Pelas Trilhas de Floripa - SC

Para quem não conhece a capital de melhor qualidade de vida do Brasil, Florianópolis é sem dúvida, encantadora!

  
  

Apresentação

Ponte Hercilio luz noite

Para quem não conhece a capital de melhor qualidade de vida do Brasil, Florianópolis é sem dúvida, encantadora! Ao mesmo tempo em que oferece toda a infra-estrutura de uma cidade grande, como hipermercados, calçadões, shoppings, casas de shows, bons restaurantes, e etc, dá também a oportunidade de caminhar pela natureza preservada, praticar esportes de natureza e vivenciar os mais diferentes ambientes: de praia, mata, rural, vilarejos, de pescador, surf ou de badalação.

Trilhas de Floripa

A convite das agências Bellatrix.eco e Adrenailha, fomos conhecer o potencial ecoturístico de Florianópolis. Diferente da imagem que a maioria das pessoas tem, Floripa possui muito mais do que lindas praias. São dezenas de trilhas e passeios que podem envolver história, cultura, aventura e muita integração com a natureza; passando por dunas, costões, vegetação de restinga, mangue, floresta atlântica, morros, campos, lagoas e cachoeiras.

Logo de início, ficamos admirados com o Projeto Floripa Quatro Tempus, idealizado pelas duas agências, que visa mostrar ao turista a grande variedade de atividades durante todas as estações do ano. Desta forma, o turista não fica restrito apenas ao verão, quando a Ilha está com praias lotadas e bastante trânsito. Ele aprende a se programar conforme a estação e as atividades, honrando os privilégios que a natureza nos traz e as razões de ser de cada época.

Primeiro dia

Parada na Trilha

Saímos cedo, o tempo estava nublado, o que inicialmente foi bom, pois o sol do verão andou fervendo nossos miolos! Encontramos o grupo e o guia Sérgio. A caminhada começou na Barra da Lagoa, um bairro simples, onde a Lagoa da Conceição encontra sua única comunicação com o mar. Havia muitos tiozinhos de idade jogando dominó na praça, algo comum em Florianópolis - estes são pescadores que, hoje em dia, mesclam os ganhos provenientes da pesca com o turismo, alugando suas casas e prestando serviços para os turistas.

Passamos por um sítio arqueológico, onde existem depressões na pedra provenientes da afiação de instrumentos. Após atravessarmos a ponte pênsil, nos reunimos para um super alongamento e uma boa `respirada`.

Rapel

Iniciamos com uma subida forte, bem íngreme, até o alto da crista do morro. Fomos parando em diversos pontos para namorar as paisagens alucinantes. Nessas horas, o sol já estava colaborando, o momento certo para as fotos! Podíamos ver a Barra da Lagoa, Moçambique (a maior praia da ilha, com 13km de extensão) e a Lagoa da Conceição: a vista do mar à nossa esquerda e da lagoa à direita. O vento aliviava o calor e incrementava a sensação de estar nas alturas...

Na parada para o lanche, sentamos todos em uma pedra onde ficava difícil decidir para que lado sentar, pois havia visual para todos os lados! Enquanto isso, Sérgio montou uma decida de Rapel com apenas 12m, mas perfeito para o grupo, pois muitos nunca tinham feito! Apesar de não muito alta, a descida era totalmente negativa, o que garantiu muitos frios na barriga e risadas!

Continuamos a trilha deste ponto, descendo o morro até a Praia das Galhetas, que é maravilhosa, ótima para andar, por ser bem plana e de areia firme. Além disso, é uma praia diferente e especial: é de nudismo! Coisas da excêntrica Ilha da Magia... Chegamos suados e cansados da caminhada e fomos direto resfriar os motores no mar - TODOS VESTIDOS! Tomamos um banho de mar muito gelado, e caminhamos até a praia vizinha (Mole) para almo-jantar.

A Praia Mole é uma das mais badaladas da ilha - tanto a areia quanto os barzinhos estavam lotados de gente bonita e surfistas. Tinha até uma tenda com música eletrônica especial para o verão.

Segundo dia

Alongamento

Logo cedo, encontramos o grupo e seguimos para Ratones, que é uma zona Rural de Floripa onde, a apenas 30km do centro, existe uma área preservada com espécies nativas, estrada de terra, chácaras, sítios e fazendas.

