Blogs > Eduardo Andreassi > Viagens Nacionais >Deserto do Jalapão – Viva essa SonhoParque Estadual do Jalapão - Tocantins - Uma experiência de vida
Jalapão – Viva essa Sonho - Uma experiência de vida
Dunas de areias douradas cortadas por riachos de águas cristalinas que constantemente transformam paisagens. Ao mesmo tempo, na imensidão desse paraíso, sensações únicas enquanto caminhava descalço sobre seus grãos úmidos e espessos. E a cada passo, contemplando o infinito do céu e suas cores majestosas em perfeita harmonia, tomava conta de mim uma inexplicável energia que aliviava qualquer cansaço. Deslumbrava-me com esses cenários paradisíacos cheios de contrastes, sendo que a todo instante, a cada marca deixada no chão, mesmo tentando seguir meus rastros, perdia-me pelos caminhos. E a essa altura, meus pensamentos já haviam se dispersado pelo espaço, sentindo-me sozinho, mas acolhido pela Mãe Natureza em seus braços. Poucos conhecem esse local, raros os que têm informações precisas de lá e tampouco imaginam que é um passeio, aventura ou experiência de vida viável e recomendada para todas as idades, com total segurança e estrutura. Eis agora o momento de dividir tudo isso com todo o Brasil e demais países do Mundo. Lagos de águas quentes e cachoeiras lindas, extremamente límpidas, propiciavam os banhos que revitalizavam. Artesanato rico, diversificado, feito com produtos da região, sobretudo o Capim-Dourado, hoje reconhecido e até exportado; comida típica de dar água na boca; um povo hospitaleiro e humano, que transmitia segurança e paz com seu modo tranqüilo de ser; sensações indescritíveis que afloravam a todo instante... Eis o Jalapão, conhecido também como o Parque Estadual do Jalapão, no Estado do Tocantins, Coração do Brasil. Considerado um dos últimos locais onde a natureza mantém-se intocável, e a meu ver, um dos locais mais lindos do Brasil! Para sentir tudo isso na mais absoluta plenitude, acredito que seja necessário encher seus olhos com a beleza do local, deixar para trás todos os seus pré-conceitos sobre qualquer assunto e permitir-se. Desligar-se de tudo e de todos e estabelecer um Elo com esse Oásis. ”Crer no invisível, desprezando o perecível”. E para os que chegam agora, duas dicas: O Parque Estadual do Jalapão, no Estado de Tocantins, tem como sua porta de entrada a cidade de Ponte Alta do Tocantins, sendo formado ainda por Mateiros, São Félix do Tocantins, Lizarda, Novo Acordo, Santa Tereza do Tocantins, Lagoa do Tocantins e Rio da Conceição. Envolve uma área aproximada de 160 mil hectares, onde apresenta ao mundo suas fabulosas Dunas, seus fervedouros, as cachoeiras e muitos outros atrativos, proporcionando ainda mais aventuras como trekking e rafting. Ideal para o Ecoturismo. O Estado de Tocantins faz divisa com os Estados de Goiás, Bahia, Piauí, Maranhão, Pará e Mato Grosso. Convidado pelo Safári Camp Korubo (www.korubo.com.br), empresa sólida e de excelente estrutura, especialista nesse roteiro, juntamente com o apoio das Lojas Mundo Terra (www.mundoterra.com.br), foi possível aventurar-me nesse Safári e conhecer até então, o desconhecido; sentir o que nunca havia sentido e buscar explicar, o inexplicável. Algo que para entender, cada qual ao seu modo, é preciso vivenciar. Deserto do Jalapão, suas areias amareladas e tons de cobre ao final da tarde, são formadas por quartzo de coloração dourada, resultado da presença do dióxido de ferro, e que aos nossos olhos alteram suas cores devido à incidência da luz. Ir ao Jalapão sempre foi uma de minhas metas, mas eu nem imaginava que conseguiria tanto material (rico material!). Muito menos interagir com pessoas que nos proporcionaram hospitalidade e humanismo; os integrantes da equipe Korubo. Perfeito! A princípio, associamos que lá só há um Deserto e nada mais, devido ao menor número de habitantes por km² (a região tem a menor densidade demográfica do Brasil: 0,8 habitantes por quilômetro quadrado) e suas montanhas de areias, imaginando o Deserto do Saara na África ou Atacama, no Chile. Mas não! Tem muito mais e tudo isso está aqui em nosso país, Brasil, onde prova mais uma vez que nos reserva surpresas em seu Bioma rico e abençoado. Cerrado, vegetação rasteira e baixa, o deserto, as dunas de areia que não canso de elogiar, cachoeiras frias e lagos quente, muitas delas onde mesmo sendo de água doce não afundamos devido à mesma brotar de dentro para fora com tamanha pressão da água (fenômeno da ressurgência), suas temperaturas climáticas agradáveis e nada de barulho ou poluição, alem do céu esplendido, nos encantam. Não há adjetivos suficientes para tentar mostrar a você a beleza e sensações proporcionadas por esse lugar.
No extremo leste encontra se uma zona de transição (ecotono) entre o Cerrado e a Caatinga. Muito pouco é plantado no caminho ao Jalapão, entre Ponte Alta e Mateiros. Já no entorno do Parque, por enquanto nada é cultivado. Apenas criação de gado e pequenas roças familiares, para seu próprio sustento. Duas Estações no AnoIrei atrever-me a explicar alguns detalhes técnicos, mas as fotos vão dizer e mostrar mais. E mesmo em épocas de chuvas, típica da região norte, foi possível obter e aproveitar todos os momentos. Ou seja, em qualquer época do ano, em qualquer mês, é recomendável e possível ir de encontro a esse Paraíso. Vale lembrar que nessa região, mesmo estando no Centro do Brasil, é considerado como Região Norte e segundo palavras dos que lá habitam, só existem duas estações: Das chuvas; de Novembro até final de Abril, e a da Seca; de Maio a Outubro (aproximadamente). Chuvas essas previsíveis e passageiras e que não atrapalham em nada quanto a ver suas belezas naturais, explorar todo o potencial e saber mais da região. Muito menos afetam a hospedagem em pleno acampamento, que por sinal, surpreende pela organização, comida farta e de qualidade, suas barracas higienizadas e aconchegantes, com suas tendas que foram feitas nos moldes das usadas na África. "Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. 'Dica: Necessitando de uma dieta especial, basta avisar com antecedência a Korubo, quando for optar por essa experiência de vida, como eu titulo.' E o período de seca mesmo! Muitos casos de queimadas naturais provocadas pelo calor no Cerrado que castigam a vegetação (suas árvores pequenas e torcidas contribuem para esse fenômeno) e infelizmente devido à ação de alguns humanos, que ainda mantem a técnica da queima para dar pastagens aos animais ou efetuar algum plantio. Segundo informações, entre os municípios foi tentaram cultivar soja, mas acabou não dando muito certo.A grande preocupação hoje está ligada diretamente às florestas de Eucaliptos que estão sendo licenciadas para toda a região.Evidente que devido ao clima, vegetação e Bioma desfavorável a esse plantio, essas árvores não irão se desenvolver como deviam e restará uma imensa área de árvores pequenas e sem vida, propicias a estragar a paisagem e aumentar o poder das queimadas.Coincidentemente, eis um tema recente (desde criança ouço falar em Reformas) e que está gerando polêmica: Projeto de Reforma do Código Florestal Curiosidades – Reality Shows, Best Seller, Filme e Novela
