Blogs > Equipe EcoViagem > Viagens Nacionais >PETAR - Os Encantos das Cavernas da Mata AtlânticaO Petar, Parque Estadual Turístico Alto Ribeira, é um dos Parque mais antigos do Estado de São Paulo, criado em 1958, com uma área de 35.712 há, visa proteger e conservar o rico patrimônio natural da região do Alto Ribeira.22 de Março de 2005. Publicado por Equipe EcoViagem [[Iporanga-SP|Iporanga]]![]() Formações Iporanga, uma das mais antigas povoações do Estado de São Paulo, surgiu no início do século XVI com a mineração do ouro, no entanto, a região já era ocupada por indígenas há mais de 4.000 anos, conforme pesquisas realizadas em vários sítios arqueológicos locais. ![]() Formações Iporanga é o município com o maior número de cavernas e grutas do Brasil e, possivelmente, do mundo. Possui 360 cavernas cadastradas, tendo algumas delas ótimas estruturas para receber seus visitantes. ![]() Vista da Cidade Em função de ser um município, cuja área foi declarada de preservação ambiental, suas atividades agrícolas, pecuárias e extrativistas tornaram-se impraticáveis e Iporanga encontrou como saída econômica o turismo. É possível visitar atrativos culturais como o Museu, a Igreja Matriz, cujo sino foi confeccionado na Holanda e trazido para Iporanga em 1832, e os casarios coloniais. Ainda visitar lindas cachoeiras, corredeiras, piscinas naturais, montanhas, vales, cavernas, passeios de canoas, fazer rapel, canyoning e trekking pelas mais belas trilhas de um dos poucos remanescentes da Mata Atlântica. Iporanga, a Capital das Grutas, está localizada numa região reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, considerada piloto para projetos de conservação, pesquisa e desenvolvimento sustentado. Agora Iporanga está firmando-se como um dos mais importantes centros de ecotorismo do Brasil. Texto: Pousada Iporanga Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Petar![]() Porta Retrato na Caverna O Petar, Parque Estadual Turístico Alto Ribeira, é um dos Parque mais antigos do Estado de São Paulo, criado em 1958, com uma área de 35.712 há, visa proteger e conservar o rico patrimônio natural da região do Alto Ribeira. A Região do PETAR é reconhecida por possuir um dos maiores patrimônios espeleológicos do Brasil, com mais de 300 cavernas cadastradas (Burgi & Marinho, 1997). São cavernas formadas por rochas calcáreas e das mais variadas formas, desde simples entradas subterrâneas até canyons (abismos) de até 250 m de profundidade vertical. É a região de maior concentração de grutas e cavernas do Brasil, sendo um dos maiores sítios geológicos e espeleológicos. Texto: Ecocave Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Vale do Ribeira![]() Rio Ribeira do Iguape Privilegiado por sua localização no coração do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica paulista e paranaense, o Vale do Ribeira compreende inúmeros municípios numa região onde a diversidade biológica e de ecossistemas proporciona uma sucessão de cenários surpreendentes. Em meio a uma vegetação exuberante e diversificada vivem cerca de 400 espécies de aves, 183 de anfíbios, 146 de répteis e 131 de mamíferos. O elemento marcante dessa região é o rio Ribeira de Iguape, que diferente da maioria dos grandes rios, ao invés de correr para o oeste, nasce no Paraná e segue em direção ao litoral, recebendo muitos afluentes. ![]() Cascading Cachoeira Passa Vinte Essa riqueza natural transformou o Vale do Ribeira no paraíso dos ecoturistas, que encontram ali uma infinidade de rios, cachoeiras, cavernas, corredeiras, estuários, manguezais, dunas, montanhas e praias. O local perfeito para a prática de esportes radicais como o canyoning, cascading, rafting, surf, navegação, espeleologia, entre outros. Isso sem mencionar o importante legado histórico e cultural das cidades, construções que datam do século XVI, atividades de dança, música e gastronomia tradicional. Para proteger todo esse paraíso, o Vale do Ribeira hoje conta com duas dezenas de unidades de conversação, Áreas Naturais Protegidas, vários bens e núcleos urbanos tombados como patrimônio histórico. Texto: Ecocave Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Trilha do Bethary e Caverna Água Suja![]() Vale do Ribeira Nossa viagem já começa antes de chegar em Iporanga, quando pudemos avistar o Vale do Ribeira e o Rio Ribeira do Iguape , que impressiona por sua beleza e imponência. Logo ao chegarmos em Iporanga a Agência Ecocave e a Pousada Iporanga já nos aguardavam. Tudo estava muito organizado, a Agência montou um roteiro diferenciado, com guias especializados e equipamentos