Chegamos ao Sítio do Caracura, no Canto do Moreira. Fomos muito bem recebidos por Ney e sua esposa, proprietários do sítio há 25 anos. Na época em que Ney chegou de São Paulo, adquiriu seu terreno de 15 hectares em troca de uma lambreta! Já imaginou??? Todas as construções do sítio foram feitas por ele com pedras e madeiras caídas da mata,e atualmente o sítio trabalha com educação ambiental com crianças das escolas de Floripa.

Subida na árvore

Iniciamos a atividade com um belo alongamento e trabalho de respiração. Todos descalços com os pés na grama ouvindo o silêncio musical do vento e os ruídos da mata. Em seguida, Sérgio montou uma estrutura de subida em árvore! Com suas instruções, subimos usando cordas e prussik, e descemos de rapel. Foi diferente e divertido!

Trilha Ratones na costa da lagoa

Após o lanche leve e zen no sítio, seguimos em direção à Costa da Lagoa. Foram 30 minutos de subida puxada entre o sol e a sombra das árvores e quando chegamos no alto deparamo-nos com uma linda vista da Lagoa da Conceição, com o mar atrás, e ainda das praias de Moçambique e Barra da Lagoa... um visual belíssimo!

A lagoa da Conceição

Descemos o morro e chegamos na Costa da Lagoa - lá só dá pra chegar a pé ou de barco. Existem 12 restaurantes na beira da lagoa que costumam encher bastante na temporada. Escolhemos o Restaurante Coração de Mãe, pedimos um peixinho e, enquanto não chegava, nadamos na lagoa que parecia ter a temperatura certa para restaurar nossas energias! O peixe também ajudou, uma delícia!

Depois, pegamos um barquinho que em 50 minutos nos levou até o centrinho da Lagoa - um lindo passeio!

Terceiro dia

Pedra Branca

Acordamos cedo (para variar!) e fomos com o Sérgio e sua esposa Cléia para uma trilha com o objetivo de acamparmos no alto de uma montanha e passarmos um reveillon de paz e tranqüilidade! Fomos para o continente, nas proximidades do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, onde está a Pedra Branca, no município de Palhoça. Já na estrada de terra, deixamos o carro e seguimos equipados com mochila para passarmos a noite no topo da Pedra.

Subida na pedra branca

A trilha é bastante aberta, com erosão, graças à constante visita de motoqueiros. Mesmo assim, possui um remanescente de Floresta Atlântica, árvores robustas e pássaros que fizeram a trilha sonora da caminhada. A subida é bem íngreme, resultando em um pouco mais de uma hora de subida com o sol rachando.

Fogos na ilha

Chegamos ao topo, onde se tem a vista da Ilha de Florianópolis inteira e também do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Começamos a montar o acampamento e logo tivemos a notícia que Sérgio esqueceu, ou perdeu, as hastes da barraca!!! O que fazer? Logo o casal saiu para o mato em busca de algo que substituísse a estrutura da barraca! Arrumaram uns galhos e conseguiram providenciar a barraca batizada como Tupiniquim! Demos muitas risadas!

Aproveitamos o resto do dia para descansar, conversar e respirar sobre as pedras vendo muito verde de um lado e a ilha toda e o mar do outro. Estávamos felizes por somente nós termos a idéia de passar a virada de ano acampados na Pedra Branca!

Ah! Existe um detalhe neste acampamento... Não tem água! Mas o tempo logo colaborou, no final de tarde o céu fechou e a esperada chuva chegou para dar aquele banho pós-trilha e pós-ano de 2002, lavamos a alma!

Entramos na barraca para esperar a chuva passar. Foi neste momento que chegou um grupo de 4 escoteiros que tinham um grito de guerra do tipo: Diversão e Aventura, IÉ! Assim, tivemos companhia na noite de Reveillon.

À meia noite estávamos deitados numa pedra pontuda de onde dava pra ver muitos fogos para todo lado - principalmente na ilha. Foi um show de luzes coloridas, estrondosas e brilhantes que quebravam nosso silêncio na Pedra Branca - um espetáculo que vimos de camarote!

