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Rafting em Caconde - SP

pequena cidade, de aproximadamente 18.000 habitantes, foi literalmente presenteada por estar nas margens do Rio Pardo, que passa por 58 municípios, e lá mantém volume e nível ideais de água para a prática do Rafting.

15 de Julho de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem  

Apresentação

Rio Pardo

Rio Pardo
Foto: Claudia Silveira

No interior paulista, a cerca de 290 km da capital, está Caconde. A pequena cidade, de aproximadamente 18.000 habitantes, foi literalmente presenteada por estar nas margens do Rio Pardo, que passa por 58 municípios, e lá mantém volume e nível ideais de água para a prática dos esportes de água branca (rafting, canyoning, canoagem e bóia-cross), devido à usina hidrelétrica local.

Vista aérea de Caconde

Vista aérea de Caconde
Foto: Claudia Silveira

Lógico que Caconde não foi presenteada pela usina, que com certeza acabou por prejudicar o ecossistema local. Muita água foi desviada, e é utilizada para reserva deixando um leito seco. Mas os cacondenses souberam como usufruir destes fatores de forma positiva, fazendo da região um local propício para o ecoturismo e a aventura e, desta forma, mantendo as belezas naturais preservadas. O próprio leito seco é um passeio interessante, e o rio um espetáculo que pode ser comparado a Brotas.

Rafting

Rafting
Foto: Claudia Silveira

A média anual de 20°C elevou o Município à categoria de Estância Climática. Lugar gostoso, de gente simples, simpática e cheia de histórias para contar, a mais recente: Um disco voador surgiu no meio da represa vista do mirante! A foto tirada por um turista foi levada para análise na UNICAMP. Chegamos na cidade e já havia um adesivo sendo vendido: Caconde, eu acredito! (E uma foto de um disco voador). O pessoal da região não perde tempo!

Primeiro dia

Alongamento

Alongamento
Foto: Marcelo Maestrelli

A Convite da RS Turismo, agência sediada em Jundiaí, saímos da cidade às 7h30 rumo a Caconde. A diversão começou no ônibus, o guia Rodolfo não deixou ninguém de lado e propôs mil e uma atividades fazendo o tempo voar e todos deixarem quaisquer problemas, mal-humores, chatices ou medos para trás, entrando no clima de final de semana em Caconde!

Chegamos na Pousada das Flores para deixar nossas coisas e logo saímos para almoçar. Comemos, passeamos pela praça dando uma rápida checada na cidade e seguimos para nosso passeio. Encontramos os guias locais da Ecopardo, agência local que iria nos guiar, e iniciamos com um alongamento e dicas para uma boa caminhada.

Formação rochosa

Formação rochosa
Foto: Marcelo Maestrelli

A trilha fica nas margens e no leito do Rio Pardo, no trecho que secou devido à construção da barragem da usina. As crateras nas rochas são impressionantes, e a cor do rio fazendo contraste com as pedras, inspiradoras para fotos. Não há grandes dificuldades na caminhada, só é necessário cautela já que as pedras são bem lisas e escorregadias.

A bela margem do rio

A bela margem do rio
Foto: Marcelo Maestrelli

No caminho, o Rodolfo e a equipe Ecopardo nos pegaram de surpresa para mais uma dinâmica, só que desta vez, na trilha. Com a finalidade de trabalhar para adquirir confiança nos companheiros, fizemos uma parte da trilha de olhos fechados enquanto um colega nos conduzia. Todos em silêncio, apurando os sentidos com os olhos fechados, só o sons dos passarinhos e das águas. Bem bacana. No caminho uma surpresa: um `Pé-de Borboleta`, algo inédito para nós!

Dinâmica

Dinâmica
Foto: Marcelo Maestrelli

A trilha acaba onde os botes já estão nos esperando, atravessamos de bote e corremos até o ônibus para pegar o pôr do sol no mirante de Caconde com vista para a represa. O sol se pôs, a temperatura abaixou e voltamos para a pousada.

Caminhada

Caminhada
Foto: Marcelo Maestrelli

À noite fomos ao centrinho para jantar. Comemos em uma pizzaria encantadora, colorida, a céu aberto e com uma fogueira no centro da galera. Céu estrelado, friozinho, cansaço e pizza, pizza, pizza. Chegando na pousada ainda tinha pipoca, quentão e karaokê.

Segundo dia

Orientações do Juninho

Orientações do Juninho
Foto: Marcelo Maestrelli

7h30 da manhã parecia tarde para o ânimo do pessoal. A hora de levantar foi seguida à risca. Café delicioso e logo fomos para a Ecopardo nos equipar para o Rafting no Rio Pardo. Todos prontos, fomos de ônibus até o local onde começa a descida. Lá o Juninho, instrutor da Ecopardo, nos deu um verdadeiro treinamento com todas as diretrizes de conduta para nossa segurança e bom aproveitamento do rafting.

Espírito de equipe

Espírito de equipe
Foto: Marcelo Maestrelli

Nos separamos em equipes e começamos o trajeto de 7 km. Começando com o treinamento dentro, debaixo e em cima do bote, tivemos que vira-lo para saber como era! No início um horror! Depois, essencial para se entregar de vez aos remos e à equipe.

Já nas primeiras corredeiras tivemos a opção de ir `nadando` na Corredeira do Gole. Imagine o por quê do nome? Nas seguintes praticamos o `surf` nas corredeiras com bastante refluxo, haja braço! As corredeiras do Rio Pardo variam entre os níveis 2 e 5. No chamado corredor polonês, descemos para quem quisesse saltar da pedra no final da corredeira e, para quem encarasse, descer uma nível IV.

Surfando nas corredeiras

Surfando nas corredeiras
Foto: Marcelo Maestrelli

A manobra exige atenção aos comandos do guia e determinação nas remadas, pois o desnível é grande. Na batida, o bote mergulha no refluxo e inunda completamente, enquanto é necessário fazer o realinhamento para entrar numa queda ainda maior. Um dos botes virou! O nosso não... ainda bem! Mas todos, até os capotados, saíram felizes e `adrenados` deste ponto!

Salto no corredor Polonês

Salto no corredor Polonês
Foto: Marcelo Maestrelli

O rafting continuou dali para mais uma série de corredeiras, a maioria de nível IV, sendo uma delas com uma pedra chamada Pedra do Vagabundo, se você não remar muito dá com o bote na pedra e caem todos! Lançado o desafio, nos empenhamos e saímos bem!

Muita adrenalina

Muita adrenalina
Foto: Marcelo Maestrelli

Saindo do rio, haviam salgadinhos fritos na hora para repor as energias até chegarmos no restaurante para o almoço. Depois do almoço, pé na estrada, de volta a Jundiaí. Nos foi dito que conhecemos apenas 20% de Caconde, mesmo que o que conhecemos fosse tudo, valeria a pena voltar!

Serviços

RS TUR
(11) 4523-0997
rsturismo@terra.com.br

Ecopardo
www.ecopardo.com.br
ecopardo@ecopardo.com.br

Pousada das Flores
www.pousadadasflores.com
(24) 2259-1474
2259-1546
informacoes@pousadadasflores.com

Dicas dos Autores

Claudia e Marcelo

Claudia e Marcelo
Foto: Divulgação

Busque sempre a assessoria de uma agência local para garantir a segurança e o bom aproveitamento do seu passeio.

Não deixe de fazer o Rafting - é imperdível!

Leve protetor solar e repelentem para as trilhas

O mirante é parada obrigatória!

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