O Local foi escolhido pela rede CBS americana para gravações da 18ª Edição do Reality Show Survivor ,exibido em 128 países e para um público de 100 milhões de pessoas, e pelo ator Alexandre Frota, que passou três dias no deserto do Jalapão para gravar 'A prova', quadro do 'Hoje em dia', que foi ao ar em setembro de 2008. E não foi espanto algum que o Jalapão foi parar nas páginas do livro “1000 Lugares para se Conhecer antes de Morrer” - um guia para toda vida, Best Seller do New York Times, de Patrícia Schultz. Presumo que o cenário, as paisagens, a diversificação do Bioma, com rios, cachoeiras e até deserto, juntamente com acomodações decentes e bem estruturadas para a equipe técnica, foi o principal argumento. Diga-se de passagem, que considerei o local ideal para a exploração consciente de turistas do Brasil e do mundo todo. Acessível para todas as regiões do nosso pais, desde o Oiapoque ao Chuí. Além disso, A região já foi cenário das cenas finais da novela “Araguaia” e do filme brasileiro “Deus é Brasileiro”. A Korubo e Lojas Mundo Terra - Equipes e o ApoioE a Korubo, coordenada pelo Luciano e Cinthia, fizeram a diferença ao planejar e montar toda a estrutura e sua equipe, que não me canso de elogiar. Poucos empresários, infelizmente, conciliam lucro, estrutura e muito menos valorizam seus funcionários, sem agredir de alguma forma a natureza e/ou o ser humano. Já as Lojas Mundo Terra, como apoio e utilizando de seu Know-how, participaram e acreditaram nessa expedição, oferecendo o suporte necessário quanto a equipamentos para encarar essa aventura. Suas mochilas, lanternas, repelentes e vestimentas em geral, foram bem empregadas. Turismo e divulgação – Muitas trilhas a serem desbravadas.E observando o pouco material de publicidade e matérias em mídias idôneas durante todos esses longos anos de trabalho, realmente continuará sendo complicado divulgar lugares assim e outros tantos, tão exuberantes e cheio de riquezas, se os responsáveis não “abrirem suas cabeças” e investirem, através de Feiras de Turismo (por exemplo), em acervos fotográficos e serviços de Jornalismo sim! É necessário unir forças, deixar a ambição de lado e expandir a mente, ampliando novos horizontes, conquistando novos parceiros, dando oportunidade de explorar novas atrações, descomplicar o complicado, e evidente, um mínimo de discernimento. E tal carência não é só “Privilégio” do Jalapão! Outros tantos lugares lindos do Brasil e não mostrados aos olhos do mundo, necessitam desse tipo de divulgação e passam despercebidos por uma simples questão de coordenação e interesse (ou muita burocracia, palavras e promessas, mas pouca ou nenhuma ação). Nesse caso, foi necessário uma empresa privada acreditar em meus trabalhos e uma Loja conceituada apoiar, para que mostrasse toda essa experiência e levasse mais informações a vocês. Algo que não vejo acontecer na prática quando se contata Governo e Órgãos Responsáveis pela divulgação dos locais que representam. O Jalapão – A ida
Acompanhe a matéria do começo ao fim e irá entender perfeitamente, nos mínimos detalhes, o que é estar no Coração do Brasil, no Deserto do Jalapão; a menina dos olhos do Governo do Tocantins e a referência maior do Parque Estadual do Jalapão. Dica importante: para os que querem conhecer o Deserto do Jalapão sozinhos, recomendo total cautela, pois é grande a possibilidade de perderem-se por lá ou na “melhor” das hipóteses, terem o carro com avarias e não conseguirem ajuda. Contrate empresas especializadas e faça de sua viagem, um lazer, um prazer. Em algumas regiões do Brasil, muitas agências não oferecem esse passeio tampouco o conhecem. E nos lugares em que esse tipo de vivência não é comercializado, recomendo entrar em contato direto com a Korubo, por exemplo. Mais fácil rápido e sem burocracias. Além disso, os interessados irão ser tratados de forma única, com total transparência e sem surpresas desagradáveis. Por uma questão de comodidade, oportunidade de fazer acontecer, segurança e economia, além da viabilidade de transportar meus equipamentos, optei em ir de avião de São Paulo a Palmas, com escala em Brasília, inclusive porque realmente tornaram-se mais baratas as passagens aéreas para essa região. Segundo informações do subsecretário do Turismo, Lúcio Flávio Marini Adorno, da ADTUR, mais companhias aéreas iriam operar com destino a Palmas, Estado do Tocantins. Além do mais, depois da chegada à Capital de Tocantins, a Empresa Safari Camp Korubo seria a responsável por tudo: transporte, alojamento, alimentação e guias. Dica: fique atento às ofertas que aparecem nos sites das Companhias Aéreas e principalmente se são Empresas idôneas e bem-estruturadas, para não passarem por um possível overbooking. Qual foi minha primeira grande surpresa ao chegar? Um final de tarde com temperatura muito agradável, pôr–do-sol de tirar o fôlego e céu típico de local não poluído, onde mesmo sendo final de tarde, já via com total clareza a Lua apontando. Esse mesmo hotel serviu de hospedagem na volta da expedição, onde se deu por encerrado os serviços da Korubo. Ida ao Acampamento Safari Camp Korubo
Dia seguinte e em todos os outros em que lá estive, o clima mudou, alternando entre chuvas fortes e passageiras e um pouco de sol. Clima típico de lá nessa estação do Ano; a época das chuvas, porém, clima quente. E essa mudança climática, de certa forma, acabou prejudicando o resultado das fotografias que eu desejava obter. Após o café da manhã e Check-out no Hotel, saímos de Palmas por volta das 08h30min horas em direção ao Parque Estadual do Jalapão, seguindo pela Rodovia Estadual TO-050 altura de Porto Nacional e depois pela TO-255, rumo a Ponte Alta do Tocantins. Seriam cerca de 300 km até o Safári Camp (Acampamento), com direito a paradas e almoço. À medida que nos distanciávamos da civilização, as paisagens do cerrado iam me envolvendo e seduzindo. Ao mesmo tempo, celulares e qualquer tipo de comunicação iam ficando para trás junto com meus pensamentos. Uma sensação indescritível sem preocupar-me com o que estava por vir e com o que estava em minha pauta. Era como se minha alma estivesse livre de todo e qualquer apego. Obrigação sim de apenas viver o momento e entregar-me por inteiro. Creio que estabeleci um Elo com a Mãe Natureza. A bordo de um caminhão novo e traçado (4x4), com cerca de 10 turistas, incluindo Suíços, todos iam relativamente quietos no começo da viagem por não nos conhecer ainda, mas nada que o convívio e o tempo não se encarregassem de formarmos uma amizade saudável. Afinal, iríamos viver essa aventura juntos por mais cinco dias. Enquanto Nelson dirigia, Miguel nos acompanhava e mostrava detalhes da região, explicando sua formação e para onde estávamos indo. E a união foi-se concretizando e fortalecendo. No veículo, confortável, diga-se de passagem, água gelada e potável à vontade e petiscos para ser adquirido, se desejarem. Acho importante frisar isso devido a minha experiência em viagens anteriores. Em alguns outros lugares, que não cito por questão de ética, cheguei a pagar “preço de ouro” para ter água, quando encontrava. Em Ponte Alta do Tocantins, cidade de 7000 habitantes, segundo censo do IBGE, finalmente paramos em um local simples, agradável e muito tranqüilo para um delicioso almoço caseiro. Ao mesmo tempo descansávamos e esticávamos as pernas. Dica: Se for fumante, habitue-se a ter em mãos um cinzero portátil. Além de não poluir o ambiente intacto de lá, exerça sua ação de preservar a Natureza. E convenhamos: bate um peso na consciência de pensar em jogar algo no chão. Cidade pequena e acolhedora, de pessoas simples no sentido de “status”, e grandes, como Humanos, eu percebi que era extremamente fácil fazer amigos. Isso é algo que em minha opinião, não tem preço. A seguir, voltamos ao nosso veículo rumo a Serra Geral, caminho para o Parque Estadual do Jalapão. Breve parada para começar a ver toda aquela riqueza muito de perto e sentir a força invisível da Natureza. Abaixo da estrada de terra que percorríamos, cerca de 20 km adiante em sentido a Mateiros, minha primeira grande surpresa: o Canyon de Suçuapara. Escondido através de uma trilha embrenhada em meio a uma vegetação baixa, com 15 metros de profundidade e cerca de 60 metros de comprimento, mostrava uma beleza admirável. Foi preciso descermos meio a essa vegetação para logo ouvir o barulho das águas e sentir o cheio da mata. Na pequena e curta trilha, sementes de uma planta que dá origem ao perfume Almíscar. Já lá embaixo, pés nas águas rasas e convidativas para caminhar sobre as mesmas, ao mesmo tempo em que apreciavam toda aquela exuberância. Águas que escoavam por fendas entre as rochas, criando seus próprios caminhos e desviando de obstáculos, gotejando entre as pedras ou caindo através dos gigantes cipós que lá havia. “Águas desviando de obstáculos e criando seus próprios caminhos”. Eis a meu ver, quando nos permitimos sermos nós mesmos e quebrando alguns paradigmas, mais