imagens. Outra surpresa ainda seria a beleza do trajeto até Dhole passando pelos outros dois lagos e a trilha que seguia serpenteando pelas grandes montanhas.

Logo após o almoço o tempo fechou completamente e uma forte nevasca nos acompanhou até Dhole. Neste lodge, tivemos o privilégio de sermos os únicos hóspedes. Como o clima muda constantemente nas montanhas no final da tarde o sol voltou a brilhar e fomos até um mirante contemplar o pôr-do-sol. Incrível que após uma nevasca consegui ficar sem camisa curtindo um final de tarde muito agradável.

Para completar o dia tivemos noite de lua cheia e consegui belas fotos das montanhas com céu estrelado.

Gyoko após nevasca de madrugada
A caminho de Dhole
A caminho de Dhole
A caminho de Dhole
Dhole

15º dia – 19/04/11 – Dhole – Namche Bazar – (3.440 msnm)

A caminho de Namche Bazar

A caminho de Namche Bazar
Foto: Adilson Moralez

Hoje o clima literalmente nos enganou. Amanheceu um belo dia de sol e decidi usar roupas mais leves. Mas após cerca de uma hora o tempo fechou completamente e a temperatura despencou e acabei passando frio. Fica aí a dica não subestime o clima na montanha.
A trilha seguia às margens de um rio e com um belo visual das motanhas encobertas pela névoa. Uma delas é justamente onde está o Monastério de Tengboche, que conhecemos no quarto dia. Incrível saber que subimos tudo aquilo para chegar lá.

Um ponto que ninguém esperava foi uma longa e pesada subida de mais de uma hora. A chegada em Namche foi por volta das 12h e após o merecido banho e almoço fomos novamente aproveitar as opções: ligar para a família, acessar internet e tomar um café expresso com bolo.

No jantar tomamos um bom vinho francês para comemorar o sucesso de nossa expedição.

Monastério de Tengboche
A caminho de Namche Bazar
A caminho de Namche Bazar
A caminho de Namche Bazar
Noite de lua em Nanche

16º dia – 20/04/11 – Namche Bazar – 3.440 msnm

Estupa em Namche

Estupa em Namche
Foto: Adilson Moralez

Hoje literalmente foi o dia da preguiça. Com um dia de folga no programa, decidimos curti-lo em Namche sem ter nenhuma agenda. Eu decidi caminhar pelas vielas fotografando as pessoas e as particularidades do vilarejo. Aproveitei para conhecer o centro de visitantes e o monastério.

Na parte da tarde fomos todos andar pelas vielas, fazer as últimas compras e novamente tomar café com bolo.
A noite fomos ao Irish pub jogar sinuca para passar o tempo.

Namche Bazar
Monge do monastério de Namche
Vielas de Namche
Comércio de Namche
Sinos de Yaks

17º dia – 21/04/11 - Namche Bazar – Lukla – 2.840 msnm

A caminho de Lukla

A caminho de Lukla
Foto: Adilson Moralez

Este dia fecharia com chave de ouro o nosso trekking pelo Himalaia. O dia estava ensolarado e com temperatura agradável. No caminho havia muita gente subindo mostrando que a alta temporada havia começado. Novamente passamos nas pontes suspensas e para nossa surpresa havia muito mais verde nas plantações. O almoço foi em Phakding ao ar livre e com o sol muito agradável.

Chegamos a Lukla às 15:30h e após um bom banho fomos para o aeroporto fotografar e filmar as decolagens e aterrisagens. No final da tarde fomos aproveitar umas das vantagens que a globalização pode trazer: tomar café num Starbucks.

No dia seguinte pegamos um dos primeiros voos para Katmandu.

Pontes pelo caminho
Belos visuais
Crianças pelo caminho
Chegando à Lukla
A famosa pista de Lukla

Conclusão

Posso dizer que esta viagem foi maravilhosa e cumprimos todo o programa graças ao bom tempo e a integração do grupo. Como o próprio Rodrigo disse além do preparo físico o bom humor e integração do grupo é fundamental para o sucesso da expedição.

Veja o audiovisual desta viagem


Nepal - Trekking ao campo base do Everest por ecofotos no Videolog.tv.

Dicas do autor

Adilson Moralez

• Um dos principais pontos que pode estragar sua viagem é a falta de higiene no Nepal. Portanto, tome muito cuidado com o que come e bebe. Água deve ser mineral ou tratada com Clorin ou Hidrosteril. Não coma nada cru ou lavado em água não tratada.
• A caminhada deve ser realmente lenta e seguir o programa. Não adianta querer ganhar tempo neste momento.
• Hidratação e boa alimentação são fundamentais. Deve-se beber de dois a três litros de água por dia.
• Ao cruzar com caravanas de animais na trilha fique sempre do lado do barranco para evitar um esbarrão e uma possível queda.
• Apesar da alimentação ser boa nos lodges após alguns dias podem parecer monótonas. Leve alimentos que goste como chocolates, doces, bolachas, etc. Há também uma grande variedade a venda na trilha.
• Bastões de caminhadas ajudam muito.

Veja também a parte anterior desta viagem:Katmandu

Serviços

Grade 6
Av. Almeida Garret, 1687
Parque Taquaral
Campinas - SP
19 3241-9709

Idoil Tours
Av. Maria Coelho Aguiar, 215 – bloco G – loja 22
Centro Empresarial de São Paulo
São Paulo - SP
11 3741-1820

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Comentários

keliane

 postado: 31/5/2011 14:26:02editar

Esse trekking no nepal é o sonho de qualquer pessoa que curte a natureza.Quem sabe no proximo estarei junto com voçes( será um sonho).Boa sorte!

