APA de Capivari-Monos - SP

A Reserva de Capivari-Monos está localizada na cidade de São Paulo, onde ninguém possa imaginar que existe tamanha exuberância, tão próxima da agitação e poluição.

  
  

Chegando lá

Corredeiras do Rio Capivari

Quando fomos convidados a conhecer a Área de Proteção Ambiental (APA) - Capivari-Monos, logo pensei nas vantagens da caminhada de um dia: é o ideal para quem está há muito tempo sem caminhar ou mesmo nunca caminhou, para quem não pode ficar dois dias fora de casa nos finais de semana, para quem quer relaxar e tirar o estresse da semana corrida que se tem numa cidade como a de São Paulo.

Flor da Quaresmeira

A Reserva de Capivari-Monos está localizada na cidade de São Paulo, onde ninguém possa imaginar que existe tamanha exuberância, tão próxima da agitação e poluição. Apenas 50 quilômetros do centro da capital rumo à zona sul, faz divisa com o município de Itanhaem. Nos anos 40 parte da região foi devastada, após o reflorestamento a área foi toda recuperada, mantendo as características de mata atlântica.

A van da operadora de turismo ecológico Andaluzs Adventures, partiu do metrô Santa Cruz com quase uma hora de atraso. Como era mais conveniente, eu e o fotógrafo Dinho estávamos na Av. Robert Kennedy, após a ponte do Socorro esperando por eles.

Entramos nela e o pessoal já parecia entrosado, acho que essa é a grande vantagem de se fazer um passeio de van, pois a proximidade faz com que todos se conheçam já nos primeiros instantes.

A caminhada

Grupo alongando

Chegamos na entrada da Fazenda Nossa Senhora das Graças, conhecida também como a do Jamil, depois de todos pegarem uma sacolinha de lanche de trilha (dois caprichados sanduíches naturais, suco de caixinha, mini-snacks, paçoca, chocolate, bananinha, mexerica, maçã e tomate), fizemos uma roda, onde o guia local, Marcelo, passou algumas informações básicas. Debaixo da névoa fria o Marcelo aplicou alguns exercícios básicos de alongamento, assim evitamos torções desnecessárias.

Iniciamos a caminhada às 10h30 rumo ao Morro das Araucárias, numa caminhada leve às margens do rio Capivari. Cruzamos uma ponte em ruínas e logo avistamos uma antiga construção, seguindo a trilha à esquerda chegamos nas ruínas de um alojamento que era usado no século passado como refúgio na capitação de madeira.

Ruínas da ponte capivari

Na caminhada é possível escutar sons de diversos pássaros, fomos avisados a não fazer muito barulho, assim escutaríamos melhor o que a natureza nos proporciona.

Uma parada num lago verdinho, que devido ao barro de saibro se torna azul, as antas passeiam por ali, mas infelizmente não vimos nenhuma, apenas pegadas dos seus três dedos.

Ruína do alojamento

Sem que ninguém percebesse contornamos o morro saindo no mesmo lugar de partida.

Cruzamos a ponte e seguimos à direita em direção a Prainha do Capivari, em alguns trechos a mata é fechada - pausa para respirar o ar puro na sombra.

O lago

Esta caminhada também é leve, sem subidas ou descidas, cruzamos a ponte sobre o rio Monos, a água é cristalina, porém não é recomendada para beber, pois este rio passa pelo bairro Barragem.

Seguimos margeando o rio, escutando o som das corredeiras, onde não é aconselhável entrar devido às corredeiras que se formam depois da cachoeira dos sete metros.

Pegada da anta

Em menos de meia hora de caminhada chegamos na prainha do rio Capivari, areia limpa e água gelada, alguns se não resistiram à transparência da água e entraram. Enfim sentamos, era a hora do lanche, enquanto uns tiravam um cochilo outros conversavam. Nestas conversas é que aprendemos sempre um pouco mais.

Prainha do Capivari

Um senhor, o Roberto - homem do cajado - como se apresenta, me ensinava a fazer um lanche de trilha bastante energético: pão integral, uma camada de margarina Becel, pasta de amendoim, muitas uvas passas e um pouco de café solúvel, entre outras receitas.

Alguns aceitaram a sugestão da guia local e foram numa cachoeira bem próxima para uma hidromassagem natural - voltaram revigorados.

Grupo caminhando

Depois de mais de uma hora por ali, voltamos por um outro caminho, passando pela Nascente das Pedreiras, onde tomamos água potável geladinha.

De volta à entrada da Fazenda, descansamos, vimos fotos do local e conversamos um pouco. Eram 16h30, hora de voltar para casa revigorados depois da belíssima caminhada em meio à Mata Atlântica, sons de pássaros e das águas rolando sobre as pedras.

E aí, vai ficar em casa no próximo final de semana?

Serviços

Andaluzs Adventures - Turismo Ecológico
www.andaluzsadventures.com.br
(11) 5102-3883 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 5102-3883      end_of_the_skype_highlighting
5102-4542
info@andaluzsadeventures.com.br

Dicas da Autora

Toda essa área é particular, para entrar é cobrada uma taxa de R$ 5,00 na entrada da fazenda; para os mais aventureiros que quiserem passar a noite é cobrado R$ 7,50 para ficar no camping selvagem.

Na entrada da Fazenda há um bar onde são servidas diversas porções: fritas R$ 7,00, calabresa R$ 8,00, carne seca R$ 10,00 e bebidas como cervejas e refrigerantes em lata R$ 1,50.

A caminhada é leve, mas não dispensa o uso de calçados apropriados, boné, protetor solar e para maior conforto leve canga para estender na areia.

Leve um cantil com água, pois o único lugar com água potável, foi praticamente no final da trilha.

Faça silêncio nas trilhas, assim será possível escutar uma grande quantidade de pássaros, entre outros animais.

Leve também um saquinho para trazer de volta todo seu lixo, pois as trilhas são super limpas e muito bem conservadas.

  
  

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