um aprendizado que a natureza nos proporciona e respostas para muitas de nossas perguntas, soluções para inúmeros contratempos, ousadia para momentos temerosos, alegria quando perdermos o encanto e sensatez quando incautos . Para se ter uma vaga idéia da beleza do local, uma das fotos foi publicada pela Conceituada Revista National Geografic. Um lugar que nunca iria imaginar que lá existia, ao meio do “nada”, muito menos sob nossos pés. Eis mais uma surpresa ao ver como a Mãe Terra foi generosa com esse local. Ao mesmo tempo em que fazia Ecoturismo, ganhava experiência e Vivia a Vida, me deslumbrado com tudo aquilo e vivenciando sensações, longe de tudo e de todos. Talvez a grande magia desse lugar intacto fosse o fato de que é pouco explorado. Quando o faz, como essa Equipe e seus turistas, agem de modo totalmente consciente. Afinal, grandes são os “pequenos” gestos. Alguns integrantes aventuraram-se nessas fendas das rochas para sentir as águas que escoavam com força bruta e enquanto isso, eu cada vez mais admirado com o local, fotografava. Por ser um ambiente um pouco escuro, úmido e com muitos respingos de águas, foi necessário tomar alguns cuidados para não molhar as lentes, mas mesmo assim algumas fotos foram “prejudicadas”. E também era só uma parada rápida para conhecermos esse local; o Canyon da Sussuapara (ou Suçuapara). De lá, voltamos à estrada rumo ao acampamento, onde fomos interceptados por outros integrantes da equipe para seguirmos juntos. Aproveitamos o momento para um lanche rápido junto ao cerrado e a árida estrada de areia com terra vermelha, sendo que por volta das 18h00min horas chegamos ao Acampamento do Safári Camp. Em todos os locais que estive dentro do Parque Estadual do Jalapão, não havia sequer algum tipo de sujeira. Nem papel, bitucas de cigarros ou restos de alimentos. Portanto, se for visitar a região ou outro lugar qualquer, mantenha o hábito de apanhar seu lixo e não poluir o ambiente. O Safári Camp Korubo – Acomodações e estruturaUm excelente exemplo de Refúgio à beira-rio, interagindo com a natureza de uma maneira consciente e saudável. Engana-se quem imagina que íamos ficar dias em barracas comuns, daquelas usadas em Camping’s, abafadas e que poderíamos ter infiltrações de águas de chuvas vindas de cima ou por debaixo. São modelos de tendas baseadas nas que se usam na África, construídas sobre pequenos platôs que dão a altura ideal para não infiltrar água de chuva e adentrar em nosso espaço, possuindo camas, colchões, travesseiros (se necessitar de mais, peça-os), cobertor, janelas para arejar o ambiente, e dentro delas, ao fundo, banheiro com vaso e lavado. Tudo muito bem organizado, limpo e roupa de cama macia e cheirosa. A luz, que funciona somente de noite, é de diodo, que embora fraca, mostra-se suficiente para enxergarmos nossas coisas e acomodações. Afinal, para que luz artificial forte se havia a luz natural promovida pelo brilho das Estrelas e Lua? A eletricidade de lá é gerada por placas solares e geradores. Mais ao fundo das barracas, em recintos separados para ambos os sexos, existe o local de tomar banho, onde sua água além de ser pura, é aquecida através da energia solar acumulada. Mas não se apegue muito a isso: você irá passar praticamente o dia todo explorando o Parque, portanto, voltará apenas para se alimentar, tomar seu banho e recarregar suas baterias (tanto das Câmeras quanto as suas!) Mulheres: esqueçam secadores!Desapeguem de suas progressivas e ignorem suas luzes e chapinhas! Seus cabelos ficarão sempre úmidos devido ao entra e sai de rios, cachoeiras e lagos de águas puras e sem cloro. Portanto, ficarão naturalmente macios. À frente das barracas, cerca de 30 metros de distância, tínhamos o refeitório beirando o rio, com sua enorme mesa e bancos, onde nos deliciávamos com a refeição preparada por Nelson. Sim, o mesmo Nelson que nos conduziu até lá. Motorista e cozinheiro, esse simpático Paraense quem cuidou dessa parte durante toda a nossa estadia. Ao lado, o redário, onde poderíamos esticar nossos corpos quando quiséssemos, ou aproveitar para descansar após nossas caminhadas. Todas as instalações, como tendas, refeitório, redário, possuem telas para que os mosquitos e borrachudos não estragassem nosso passeio. Local de extrema limpeza, a primeira coisa que fiz foi tirar meus calçados e sentir aquela areia livre de sujeiras, pedras, galhos ou objetos que por ventura pudessem ferir os pés. Eu queria sentir em total plenitude a energia do local. E consegui! Curiosidade: parte da água é usada, onde passa por processo de última geração, sendo reutilizada para irrigação de plantas e limpeza da cozinha. Miguel, um de nossos guias, aquele que nos acompanhou em toda nossa caminhada até o Safári Camp, encarregou-se de mostrar-nos o local. Ao chegarmos, uma caipirinha foi oferecida como boas-vindas. Apesar de eu não beber, foi prazeroso para relaxar e apreciar o local, suas instalações, a beleza do rio, o barulho das águas e pássaros e o cheiro de natureza intacta. Mudanças de ares sempre são essenciais para renovarmos as energias e trocarmos experiências de vida. Águas essas, do Rio Novo, considerada uma das últimas potáveis do Planeta. Lógico que a vontade e curiosidade falaram mais alto e mergulhei nesse Rio de nas águas cristalinas, enquanto ao mesmo tempo, eu esperava o melhor momento para fotografar a beleza do céu que refletia suas nuvens nas águas. A tentação de experimentar dessa água do Rio Novo foi mais forte e cedi, bebendo-a com gosto, como faziam nossos pais e avôs nos bons e velhos tempos. Afinal, a região é rica nesse aspecto e não perderia essa oportunidade. Os que não quiseram entrar no Rio Novo quando chegamos, foram devorados pelos insetos. Fiquei admirado o porquê eu não havia sido picado, pois nem repelente usei durante os primeiros dias. A única e plausível explicação que achei, apesar de opiniões diversas e divergentes, seria que meu organismo por conta da imunidade e uso de Complexo Polivitamínico B há meses, exalava algum odor que espantava os mesmos ou, em outra hipótese, eu mesmo picado não sentia as coceiras, desconhecendo o motivo então. Após isso, captei mais imagens do entardecer e fomos jantar. Conversamos um pouco, nos conhecemos melhor e fomos descansar, pois dia seguinte teríamos muitas coisas para serem vividas. Deixei as baterias das máquinas com nosso guia para serem carregadas de noite e pegá-las de manhã, quando iniciaríamos as atividades. Isso se tornou algo comum e necessário em todos os dias. Dica: não se esquecer de carregar baterias de suas câmeras fotográficas, sempre! O 2º Dia no Safári CampDunas e Canoagem Logo cedo após o café fomos à beira do Rio Novo (o acampamento está às margens do mesmo), para a prática da canoagem, onde desceríamos o rio, ora remando, ora sendo levados pela correnteza, podendo ver e interagir junto ao local, além de praticar um esporte saudável. Manoel, gerente do local, explicou o que iríamos fazer e como remar. Outros integrantes da Equipe Korubo, auxiliavam-nos, colocando nossos coletes e capacetes. Por questão de praticidade e segurança, optei em usar a câmera compacta, mesmo tendo recursos limitados. Quanto às câmeras dos outros turistas, para que não fossem molhadas ou caíssem na água, foram embaladas e transportadas com total segurança por um dos integrantes da equipe até um local de parada. Remamos cerca de 1 hora e meia, em um percurso aproximado de 5 km, parando duas vezes para aguardar o resto dos turistas e ver muito de perto a vegetação e pássaros. Na época da seca, bancos de areia se formam nesse mesmo Rio, o que facilita ainda mais sairmos dos botes para olhar ou dar um pequeno mergulho em suas águas transparentes. Lá na frente aonde a correnteza se tornava mais forte, fomos orientados a permanecer-mos sempre juntos. A todo instante a Equipe dava suporte tanto aos que iam à frente, como em meu caso, quanto aos que acompanhavam os turistas. E sempre um integrante da Korubo ficava por último, para observar melhor e dar mais apoio ainda. Segurança total. Excelente! Em