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Pico do Lopo/MG - O gigante adormecido

A pequena cidade de Extrema, no sul do estado de Minas Gerais, possui um verdadeiro gigante em seu interior. É a Serra do Lopo que, vista de longe, sua forma assemelha-se à de um gigante deitado.

21 de Abril de 2004. Publicado por Equipe EcoViagem  

Apresentação

Vistas incríveis durante todo o trajeto

Vistas incríveis durante todo o trajeto
Foto: Nathalia Vieira

A pequena cidade de Extrema, no sul do estado de Minas Gerais, possui um verdadeiro gigante em seu interior. É a Serra do Lopo que, vista de longe, sua forma assemelha-se à de um gigante deitado.

Presenteada com verdadeiras jóias da natureza, Extrema surpreende com suas belas paisagens e quantidade de pontos turísticos rodeados de verde. Há muitas opções para quem gosta de passar o dia em meio à mata: Cachoeira do Jaguarí, própria para a prática do rafting; o sítio arqueológico Pedra do Índio; trilhas que levam à Pedra Sapo, entre muitas outras.

Pico do Lopo

Pico do Lopo
Foto: Nathalia Vieira

Minha viagem, realizada a convite da Agência Ecoturismo Brasil, tinha em seu roteiro um canto ainda mais maravilhoso dessa região do sul de Minas. Trata-se da Pedra do Cume, ou Pico do Lopo, como é também conhecida. É o ponto mais alto da Serra do Lopo, com seus imponentes 1750 metros de altitude, e fica situado exatamente na `cabeça` do gigante adormecido.

Para chegar lá, é necessário um trekking com algumas subidas mais acentuadas, que cansam um pouco as pernas de iniciantes como eu. Mas o esforço é compensado com uma visão de 360°, onde se avista até mesmo a capital paulista e a Pedra de São Domingos, ponto mais alto do sul mineiro.

A Caminhada

Desde o início, paisagens lindas

Desde o início, paisagens lindas
Foto: Nathalia Vieira

Ainda na Rodovia Fernão Dias, a caminho de nosso destino, os integrantes dessa excursão promovida pela agência Ecoturismo Brasil, já conversavam animadamente como se já se conhecessem.

Para minha surpresa, metade das pessoas viajava sem acompanhante. Preferiram assim e nem por isso aproveitaram menos a aventura. Logo fizeram amizades e, sem dúvida, tiveram um dia muito mais divertido do que se tivessem escolhido outro programa por falta de companhia.

Ao chegarmos, a expectativa era grande. Primeiro em relação ao tempo, cuja previsão era de chuva. Segundo, porque muitos de nós nunca tínhamos feito trekking e não sabíamos ao certo o que iríamos encontrar.

Mas fomos tranqüilizados com a notícia de que nossa van nos deixaria na entrada da Reserva do Saá, localizada numa parte mais alta da serra e ponto de início de nossa caminhada. A Reserva tem esse nome devido aos pequenos macacos dessa espécie que vivem por lá. Mas nem sempre é fácil avistá-los, já que eles logo se escondem quando percebem a presença humana.

Gostosos bate-papos durante a trilha

Gostosos bate-papos durante a trilha
Foto: Nathalia Vieira

O início da trilha, rumo ao primeiro local de parada, foi tranqüilo e o grupo aproveitou para se conhecer melhor.

Nossos guias, sempre atentos, nos orientavam a sentir a presença da natureza, desde os diferentes cantos dos pássaros até os deliciosos perfumes das plantas. E assim chegamos até a Pedra do Cabrito, nosso primeiro descanso e pausa para o lanche. De lá, além das paisagens maravilhosas, era possível ver a Pedra do Lopo que, vista de longe, parece muito difícil de ser escalada.

Pico do Lopo

Pico do Lopo
Foto: Nathalia Vieira

Prosseguimos nossa jornada e, após algumas flores e bichinhos curiosos encontrados pelo caminho, chegamos ao nosso segundo ponto de parada: a Pedra das Flores. Já havíamos andado um bocado, mas tínhamos ainda muita energia e, apesar de ser opcional, todos resolveram prosseguir em direção ao Pico do Lopo.

Quaresmeiras pelo caminho

Quaresmeiras pelo caminho
Foto: Nathalia Vieira

A esta altura do dia, as nuvens negras que pareciam nos perseguir, finalmente nos alcançaram e a chuva começou. Mas isso não foi motivo de desânimo para o nosso e outros grupos surpreendidos pela natureza. Munidos de nossas capas de chuva, prosseguimos nos divertindo ainda mais com a situação.