Quarto dia

O escorrega era bem íngreme

Acordamos com o sol nascendo detrás da Ilha, o calor rapidamente tomou conta e nos expulsou das barracas. Logo aprontamos tudo e colocamos os pés na trilha.

Descida na pedra branca

Chegamos no carro cansados e suados, guardamos as mochilas, e chegamos à conclusão que precisávamos urgentemente de um banho - o Sérgio nos guiou até o Rio dos Pilões e lá pudemos nos refrescar e nos abastecer de energias para o ano que estava começando. Chegando em Floripa, tomamos um lanche e, cheios de pilha, fomos para o extremo sul da ilha.

O caminho de carro já é outro passeio - a região traz um ar de interior. A medida que você vai rumando o sul, as estradas vão ficando cada vez mais precárias e, em Ribeirão do Meio, onde já é paralelepípedo, podíamos ver as famílias e amigos sentados nas portas das casas, a vontade, com as crianças soltas a brincar. A grande maioria dos moradores vive do cultivo de Ostras e mariscos, pois existe um apoio do governo para quem investe neste setor.

Chegando em Caieira da Barra do Sul a estrada termina e, dali para Naufragados, a praia mais ao sul da ilha, existem duas opções: trilha ou barquinho. Optamos pela trilha e não nos arrependemos - foi exatamente 1 hora de caminhada até a praia, e a trilha é encantadora, fácil, aberta, cheia de árvores e flores. A praia de Naufragados, além não possuir acesso de carro, não tem luz elétrica nem grande infra-estrutura. São apenas alguns restaurantes de comida caseira (peixe) e praia, praia, praia...

Banho no rio

O mar estava perfeito, o peixe fritinho também.

Caminhamos até o canto direito e fizemos a digestão estatelados nas pedras..., uma maresia..., cochilinho..., que delícia! Acordamos num susto, o dia estava caindo e tínhamos ainda uma hora de trilha pela frente, um longo último dia!

Concluímos que apenas 4 dias não são suficientes para explorar a Ilha!

Serviços

Bellatrix.eco
(48) 223-7223
225-4481
eco@bellatrix.tur.br

Adrenailha
www.adrenailhafloripa.hpg.ig.com.br
(48) 9121-2165 begin_of_the_skype_highlighting              (48) 9121-2165      end_of_the_skype_highlighting
adrenailha@ig.com.br

Floripa Quatro Tempus
www.floripaquatrotempus.tur.br

Dicas dos autores

Claudia e Marcelo

Uma semana é o tempo mínimo para se conhecer Floripa. Na alta temporada pode-se pegar trânsito na ilha, principalmente para atravessar do Norte para o Centro.

Para fazer um bom almoço na Costa da Lagoa, é possível pegar o barco de dois pontos: do Rio Vermelho, onde são apenas 5 minutos de travessia e do centrinho da Lagoa totalizando 50 minutos para chegar nos restaurantes. Os dois são deliciosos, depende apenas do grau de fome para escolher o mais curto.

Faz parte do município de Florianópolis junto de outros 8, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. É a maior unidade de conservação no Estado. Ocupa aproximadamente 1% do território de Santa Catarina, com uma extensão de 87.405 hectares. A sede do Parque fica às margens da BR-101, no município de Palhoça, a 40 km de Florianópolis, em direção ao Sul do Estado.

Possui um centro de visitantes, portal, estacionamento, local para controle e recepção e trilha interpretativa.

O Centro funciona de 4a a domingo, das 9h às 16h e a entrada é gratuita. As visitas podem ser agendadas por telefone.

  
  

Publicado por em

Flávio Oliveira

Flávio Oliveira

05/12/2008 16:24:48
Olá,vim do rio e vou ficar por floripa até o reveillon, adoro fazer trilhas e adorei o site de vcs, bem coompleto. gostaria e saber as melhores trilhas pra fazer sem precisar escalar.
Abraços

Equipe EcoViagem

Equipe EcoViagem

Flavio, fala com o pessoal da www.adrenailha.com.br
Maria carolina castaldello

Maria carolina castaldello

06/10/2008 14:23:31
oiii adorei a reportagem.lindis lugares...
parabéns!!!!!

Equipe EcoViagem

Equipe EcoViagem

Obrigado, Maria Carolina. Quando for pra Floripa, digite: www.Florianopolis.vou.la e... Boa Viagem!