um determinado trecho, paramos todos à margem do Rio Novo, descansamos um pouco, mergulhando no mesmo para aliviar o cansaço, sentindo o prazer de liberdade e tivemos novas instruções. Iríamos passar por uma área de correnteza forte com uma pequena queda d’água. Para isso, teríamos que transpor o rio para a margem esquerda e após essa queda, eu e Manoel iríamos parar, para então os turistas descessem um por vez. Só assim eu poderia obter fotos daquele momento. E mesmo com o clima quente e nuvens carregadas, registrei esses momentos. Daí em diante, só aventura. Um a um, estando os turistas em duplas ou a sós, desceram. Alguns caíram nas águas, outros conseguiram passar. Dependia muito de onde se posicionasse os botes e da correnteza no momento. Mais adiante, esse mesmo Rio Novo divide-se em formato de ferradura, formando duas imponentes quedas d’água conhecida como a Cachoeira da Velha, com 100 metros de extensão e 25 metros de altura. Mesmo na estação de seca despeja grande volume de água. Após esse momento todos pararam em local estabelecido, onde mais outros guias nos aguardavam. Recolheram os botes, os remos e capacetes e os ajudamos a transportar ao veículo. Feito isso, voltamos ao acampamento para nosso primeiro almoço no local. Muitas variedades de comida, desde o tradicional Arroz com Feijão, acompanhadas de carnes e frango, até saladas e massas, como Nhoque. Para “ajudar” na digestão, excelentes sobremesas nos garantiam mais energia e uns quilinhos a mais que com certeza, iríamos perder nas caminhadas. Essa qualidade da refeição, assim como quantidade, sempre foi uma constante e que também eu não poderia deixar de citar e elogiar. De tarde – As Dunas
Ah, as Dunas do Jalapão... Finalmente! Após o almoço, um breve descanso e finalmente iríamos às Dunas, por volta das 15h30min. E meu desejo de vê-las de perto e estar sobre suas areias, olhando para um horizonte infinito de cores, rodeado de pura energia, seria concretizado. Indaguei o porquê não irmos mais cedo. A resposta: Simplesmente porque o espetáculo de mudanças de cores das areias e pôr-do-sol começaria sempre no final da tarde e iríamos ficar até anoitecer. As dunas do Jalapão estão em constante movimento, guiadas pelos ventos. Sua origem se deve a ação de erosão na Serra do Espírito Santo (ventos e chuvas) e sua formação arenosa. Aos pés da Serra do Espírito Santo, cerca de 20 km do acampamento, cercadas por infinitos chapadões, fomos de caminhão até a entrada que levaria a ela e prosseguimos a pé, pois se trata de área particular. Diante daquele cenário, literalmente parei! Fiquei estagnado com tal visão. Confesso que não conseguia concentração para fotografar. Estava literalmente hipnotizado diante do que via. Nunca vi nada igual. Mesmo nos meus tempos de Revista, onde abordávamos muito o Rally dos Sertões, ver as Dunas do Jalapão em fotografias e ouvir falar delas, é uma coisa. Estar lá, isolado de tudo e sobre todas aquelas enormes formações de areias aos seus pés, é outra coisa muito diferente e melhor. Não cabem quaisquer adjetivos para tal beleza e sensação. Indescritível! Aos pés dessa imensa parede de areia, corria um riacho de águas transparentes, proporcionando um cenário que somente Ele poderia nos dar. Mais parecia uma montagem de filmes de Hollywood com ajuda de efeitos visuais. Mas não! Era tudo natural. Dunas que chegam a 40 metros de altura e foram formadas há poucos anos, devido à ação da natureza. Ano após ano, essa área de areia cresce e segundo informações, em 2011 estima-se uma extensão de 8 km de comprimento por 2,5 km de largura. Enquanto eu ficava na dúvida se fotografava ou me contemplava com aquele cenário, os turistas perguntavam ao nosso guia Miguel como iríamos subir. Após breve risada, ele respondeu que a subida seria por ali mesmo. Subimos cerca de 40 metros ou mais, com uma inclinação mínima de 50º, calculo. No topo dela, “A Miragem”: areias de quartzo de coloração dourada, córregos de águas puras e transparentes, onde eu avistava o Pico da Serra do Espírito Santo contrastando com o azul do céu. Sentei nas areias alaranjadas enquanto as águas cristalinas do riacho molhavam meus pés. Fechei os olhos e respirei tudo aquilo. Mansidão no peito e tamanho respeito com a grandeza dessa natureza. Impossível descrever o que eu sentia. E veio a pergunta que eu fazia a mim mesmo: como registrar, fotografar na mais absoluta exatidão, tal formação? O pensamento se perdeu diante daquele deserto e aproveitei ao máximo aquele momento.
Andamos em grupos separados, pois cada qual estava tendo seu próprio momento, seguindo o caminho de nosso guia. Mas observei que bem lá trás, na intenção de não deixar nenhum turista se perder e prestar auxilio se necessário, vinha nosso outro guia Junior, que também era o nosso motorista a partir do momento que chegamos ao Safári Camp. E foi naqueles enormes bancos de areia que usei pela primeira vez (e muito pouco) a Câmera Profissional. Até então, por praticidade de transportar e facilidade de uso, sempre estive com uma boa câmera compacta. Algo que até o final da expedição foi uma constante. E fiz auto-retratos para registrar alguns momentos, apoiando a Câmera e usando Timer. Na imensidão daquele deserto, facilmente não avistávamos mais o grupo, devido à presença e grandeza das Dunas (inúmeras delas) em nossa frente. Era preciso seguir os passos deixados na areia úmida, nossos instintos e sentir a energia que subia pela sola de nossos pés. Foi como se regressasse ao berço da Mãe Natureza e senti então, como se estivesse no Ventre do Universo. Acolhido, amparado, energizado. Ele, a Natureza, ou seja lá o que você tem como verdade, só nos dá. Compete a nós seres Humanos, saber tratá-la e retribuir em forma de amor, carinho e conservação, ainda que por “pequenas atitudes” . Ao cair da tarde, começo da noite, foi perceptível a presença dos ventos mais fortes. Daí, voltamos ao acampamento. Todos extasiados, deslumbrados com o que viram e cada qual, interpretando e sentindo ao seu modo. Chegando ao acampamento, um banho e logo tratei de arquivar as fotos em uma mídia, pois já tinha bastante material rico e não podia perder isso por um descuido. Aproveitei e deixei baterias carregando. Após isso, o jantar. Naquela noite, tempestades com relâmpagos anunciavam a chegada de mais chuvas. E como disse, chuvas essas que são previsíveis e não atrapalham em nada nosso passeio, aventura, experiência. Brincando com câmera compacta, sem apoio algum, na frente de minha tenda, esperava um momento único de registrar um relâmpago. Tentei algumas vezes, mas como disse, é algo muito rápido e sem equipamento adequado, ainda mais sendo noite, é difícil. O 3º Dia no Safári CampCachoeira da Formiga e Poço do Fervedouro. Acordando sempre por volta do mesmo horário, após o esplendido café da manhã, peguei as baterias de minhas câmeras e fomos conhecer um local inusitado para mim, até então. Como disse anteriormente, não me prendi a roteiros à medida que ficava por lá. Desliguei-me de tudo e estava em sintonia comigo mesmo. Saindo por volta das 08 horas da manhã, nosso roteiro foi alterado devido à mudança climática. Primeiro fomos a Cachoeira da Formiga, mesmo debaixo de chuva fraca. Porém, em nenhum momento em que estive no Parque Estadual do Jalapão e Acampamento da Korubo, assim como em outros passeios, necessitei de agasalhos. O clima era quente e convidativo a aproveitar ao máximo todos os atrativos. Em torno de 30º C. Cachoeira da Formiga e Poço do Fervedouro, locais a serem visitados naquele dia, estão a cerca de 70 km do Acampamento do Safári Camp, no Município de Mateiros. Estando lá, o grupo observou bem o local e timidamente foram entrando na Cachoeira da Formiga. Uma vez lá, o difícil era querer sair. Uma verdadeira sessão de hidromassagem natural era proporcionada pela correnteza das águas. Famosa pelas águas cristalinas em tons de verde, esmeralda e azul, realçando com o fundo de areia branca, basta abrir os olhos debaixo da água e ver os peixinhos que por lá habitam, formando uma espécie de aquário