Mais flores na Pedra das Flores

Mais flores na Pedra das Flores
Foto: Nathalia Vieira

O mau tempo dificultou um pouco as coisas. As subidas que são mais íngremes nesse trecho da serra, ficaram também mais escorregadias. As dificuldades aumentaram, assim como os pequenos tombos e risadas. Além disso, com o céu encoberto não era mais possível enxergar a Pedra do Lopo, deixando nosso guia um pouco desorientado. Mas logo pegamos o caminho certo e prosseguimos em nossa “escalaminhada”. No caminho já podíamos observar uma vegetação diferente, mais retorcida, típica de altitudes.

Até o pastor estava preparado para a chuva

Até o pastor estava preparado para a chuva
Foto: Nathalia Vieira

Neste momento eu já me perguntava qual era o intuito de nossa ida ao topo se não conseguiríamos enxergar nada devido à névoa. Mas a resposta veio imediatamente quando finalmente chegamos lá. A sensação de estar a tantos metros do chão é maravilhosa. Chegar mais perto do céu, ficar mais longe da civilização e tão próximo à natureza é energizante.

Além disso, como num milagre, segundos após nossa chegada, as nuvens foram se abrindo e um leve arzinho de sol apareceu. E assim, fomos presenteados com uma vista incrível!

Na trilha de volta, o cansaço apareceu, mas fomos conversando durante o trajeto e o tempo passou mais rápido. Após uma breve visita ao centrinho de Extrema, onde compramos doces e queijos mineiros, voltamos para São Paulo.

Exausta, mas muito satisfeita, prometi que ainda volto lá num dia ensolarado para ficar horas deitada nas pedras mais planas do Pico do Lopo, tomando sol, como é hábito das pessoas que alcançam seu topo.

Serviços

Ecoturismo Brasil
www.ecoturismobrasil.com.br
(11) 3903-0277
contato@ecoturismobrasil.com.br

Dicas da autora

Nathalia Vieira

Nathalia Vieira
Foto: Divulgação

- Tente chegar o mais cedo possível para ver os macacos saá (ou sauá, como também são chamados). Se algum grupo aparecer por lá antes que você, com certeza os espantará.

- As chuvas tornam a trilha mais escorregadia, já que há algumas subidas e descidas mais íngremes. Por isso, é melhor ir no inverno, quando o índice de chuvas é menor e o céu é mais limpo.

- Se o tempo estiver ruim, fique atento aos raios e não fique “plantado” no Pico do Lopo esperando um deles cair na sua cabeça.

- Fique atento ao guia. A trilha possui muitas bifurcações e fica fácil se perder.

- Na volta, pare no centrinho de Extrema. Como toda cidade interiorana, a praça em frente à Igreja matriz, é muito aconchegante para um bate-papo ou simplesmente para apreciar os últimos raios de sol.

- Leve dinheiro para comprar peças de artesanato e guloseimas nas lojinhas e cafés de Extrema.

Comentários

FABIANO SOUZA

 postado: 10/1/2009 09:37:00editar

ACHEI SUPER LEGAL,POIS TENHO 30 ANOS, SEMPRE MOREI POR AQUI NOS ARREDORES, DESTA SERRA MARAVILHOSA. ATÉ AGORA, EU JA SUBI ATÉ AS TORRES, UMAS 5 OU 6 VEZES, MAIS NUNCA TIVE O PREVILÉGIO DE CHEGAR ONDE VCS CHEGARAM, PARA CAPTURAR ESSAS BELAS IMAGENS. PARABÉNS !!!. E, UM ÓTIMO 2009 FABIANO.

 

Sidnei Sousa

 postado: 3/5/2009 01:02:25editar

Muito legal o seu relato acerca da subida ao cume da Serra do Lopo! Um dos meus objetivos para este ano é fazer o mesmo percurso. Já sou meio acostumado a caminhadas e escaladas de grau médio e leve. Já conheço essa região, passei minhas férias de meados de 2008 em Joanópolis, município do qual é possível avistar de forma brilhante o "gigante adormecido". Além disso, já subi a Pedra Grande, em Atibaia, um lugar fascinante e que eu considero indispensável para qualquer pessoa! Um grande abraço e coloco-me à disposição para dar dicas de lugares fascinantes para contemplar, e para receber dicas! Sidnei Sousa zufianini@yahoo.com.be

 

 

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