 

luiz Orlando de Magalhães Couto

 postado: 1/6/2011 14:59:30editar

Fantástico, já estive na região e realmente é uma maravilha .Atrapalhou-me um pouco a falta de aclimatação e a vontade de fazer tudo muito rápido . Um erro que me causou problemas por lá .
A narrativa está muito boa .Parabéns .Luiz Orlando - São Paulo

Olá Luiz
Muito obrigado pela visita e mensagem. É, como disse na matéria, lá não adianta querer ganhar tempo indo rápido. Pode por tudo a perder.
Grande abraço

Marilena Corsetti

 postado: 3/6/2011 11:40:47editar

Há muito tempo que quero fazer essa viagem! Passou tato tempo que não sei se vou conseguir...Vinte dias de camihda diária...Será? Tenho 63 anos. Gostaria de saber se ainda poderei ir e ter dicas de como me preparar fisicamente. Quanto à minha saúda estou em dia com todos exames médicos e com bom acompanhamento. Abraços e Parabéns pela matéria! Marilena

Olá Marilena
Obrigado pela visita e pela mensagem. Bem, se está bem de saúde e considerando que seja uma pessoa fisicamente ativa creio que tenha condições. Como preparação eu recomendo caminhadas diárias e aulas de musculação para fortalecimento dos ligamentos e musculaturas que serão mais exigidas. O ideal é obter maiores informações com seu médico e com o professor na academia para orientá-la de maneira correta.
Afinal pessoas com muito mais idade chegaram ao cume do Everest (8.850)
Abraço

Álvaro Vieira

 postado: 7/6/2011 11:44:22editar

Olá,

Há muito tempo eu tinha imaginado a ideia de um forno solar exatamente como este apresentado na matéria, mas nunca havia visto.

Vocês acreditam ser possível adquirir um equipamento desses?

Abraços,

Álvaro
alvaro@falcontecnologia.com.br

Olá Álvaro
Não tenho idéia. O único lugar que vi isso foi realmente no Nepal.
Abs

kleber oliveira barboza

 postado: 13/6/2011 22:48:50editar

parabéns aos aventureiros e, em especial, ao autor deste excelente enredo narrativo descritivo, conciso porém completo. Quanto a saúde, quais as intercorrências mais presentes nesta expedição?

Olá Kleber
Obrigado pela visita e mensagem. Bem, não tivemos nenhum problema com a saúde do grupo. Como disse na matéria seguimos a risca as recomendações de higiêne, boa alimentação e hidratação.
Grande abraço

waldir

 postado: 26/4/2012 09:45:37editar

Não consigo encontrar em nenhum lugar quanto custa essa aventura. Parece segredo. Vou sair de Sao Paulo. Afinal, quanto vou gastar no mínimo?

Waldir
O preço médio através de uma agência do Brasil gira em torno de US$3k fora o aéreo. Lá, irá achar por 1/3 do preço, porém tudo é por sua conta e risco.
Abs

Armando Athos

 postado: 17/7/2013 23:47:35editar

Olá amigo.

Muito obrigado pelas preciosas orientações e dicas.

Meu nome é Armando Athos, moro no meio da Selva Amazônica, em uma cidade chamada Tefé. Estou planejando ir ao Nepal em outubro, quero ir até o Acampamento Base do Everest, tenho 46 anos, pratíco atletismo há 20 anos, corro a cada dois dias. Você poderia me dar dicas de agência de viagem, hoteis, guias etc. E o que achas, com a minha idade, consigo?

Obrigado e a Selva Amazônica lhe saúda.

Olá Armando
Eu que agradeço pela msg e sempre é bom saber que minhas informações estão sendo úteis.
Bem, pelo visto já está bem preparado sim. Note que o maior problema não é a falta de condicionamento físico e sim a dificuldade na aclimatação que infelizmente varia de pessoa para a pessoa e independe se é um atleta. Mas no caso do campo base você irá até 5.200 metros, o que não é tão crítico assim.
Quanto a empresa eu recomendo fortemente a mesma empresa que eu fui: grade6.com.br. Eles são muito profissionais e certamente não terá nenhum problema, pois já terá tudo incluso: hotel, guias, refeições, translados e um guia brasileiro, que faz toda a diferença. Algumas pessoas se arriscam a ir por conta e contratar uma empresa ou guia em Kathmandu. Particularmente acho que é uma economia com um risco muito alto.
Se ligar pra eles que deve atender é o Eduardo, pode falar que foi recomendação minha.
Ah, adoro a Amazonia e já estive aí algumas vezes. Tenho as matérias no meu site.
Grand

Armando Athos

 postado: 19/7/2013 12:22:35editar

Olá amigo.

Muito obrigado pela resposta. Seguirei suas dicas e contactarei a grade6.com.br para umma expedição segura.
Ei me passa teu site para eu ver suas materias na Amazonia.

Grande abraço.

Oi Armando
Legal, que irá procurá-los. Perdão por não passar o site. Esqueci que acessou através do Ecoviagem e não diretamente de meu site. Ai vai www.ecofotos.com.br
Na coluna central estão todas minhas viagens separadas por país e dentro do Brasil por região.
Abs


 

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