natural. Digamos que sai de lá, revigorado e mais uma vez, impressionado com a região toda, cheio de extremos, indo de um deserto a poços e quedas de águas límpidas. Ficamos cerca de 1 hora por lá nos divertindo muito e então fomos à direção ao Poço do Fervedouro, que ficava próximo dali. Eis então, outra surpresa que mais parecia ser uma “outra Miragem”: um lindo lago com cerca de 6 metros de diâmetro, de águas límpidas, mornas e cercadas de bananeiras da espécie marmelo, mais parecendo um Oásis em meio à mata. Podendo entrar somente seis pessoas por vez e sendo também uma propriedade particular, eis que nosso guia queria saber quem seria o primeiro a entrar e ter uma surpresa. Silêncio total entre o grupo, pois falando desse modo, ainda que confiássemos muito nele, não sabia o que nos esperava. Como eu estava lá para vivenciar cada momento, fui o primeiro a entrar sem pestanejar. Ao mesmo tempo em que timidamente o sol parecia querer apontar, segui as instruções, onde ele dizia para ir caminhando dentro do lago (conseguia ver meus pés de tão transparente que as águas eram), e lá na frente, cerca de uns 3 metros adiante, a surpresa. E o que seria essa surpresa? Caminhei em passos largos, rápido, conforme ele disse e eis que afundei repentinamente. Ao mesmo tempo, em frações de segundos, submergi com tal velocidade que acabei não entendendo a princípio. Após tentar mergulhar mais fundo naquele pedaço, notei que era impossível afundar. Fenômeno conhecido como ressurgência. Uma nascente subterrânea impede que as pessoas afundem, mesmo que queiram. O único modo que encontrei de permanecer imóvel dentro do Poço do Fervedouro foi ficar sobre a nascente ou outro local qualquer, movimentando as pernas como se estivesse pedalando. Daí, o equilíbrio era estabelecido e poderia ficar apreciando ao redor, à medida que as borbulhas das nascentes associadas à temperatura da água provocavam novamente uma massagem relaxante. Em questão de poucos minutos, ao voltar para buscar minha Câmera, me deparei com uma criança de aparentava seus oito anos e que nos observava. Conversando com ela, fiquei sabendo mais da vida dos habitantes de lá, como iam estudar e coisas assim. E ao voltar ao lago, nesse pouco tempo, o sol tinha aparecido novamente, proporcionando outras imagens com mais vida e beleza. Creio que ficamos cerca de uma hora nesse local. De lá, muito próximo, fomos ao Fervedouro do Soninho, outro poço com as mesmas características: águas puras, transparentes e mornas. Exatamente como o poço anterior, é um lago maior onde acontece o fenômeno da ressurgência. Experimentei saltar de um tronco de árvore caído que por lá havia e o resultado foi o mesmo: emergi com a mesma força que mergulhei. Lá mesmo, no Fervedouro do Soninho, em uma cabana bem ao estilo da região, coberta por folhagem, construída com alvenaria e madeira da região, almoçamos. E veio na hora certa, pois caminhar e nadar, ainda mais com aquela massagem terapêutica natural na Cachoeira da Formiga, foi providencial para dar aquela sensação de leve sono. Após isso, fomos a Mateiros, outra cidade nas redondezas do Parque, para que víssemos artesanato feito do Capim Dourado, bebidas da região e muito mais. E por essas estradas, avistei placas indicando Quilombolas. Senti enorme vontade de estar lá e interagir com o local, mas não estava em nosso roteiro. Quilombolas é designação comum aos escravos refugiados em quilombos, ou descendentes de escravos negros cujos antepassados no período da escravidão fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar, fazendas e pequenas propriedades onde executavam diversos trabalhos braçais para formar pequenos vilarejos chamados de quilombos. Lógico que eu consumista declarado de café, fui logo atrás de um. Miguel, nosso guia, nos levou a uma conhecida dele, uma senhora de nome Dona Rosa, onde tomamos nossos cafés e “proseamos” um pouco sobre toda aquela região. Pequena no número de habitantes, mas grande em solidariedade, é notório o crescimento e investimento feito. Trata-se de uma cidade com cerca de 2000 habitantes, mas de com uma renda surpreendente para o tamanho da mesma, segundo informações. Praça sendo refeita, algumas ruas já asfaltadas e outras com projetos para serem cumpridos, projetam uma perspectiva de vida muito boa para os que vêm de fora e estabelecem-se por lá. Vale a pena lembrar desse nome: Mateiros. E grande pela sua hospitalidade. Quer mais? Capim dourado. Curiosidade: A comercialização das peças também se tornou lucrativo negócio para atravessadores, que compram as peças diretamente de artesãs ou de Associações locais a preços módicos (e muitas vezes fiado) e revendem a lojistas ou em lojas próprias nas capitais brasileiras a preços exorbitantes que chegam a atingir 25 vezes o preço de compra. De fato, este artesanato pode valer mais do que ouro para quem o comercializa. Entardecendo, ao mesmo tempo em que descansava a bordo do veículo, retornando ao acampamento, meus pensamentos se dispersavam nas paisagens que avistava. Estradas de terra vermelha ou asfalto junto àquele cerrado, a única companhia era a vegetação, o céu, as nuvens e aquela chuva que alimentava a alma. Sentia um cansaço gostoso. Apenas um cansaço físico junto com uma enorme felicidade e satisfação. Já no acampamento, os mesmos procedimentos de outros dias. Sabíamos que dia seguinte seria explorar a Serra do Espírito Santo e para isso teríamos que madrugar. Serra do Espírito Santo e MiranteComigo, meus equipamentos que sempre os carregava e muita vontade de ver mais e mais. Seriam cerca de 900 metros de caminhada para atingirmos uma altitude de 700 metros. Dica: Esse trecho não é recomendado para pessoas com problemas cardíacos. Segundo eles, houve raros casos de pessoas que chegaram a ter convulsões ou perder os sentidos ao chegar ao cume. Em grupo, subimos a estreita e inclinada trilha por entre seus arbustos e obstáculos que teríamos que superar. Algumas pedras no caminho, mas com muita força e determinação, motivado por uma energia interior, acredito que transcendi tudo isso para ter um momento de relaxar e estar em contato direto com a natureza e comigo mesmo. A Serra do Espírito Santo é considerada o cartão postal da região. No cume dela, após uma caminhada de 3 km em área plana, chegamos ao Mirante, onde é possível se ter uma visão privilegiada de toda a região, sendo ideal para apreciar as paisagens e horizontes do Jalapão. Devido sua formação arenosa e ao processo de erosão (chuvas e ventos), aos seus pés formaram-se aquela enorme extensão de areia cobrindo a vegetação local, formando as Dunas. Chegando ao topo, recuperando nossos fôlegos, logo foi oferecida uma espécie de energético natural. Descansamos um pouco, alonguei meus músculos para então prosseguir rumo ao ponto a ser alcançado. O Mirante. E valeu a pena toda minha persistência. No alto dela, em uma área plana e cheia de vegetação baixa, observava seus arbustos inclinados pela força provocada pelo vento, onde havia muitas espécies variadas de plantas da região e uma trilha que iria seguir para chegar ao Mirante. E no alto da Serra do Espírito Santo, a caminhada até o Mirante foi tranqüila e sem desgaste. Acredito que o fato de estar sem pressa, apreciando tudo aquilo e constantemente conversando com cada um dos turistas, foi um grande estímulo nesse trecho. E quando percebi, já estava lá vendo o horizonte do Jalapão. Meus olhos presenciaram e registraram momentos únicos. Uma beleza imensurável ao avistar toda aquela região e sentia-me uma gota em um oceano diante de toda aquela profunda riqueza. Um paradoxo: ao mesmo tempo, agradecia por ter seguido minha intuição, ir aos meus limites e ser recompensado e abençoado por estar ali. Ainda no mesmo local, fiquei sabendo que voltando ao ponto de partida no cume e caminhando mais 500 metros, poderíamos ver outro Mirante. Lógico que fui uns dos primeiros a pedir para nos levar, afinal, depois de tanto esforço queria ver outros ângulos do mesmo horizonte exuberante. Voltamos pela mesma trilha e avançamos em outra direção.