adequados.A Pousada nos recebeu muito bem, preparou os lanches para as caminhadas e ainda pudemos prestigiar a ótima comida caseira que eles oferecem. ![]() Formações Para aproveitarmos ao máximo nossa estada na região, partimos para conhecer a Caverna da Água Suja, localizada no Núcleo Santana do Petar. Ao chegarmos no Núcleo do Parque, assinamos um termo de compromisso, tivemos algumas orientações da Ecocave sobre equipamentos e cavernas antes de iniciarmos a caminhada. ![]() Rio Bethary O acesso à Caverna Água Suja é pela Trilha do Bethary, que segue margeando o Rio Bethary. Em alguns pontos, torna-se necessária a travessia do rio pela água. O percurso total é de 3,6 km que são feitos em média de 4 horas. Durante o percurso é possível observar diferentes formações rochosas, solos e tipos de vegetação com sua fauna característica. ![]() Interior da da Caverna Água Suja Após uma hora de caminhada, chegamos a tão esperada Caverna. O Sérgio e o Guiné, que nos acompanharam, ascenderam as carbureteiras para iluminar o interior da Caverna, e então começamos a travessia. A sensação é incrível quando se está dentro de uma caverna. É possível sentir as paredes pulsando. ![]() Cachoeira dentro da Caverna A Caverna Água Suja localiza-se a 1,2 km do posto de guias (núcleo Santana). O percurso interno inicia-se na entrada principal e segue acompanhando o curso da água até a cachoeira (onde passa-se por um teto baixo). Este percurso possui aproximadamente 1.300 metros e nele passamos por grandes estalactites, travertinos e por um túnel de vento. Texto e Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Trilha e Caverna Morro Preto![]() Cachoeira do Couto Ao retornarmos da Água Suja, ainda no Núcleo Santana, fizemos uma pequena trilha do Morro Preto, passando pela Cachoeira do Couto, uma linda cachoeira formada pelas águas que saem da Caverna do Couto. Com 7 metros de altura e beleza, é ótima para um banho refrescante na piscina natural e na pequena hidromassagem que se forma em sua queda. ![]() Caverna Morro Preto Atravessamos ao lado da cachoeira, pelas pedras, subimos um trecho de trilha e chegamos á Caverna do Morro Preto. A caverna nos impressionou pelo tamanho e beleza de sua boca. Ao entrarmos na Caverna, chegamos ao Salão chamado de AnfiTeatro, onde pudemos observar a luz que entra na caverna formando um cenário maravilhoso, com ornamentações gigantescas. Mas adiante, subimos pelas pedras, e em uma parte mais acima, ficamos encatadas com as fendas e os abismos e as belíssimas formações no interior da Caverna Morro Preto. Texto e Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Casa de Pedra e Caverna Santo Antônio![]() Início da Trilha Casa de Pedra No segundo dia, a programação foi conhecer a Casa de Pedra, a maior boca de Caverna do mundo, com 215 metros de altura. Já na noite anterior, enquanto jantávamos com o Sérgio e a Milena da Ecocave, pudemos ouvir e imaginar como seria a Casa de Pedra, que falavam com tanto entusiasmo.Já nos adiantaram que a trilha era difícil, mas valeria a pena o esforço para contemplar tamanha beleza. Partimos bem cedo, já que a trilha era longa e um pouco difícil. Começamos atravessando o Rio Maximiniano, que desce em direção à caverna. ![]() Boca da Casa de Pedra Na trilha ouvimos sons dos mais diversos, aprendemos mais sobre a diversidade e o uso sustentável da flora da Mata Atlântica. As trilhas da região são íngremes, algumas fechadas, muito preservadas, o que exigiu um pouco mais de resistência e conhecimento do local. Mas pudemos ficar tranqüilas com a experiência e prática dos Guias Sérgio e Guiné, que sempre nos davam uma mãozinha quando precisávamos. ![]() Piscina na Casa de Pedra Um pouco mais de 02 horas, avistamos o Rio novamente, e logo, sem sabermos, já avistaríamos a Casa de Pedra. Quando então veio a surpresa! Coberta pela Mata, olhamos para cima, e vimos um imenso portal de pedra com uma boca que jamais pensamos que poderia existir tanta beleza e grandiosidade. ![]() Cachoeira Casa de Pedra Ao nos aproximarmos, chegamos em uma piscina natural, formada pelo Rio Maximiniano, onde pudemos nos refrescar e fazer um lanche, contemplando à nossa frente a Casa de Pedra! ![]() Paredão Casa de Pedra Um pouco à frente da piscina, chegamos em uma pedra onde avistamos uma imponente cachoeira que desce o abismo e se entranha caverna adentro. ![]() Portal Casa de Pedra Daquela pedra, pudemos sentir ainda mais a imensidão daquela Caverna, comparando a pessoa sentada e a altura do paredão à frente. ![]() Exterior da Caverna Santo Antônio Quando deitamos na