Aos pés da enorme formação, avistava as Dunas do Jalapão que eram muito pequenas diante da distância e altura que eu estava. Chapadões que mais pareciam pinturas faziam parte daquela “Obra”. Até o veículo que nos transportava, era um ponto muito pequeno que precisava ser visto com muita atenção para não passar despercebido. Respirei aquele ar puro, abri os braços e sentia o vento alimentando minha alma ao mesmo tempo em que acariciava meu rosto. Estavam sacramentadas todas as sensações e experiências que tive nesse local. E após tudo isso, de volta ao trecho que nos levaria de volta ao pé da Serra. Descida árdua, fui com muito cuidado, desviando de obstáculos e por muitas vezes apoiando as mãos para não escorregar. Calçados apropriados foram bem empregados nesses trechos. Já lá embaixo, foi oferecido doce de amendoim para recuperarmos um pouco de todo desgaste e muita água para hidratar o corpo. Dicas: use calçado apropriado, de preferência. Considero importante ir se hidratando ao longo da caminhada. Pare e respire se necessário for e estabeleça o seu próprio ritmo. Voltando ao AcampamentoLá pelas tantas, de volta ao nosso acampamento, fui direto mergulhar nas águas do Rio Novo para depois almoçar. E segundo o roteiro, teríamos a tarde livre para andarmos pelos arredores do Safári Camp ou simplesmente não fazer nada. Aproveitei a ocasião para descarregar as fotografias e recarregar as baterias. O cansaço gratificante de ter levantado muito cedo e feito todo esse esforço foi recomposto quando fui ao redário descansar um pouco. Não só eu, mas a maioria dos turistas recolheram-se, seja em suas tendas ou nas redes a beira do rio. Explico o porquê da expressão “Cansaço gratificante”: Por mais que tenha ficado fisicamente exausto devido à força física empregada e do compromisso de ter acordado muito cedo diante dos outros dias, eu estava alimentado de energia e muitas informações. Por muitas vezes, ver tais caminhos com seus obstáculos, a visão lá do alto, a imagem marcante daquelas dunas e lagos de águas límpidas, fizeram com que eu refletisse sobre muitos assuntos e conceitos. E isso em minha opinião, é gritante, gratificante! Ao cair da tarde, já recomposto depois de um delicioso descanso às margens do Rio Novo, onde sentia a brisa suave e o barulho das águas e pássaros, que mais soavam como uma sinfonia aos meus ouvidos, andei pelos arredores e pensei em tudo que vi. Pessoas simples e ricas em presença de espírito. Outras, acostumadas com as dificuldades de locomoção, como por exemplo, ir à escola, eram alegres, singelas e receptivas, mesmo tendo uma vida difícil. Ali, no meio daquele “nada”, tinham tudo. Tudo o que era necessário para se viver bem, sem o “Stress” e correrias de cidades grandes e muitas vezes desumanas. Gente que se ajudava mutuamente sem nada em troca querer. Cumprimentavam-me com um sorriso estampado no rosto e a certeza de trazer paz e harmonia dentro de seus corações ao ponto de conversarmos de igual para igual. E eis onde quero chegar. Somos iguais! Seja lá ou em outro lugar qualquer, conviver com pessoas que não trazem preconceitos, não usam máscaras ou tampouco destilam venenos em seus corações, é raro. E foi tudo isso e mais um pouco que senti ao estar nesse “Paraíso”. Não só a beleza do local, mas também a energia positiva que vinham da Natureza e das pessoas, encantava. A sensação de liberdade e de igualdade fez grande diferença nesse Safári. Acredito que eu quiser que o mundo melhore, tenho que começar por mim. Eis o que tento fazer sempre. Ser eu mesmo! Já de noite, mesmo com chuva apontando em nossa direção, iríamos participar de uma fogueira, como sinal de despedida, já que era nossa última noite no local. Fiz questão de estar lá e registrar tudo isso de alguma forma. Afinal, com ou sem chuva era a última noite. Calculo que estávamos em quatro, cinco pessoas no máximo, mas tudo bem. Tenho como verdade que são momentos únicos e que nunca mais irão voltar, ainda que circunstâncias muito parecidas possam passar essa impressão. O momento era aquele e por lá fiquei. O Último dia - Cachoeira da Velha e o retorno a PalmasAmanheceu um dia realmente convidativo a ficarmos debaixo de nossos cobertores, ouvindo o barulho da chuva. O tempo mudou radicalmente e transformou o cenário. Era só chuva, a ponto de optarmos em ir ou não a Cachoeira da Velha. Tempestade essa que tive que usar guarda-chuva e capa de chuva fornecida pela Korubo. Deixo claro que a opção foi nossa: Todos, usando bom senso e lógica, decidimos por ir direto a Palmas. Afinal, o que iríamos ver e fotografar com uma tempestade daquelas? E como descrito no Roteiro da Korubo, “veículos e roteiro poderão ser alterados de acordo com condições climáticas...”. Fonte: Governo do Estado do Tocantins Mesmo eu não tendo ido e consequentemente sem fotografias do local, insiro uma de divulgação, para que tenham uma noção da atração. Como mencionei anteriormente, é uma queda d’água de 25 metros. A mais famosa cachoeira do Jalapão. E debaixo de um temporal, fomos tranquilamente seguindo os caminhos que nos levariam até a Capital de Tocantins. Seria cerca de 300 km feito em poucas horas, sempre com direito a paradas. Chegamos ao final da tarde e por conta da Korubo nos hospedamos, onde daí terminaria os serviços da mesma. Como uma espécie de cortesia e pedido de desculpas (o que não era necessário) por não termos ido à Cachoeira da Velha, foi oferecido um jantar. Por volta das 20 horas estávamos todos lá, conversando, rindo, tirando fotos para recordarmos desses momentos e trocando contatos. E ter ido a um paraíso desses, com segurança e comodidade, deixou aquele gostinho de “quero ficar mais” quando me despedi, pois além do lugar admirável, a população é acolhedora, simples e muito humana.Espero retornar a esse Paraíso na primeira oportunidade. Dividimos esse momento com Nelson, o cozinheiro e motorista que nos trouxe de volta a Palmas. Cada grupo voltou ao seu respectivo hotel onde dia seguinte, embarcaríamos de volta aos nossos destinos. Mas eu quem tracei meu destino, ao optar em ficar em Palmas e explorar toda a região. Considerações FinaisToda essa vivência mexeu demais com meus conceitos e sentimentos. Percebi novamente que temos ainda muitos caminhos e obstáculos a serem vencidos. Senti que tenho mais força do que imagino quando menos a espero. E toda troca de energia e informações com o Jalapão e as pessoas, só agregaram mais conhecimento, valorizando ainda mais o ser Humano, a Mãe Terra e minha própria vida. Eu me permiti estar integrado com tudo isso, tanto fisicamente como principalmente, psicologicamente. Nessa estrada em que estive, somente eu poderia seguir a mim mesmo. Aprendi mais ainda que não importa o que eu sou, mas sim, quem eu sou. E mais uma vez vi que todos somos iguais e que opiniões devem ser respeitadas. Minha alma, meu espírito, meu corpo, eram alados, livres e desapegados de qualquer coisa. Convite – O meu Compromisso
Convido a todos os leitores, Editores, Jornalistas, Agências, Operadoras de Turismo Receptivo, Circuitos, Órgãos Governamentais, Assessores, Governadores, Deputados, Prefeitos, Secretárias de Turismo, Fabricantes de vestimentas e calçados, Empresas e Futuros Parceiros a participarem dessa coluna e fazer parte de meus trabalhos. Todas e quaisquer opiniões e comentários, aqui nesse espaço, serão respeitados e respondidos. Eis meu compromisso com vocês. Dicas do AutorAlém das dicas ao longo da coluna e no próprio site da Korubo, cito mais algumas dicas baseadas na experiência de tive: Distância de Palmas a outras Capitais
Aracaju 1662 km Agradecimentos
A todos os leitores que acompanham e participam da colunas e às Lojas Mundo Terra que acredita em meu trabalho e apoiou essa expedição. ServiçosO Safari Camp Korubo é encarregado de toda parte de transporte, estadia e alimentação a partir do momento que começar a expedição. Parceria e Apoio
• Lojas Mundo Terra - Sua loja de camping, viagem, lazer, esporte e aventura - Loja com venda on-line de produtos para camping, aventura, trekking, mergulho, roupas de inverno, corrida, esportes e muito mais. Abraços Sites Copyright 2011 - Eduardo Andreassi - Todos os direitos reservados
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Comentários |
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Marciapostado: 1/6/2011 07:40:44![]() Parabéns pela reportagem! Um guia completo sobre este lugar, que realmente, não conseguimos informações completas e tão detalhadas. Suas fotos são um capítulo a parte. Impressionantes! |
Marcia e Cia, tudo bem? De antemão, obrigado pelos comentários e os elogios. E se não tivesse chovido, creio que as fotos seriam bastante diferentes. Porém, em meu ofício, com chuva, neve, sol, noite, garoa, tenho que obter fotos boas. Abraços |
Lenna Borgespostado: 2/6/2011 08:39:28![]() Puxa vida Andreassi, que texto emocionante e que fotos lindas!!! Moro em Palmas e tbem já tive/vivi esta experiência. Depois que retornei do passeio sonhava todas as noites com o jalapão, nadando nas águas límpidas do Rio Novo, da cachoeira do Formiga, da Velha e da Prainha. De fato é uma experiência de vida. Se tiver um tempinho veja como relatei minha visita: http://encantosdocerrado.com.br/n/1053 Ps: sou mineira de berço/nascimento, mas meu coração já é tocantinense. |
Cara Lenna, tudo bem? Obrigado pelos inúmeros elogios e fique ciente de que também gostei de seu material. Muito obrigado por participar!!! Abraços |
Dalilapostado: 3/6/2011 21:41:15![]() Eu amo a natureza ,pra mimé um paraiso |
Dalila, como vai? Antes de tudo, obrigado por sua participação. Continue por aqui, vide outros lugares que abordei e espero que goste. Forte abraço. Atenciosamente, |
Anapostado: 4/6/2011 05:44:13![]() Acabei de fazer uma viagem "virtual" maravilhosa. Excelente reportagem com lindíssimas fotografias e "dicas" e consêlhos muito úteis. |
Cara Ana, Gratificante ver que meus trabalhos, Jalapão no caso, atravessou fronteiras e chegou na Europa. Mais precisamente, França. Mutíssimo obrigado por participar, comentar e pelos elogios. Abraços |
maria cliapostado: 4/6/2011 19:59:44![]() adorei,so nestes paraisos para recuperar as energias. |
Olá Maria, como vai? |
janetepostado: 6/6/2011 00:58:48![]() uau!!! |
Olá Janete, Obrigado. Presumo que gostou e isso me deixa satisfeito. |
Giselle Mellopostado: 6/6/2011 08:33:32![]() Ótima matéria ! Lindas fotos !! Estive no Jalapão em julho de 2010 o lugar é realmente fantástico !! Simples e lindo ! As pessoas e o modo de viver um capítulo a parte e todo especial ! Fizemos, eu e meu namorado, uma viagem de mochileiros e é perfeitamente possível e bem mais barata. Realmente existem poucos agentes de turismo na região o que torna um pouco mais difícil mas é possível alugar um carro em Palmas, sugiro um 4X4 e fazer todo o passeio sozinho. Em Ponte Alta vc encontra algumas pessoas que fazem o serviço de guia e tem um 4X4, como a D. Lazara e o Beleco, simpáticos e prestativos. Quem for não perca a oportunidade de comer no Beléco, na D. Rosa em Mateiros, comprem muito capim dourado e não percam uma única oportunidade de se banhar no Rio Novo, é uma delícia !! Uma viagem maravilhosa em todos os sentindos !! |
Giselle, como vai? Excelente participação e dicas. Fica resgistrado uma opção a mais para quem quer se aventurar naquelas maravilhas, gastando menos. Agora, espero que outros leitores e interessados leiam esse comentário e se permitam... Abraços |
Lortainepostado: 6/6/2011 13:33:14![]() Estou indo pro Jalapão com meu marido dia 8 de julho gostaríamos de ir direto pro Jalapão, mas os passeios estão muito caros pra nós há outras alternativas de conhcer o Jalapão mais em conta. |
Cara Lortaine, Assim, tão detalhado como citei e com total segurança, sem contratempos, realmente desconheço. Abraços |
Edimilsonpostado: 6/6/2011 17:18:52![]() Parabéns e obrigado por proporcionar apreciar tamanha beleza. Como amante da natureza só tenho que me render à esta generosidade. |
Olá Edimilson, como vai? Obrigado por sua participação e continuo a citar que sem leitores como você, não há proposito em escrever. |
CRISTIANE KESYApostado: 6/6/2011 23:16:53![]() ANDRE,AMEI AS FOTOS.O LUGAR E MARAVILHOSO. |
Obrigado antes de mais nada. Abraços |
Miharupostado: 7/6/2011 13:09:56![]() Meu marido e eu chegamos há uma semana de caminhada de 30 dias de Saint Jean a Santiago de Compostela ... meu pé ainda está um pouco inchado, mas já analisava minha lista de "lugares para visitar ..". Com a sua matéria me empolguei mais ainda e espero realizar em 2012. Parabéns pelo excelente trabalho e um grande abraço. |
Pés que trilham seus caminhos e transpõe obstáculos, em busca de uma realização, um sonho, uma vivência, sempre única. Grato por interagir. Atenciosamente |
RITA BARROSpostado: 8/6/2011 04:00:58![]() LINDA SUA VIAGEM ,MOREI EM PALMAS POR 2 ANOS E INFELIZMENTE NÃO TIVE OPORTUNIDADE DE CONHECER O JALAPÃO,MAS CONHECI OUTROS LUGARES MARAVILHOSOS DO TOCANTINS EX:TAQUARUSSU,COM VARIAS E LINDAS CACHOEIRAS,AS PRAIAS DO RIO ARAGUAIA E AS PRAIAS DO LAGO DE PALMAS,SOU APAIXONADA COM TUDO ISSO E EM JULHO ESTAREI DE VOLTA ,PARABENS... |
Oi Rita, como vai? Abraços |
Valéria Dias dos Santospostado: 9/6/2011 00:41:11![]() Que maravilhas de Deus! Que lugares inefáveis! Sem palavras amigo. Tudo isso é muito lindo! Nosso Deus nos surpreende com a sua maravilhosa criação! Parabéns!!!!! |
Valéria, como vai? Parabéns ao Criador, e só não obtive fotos melhores devido ao tempo. Obrigado por participar. |
Francisco Cavalcante de Carvalho-Cepostado: 9/6/2011 09:03:19![]() Parabéns pela reportagem. Certamente é um lugar que quero conhecer. São lugares assim que me fazem sentir orgulho de ser brasileiro. Com certeza irei conhecer, espero que em breve. Muito obrigado pela dica. |
Caro Francisco, Reportagem!! É justamente como trato esse espaço e divulgo. Grato por sua participação. Venha sempre. Abraços Atenciosamente, |
Carlos Roberto Palmeirapostado: 9/6/2011 23:05:32![]() Caro Eduardo, linda a reportagem de sua viagem e aventura no Jalapão!!! |
Caro Carlos, De antemão, grato por suas palavras e participação, além de sugerir que visitem seu portal. Mais uma vez, obrigado pelas palavras. |
CRISTIANE KESYApostado: 10/6/2011 22:56:48![]() EDUARDO MEU QUERIDO!!!! |
Minha cara Cris, "Sim sonhos se realizam, basta acreditar e fazer sua parte para que aconteça". |