pedra e olhamos para cima, vimos o portal, tão grande e alto que uma fotografia poderia dar apenas uma noção. ![]() Interior da Caverna Santo Antônio Depois de quase 02 horas encantadas com o local, seguimos para outra trilha, que daria a volta na Casa de Pedra, e chegaríamos em sua boca menor, a Caverna Santo Antônio. A caverna Santo Antônio possui uma característica muito interessante, onde seu portal forma uma caveira. Quando no seu interior você olhar para fora, verá nitidamente uma caveira. É o ponto de ressurgência do Rio Maximiniano. Texto e Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Cascading e Rapel![]() Cascading Ecocave Depois de muita emoção na Casa de Pedra, não bastaria, organizaram no terceiro dia um Cascading de 60 metros e um Rapel, de 135 metros! Haja coração! Partimos logo de manhã para fazer o Cascading na Cachoeira Passa Vinte, também conhecida como Arapongas, nome dado, pelo fato de possuir muitos desses pássaros ali em volta. Chegamos no local, e fomos nos apresentar ao proprietário das terras onde a cachoeira está localizada. Preenchemos uma ficha de cadastro, e seguimos para a trilha. ![]() Cascading O caminho é muito simpático, todo florido, repleto de borboletas e pequenos animaizinhos interagindo com a Mata. Atravessamos um riacho, caminhamos mais uns 15 minutos e chegamos à Cachoeira. Então nos preparamos para a descida embaixo dela, o Cascading. A sensação é ótima, é possível senti-la, afinal descemos bem embaixo dela, sentindo a força de sua água e observando a beleza de sua formação. ![]() Rapel, quase não se vê Após o Cascading, era a hora da Laje Branca! Um rapel de 135 metros negativos. A Laje Branca é majestosa por suas dimensões, a caverna possui 130 metros de boca. Oferece como opções o rappel em sua boca ou a visitação de seus 630 metros de percurso interno, este surpreendente pela grandeza de seus salões, entre eles um grande salão com enormes dunas de areia. O acesso é feito por trilha, que prima pela beleza e diversidade de flora e fauna. ![]() Caverna Laje Branca A descida levou cerca de 20 minutos, podendo contemplar o belo cenário no entorno. Chegamos ao pé da Caverna, onde paramos para fazer um lanche, e é claro, recuperar as forças, porque a adrenalina foi muita. Após o lanche, entramos apenas no começo da Caverna para visitar seus bancos de areia, afinal já era tarde, e não haveria tempo para fazermos a travessia. Texto e Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Caverna Santana e Caverna Alambari![]() Interior Caverna Santana No quarto dia, e último, saímos logo que amanheceu para a Caverna Santana. É a segunda maior caverna do Estado de São Paulo, com 5.040 metros de extensão. A visitação turística é feita em um trecho de 800 metros, facilitado por escadas e pinguelas. ![]() Salão do Cavalo A duração da visitação é de aproximadamente uma hora e meia, na qual percorre-se a galeria do Rio Roncador que dá acesso a galerias superiores, ricas em formações. É nesta caverna que encontra-se o salão Taqueopa, considerado o mais ornamentado do mundo. O Salão do Cavalo tem esse nome por sua formação semelhante a cabeça e pescoço de um cavalo. ![]() Formação de Coração A Caverna desenvolve a imaginação de quem a visita, em suas formações, podemos ver diversos desenhos e significados, e nos divertir. ![]() Caminho para Alambari A Trilha para a Caverna Alambari é agradável, possui uma ponte de madeira, chega-se a um centro de apoio, e em menos de 100 metros, chega-se a boca da caverna, mau dá para perceber. ![]() Caverna Alambari Chegamos a Caverna Alambari de Baixo. É uma aventura atravessa-la com água pela cintura. É uma caverna que alia a beleza de suas formações com a aventura de caminhar em suas águas. A travessia leva cerca de 01 hora, em um percurso de 890 Metros no seu interior, com alguns trechos secos e outros molhados. Texto e Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes Dicas![]() Entrada da Caverna Santo Antônio Como Chegar: Partindo de São Paulo, seguir pela Rodovia Régis Bittencourt (BR 116). Entrar em Jacupiranga, passar por Eldorado, e mais 70 Km até chegar em Iporanga. Algumas cavernas são molhadas, então é aconselhável utilizar roupas leves, que sequem rápido e proteger seus equipamentos para não molhar, como a câmera fotográfica, utilizando um saco estanque. Equipamentos como capacete, lanterna e calçado antiderrapante são indispensáveis e podem evitar acidentes. Texto e Fotos: Nathalia Zandavalli Lopes ServiçosEcocave Ecoturismo & Aventura Pousada Iporanga |
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