ANTONIO / JOSENILDApostado: 11/6/2011 18:45:16![]() FANTASTICA A MATERIA, VIMOS OTEM A MATERIA DO GLOBO REPORTE(DEIXOU A DESEJAR)CONHECEMOS OS PRINCIPAIS LUGARES TURISTICOS DO NORDESTE(TODOS)E GOSTARIAMOS DE CONHECER ESTA REGIAO POSSIVELMENTE EM JANEIRO PROXIMO, SERIA POSSIVEL VOCES NOS DAREM UM VALOR APROXIMADO DE QUANTO GASTARIAMOS E QUANTOS DIAS PARA CONHECER A REGIAO ? GRATO |
Antonio e Josenida, como estão? E....muitíssimo obrigado pelo elogio e fico feliz que tenham gostado! Espero que tenha ajudado e desejo que aproveitem mesmo esse paraíso que é o Jalapão. |
Marcelapostado: 13/6/2011 10:20:21![]() Excelente postagem, belas imagens e ambiente que só incentiva o ideal de preservação! A crítica que faço é quanto aos preços dos pacotes turísticos no Brasil, especialmente na região, que excedem o ideal aventureiro e limitam o desbravamento em viagens. |
Olá Marcela, tudo bem? Abraços |
DEVANICE RODRIGUES DE SOUZApostado: 13/6/2011 13:58:02![]() Ola! Eduardo |
Cara Devanice, como vai? Grato por sua participação, querida conterrânea. |
Laura Ribeiro Marajópostado: 13/6/2011 14:14:03![]() Andreassi adorei suas fotos e toda a sua aventura no Jalapão, você está de parabéns pela viagem, pela fotos que relamente são de arrasar. Admiro como você curte a vida e a natureza.Espero um dia participar de algum passeio para sentir esta aventura. |
Cara Laura,como vai? Muito obrigado pelas palavras de elogios. Realmente quando tenho oportunidade (tempo, investimento, interesse de Órgãos,Circuitos...), aproveito ao máximo, não só por mim, mas sim para você leitora. |
Erika Ioriopostado: 22/6/2011 08:08:54![]() Eduardo, posso dizer que chorei ao ler sua reportagem. A natureza, as coisas que Deus criou para nós me emocionam muito. Estou tentando contato com a Korubo para fazer essa viagem e sentir a emoção que o lugar desperta. Parabéns pela eloquencia, fotos e sensibilidade. Amei. Abraços |
Cara Erika, De antemão peço desculpas pela demora em responder e agradeço desde já sua participação. Espero que consiga ir, aproveitar e que retorne aqui para relatar como foi de "viagens" (física e espiritual). Abraços cordiais. |
Camila Motapostado: 28/6/2011 13:55:33![]() Eduardo, parabéns pela riqueza dos detalhes. |
Cara Camila, como vai? À todo instante procurei passar o máximo de informações precisas, onde averiguei tudo muito minuciosamente. Só não o fiz mais porque não há o que escrever; é preciso que cada um vivêncie à sua maneira. Forte abraço. |
Celinapostado: 28/6/2011 20:56:31![]() Eduardo, confesso que suas palavras me levaram às lágrimas de emoção.Também sou amante dessas aventuras e sei que diante de tanta beleza a gente emudece e se rende ao Criador.Deu prá saber que vc é uma pessoa de grande sensibilidade e à medida que fui lendo, mais e mais aumentava a vontade de também vivenciar essa experiência tão maravilhosa.Conheci as imagens do Jalapão assistindo ao Globo Repórter do dia 10/06.Fiquei encantada!E suas fotos só vieram confirmar aquelas belezas.Parabéns pelas fotos, pela poesia de suas palavras e pelo amor à natureza!Continue a nos encantar com as suas descobertas.Espero poder ir lá algum dia!Grande abraço.Celina-São José dos Campos-SP |
Celina, Celina, acredito que sonhando e acreditando, irás conhecer essa região ou outras tão encantadoras. Eduardo Andreassi |
Ana Bandeirapostado: 29/6/2011 08:23:40![]() Olá Eduardo, como prometi vim aqui falar da viagem que fiz, seguindo uma dica sua, a Monte Verde - MG. Adorei. Que maravilha! As crianças amaram. Tem passeio e diversão para todas as idades, os restaurantes e bares são muito aconchegantes e o clima estava divino. Todos gostamos muito e recomendamos a quem procura um lugar agradável, frio e com um povo muito simpático. Já indiquei outras pessoas que vão em julho. Muito obrigada pela dica. Próximo ano, estaremos procurando um lugar semelhante para viajar, conto com vc para outra boa dica de lugar frio e bonito. |
Olá Ana, como vai? Pelo visto, bem e feliz, não? Ótimo que gostou de tudo que mostrei em matérias anteriores e indiquei recentemente. Realmente averiguo tudo nos mínimos detalhes devido a minha profissão e respeito com vocês leitores, que seguem meus trabalhos e indicações. Até a próxima Ana. Atenciosamente, |
Luiz otáviopostado: 29/6/2011 13:48:11![]() Olá |
Cara Luiz, como vai? Por esse motivo e por ter sido convidado que fui pela Korubo. Grato por sua participação e por ter gostado de meu material. Atenciosamente, |]] |
valmirapostado: 29/6/2011 19:38:56![]() ola eduardo! adorei sua materia...estive la em setembro e confirmo td que vc editou sobre jalapao P.S. e olha q ja tenho 70 anos,e fiz td o passeio |
Cara Valmira, como vai? Mais uma sugestão importante de receptivos e alternativas para conhecer essa região. Ótimo e obrigado pela informação, que outros leitores terão acesso. Grato pelo elogio e participaão. |
Douglesias Pinheiropostado: 30/6/2011 15:25:59![]() ...Eduardo, li seu artigo na ECOviagem....na net....ADOREI..., menino vc fez um relato maravilhoso....ME VI NAQUELA EXCURSÃO.....NAQUELE GRUPO...amei as fotos......senti me nadando nos rios, nas cachoeiras....ouvi o canto dos pássaros.....comi a comida lá daquele lugar no meio do nada.....as dunas.....Rapaz como é lindo aquilo lá... PARABÉNS!!!!!!!!!!! penso que um dia vou lá....só criar coragem....aaah aqueles lagos....O JALAPÃO É O CÉU....É O PARAÍSO!!!!!!!!!!! Me leva lá....amigo....como participar de uma excursão....??????? |
Cara Douglesias, De antemão, muitíssimo obrigado pelos elogios às fotos e matéria. E retorne aqui, para dar seu parecer. Forte Abraço Atenciosamente, |
Miltonpostado: 2/7/2011 15:47:54![]() Eduardo parabéns, simplismente encantadora sua maneira de falar deste cenário, mostrando sua enorme sensibilidade.Já tinha nos meus planos uma viagem ao Jalapão, agora recebi mais um incentivo e com certeza vou até lá. |
Presado Milton, Agradeço desde já sua participação e comentário sobre meus trabalhos. Tenho certeza que se sonhar, seu desejo irá tornar-se realizade. Quando retornar, está convidado a compartilhar de sua experiência aqui conosco. Forte Abraço!!! Atenciosamente, |
Eliseu Rodrigues Drumondpostado: 2/7/2011 16:15:49![]() Caro Andreassi, Gratificante ler uma matéria desse porte. Mais impressionante ainda o modo eloquente que reporta, ao mesmo tempo que divulga e "alfineta" todos nós, incluindo essas Agências, Órgãos responsáveis e muitos outros. Abraços Eliseu Rodrigues Drumond |
Caro colega Eliseu, Agradeço imensamente por sua participação e palavras de elogios aos meus trabalhos. |
Moacyrpostado: 7/7/2011 09:41:43![]() Que fotos!! |
Caro Moacyr, como vai? www.andreassifotos.com.br www.eduardoandreassi.com http://eduardoandreassi.ecoviagem.com.br |]] |
Magally Quintanilhapostado: 7/7/2011 18:12:20![]() Nossa! é uma reportagem digna de revistas de alto nível no ramo; Para mim, foi uma "viagem", a qual não pude fazer quando estive em Palmas em razão da viagem de volta marcada previamente.Jurei a mim mesma que voltaria, e se Deus quiser, voltarei. |
Cara Magally, De antemão, muitíssimo obrigado por participar e por suas palavras de elogios. Agradeço novamente sua participação. Atenciosamente, www.eduardoandreassi.com |
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