Urubici e Parque Nacional São Joaquim - SC

A convite da Agência Expedições Corvo Branco, fomos à Urubici - SC, para conhecer a diversidade de atividades que a região oferece.

  
  

Apresentação

Fim de tarde no Cânion Espraiado

A convite da Agência Expedições Corvo Branco, fomos à Urubici - SC, para conhecer a diversidade de atividades que a região oferece.

Fim de tarde em Urubici

A Serra Geral Catarinense possui um ecossistema atípico do Brasil tropical. A região registrou as marcas de temperatura mais baixas do país. Montanhas com eventuais nevadas, natureza preservada, campos de altitude e uma geografia acidentada são ideais para trekking e esportes de aventura.

Urubici está na base das encostas do Parque Nacional de São Joaquim.

Com menos de 10.000 habitantes, possui cerca de 17 estabelecimentos de hospedagem entre pousadas, fazendas, hotéis e albergue, oferecendo as mais diferentes opções para quem quiser conhecer o Parque e a região.

De Florianópolis são 170 km até Urubici, mais 30km de terra até o Refúgio de Montanha Rio Canoas, onde ficamos hospedados no albergue. Chegamos de noite, estava frio e toda beleza que podíamos enxergar estava no céu - lotado de estrelas!

Primeiro dia

Morro da Igreja

Acordamos surpresos com o visual! O dia amanheceu ensolarado ressaltando as cores da paisagem, estávamos encravados nas escarpas da montanha! Que clima maravilhoso! Fomos recebidos por Juan e Gisele, os proprietários do refúgio, e o Sandro, da Expedições Corvo Branco, os responsáveis pela programação dos nossos próximos dias.

Depois de um maravilhoso café e prosa, vimos todos os mapas topográficos para nos situarmos. Fomos então para o Morro da Igreja, um dos pontos mais altos de Urubici, a 1822 m de altitude. Fomos de jipe por 15 km de terra, e mais 16 km de asfalto, que por sua vez é somente subida, bem íngreme, aonde aos poucos foram surgindo paisagens de cair o queixo!

Pedra Furada

Chegamos de carro no mirante, de onde se tem a melhor vista para a Pedra Furada. Esta já é uma área do Parque Nacional de São Joaquim, mas não há controle de visitação. Deste mesmo ponto podíamos observar, melhor com os binóculos, as dunas e o mar na região de Laguna. Passamos um bom tempo por lá aproveitando o céu aberto e a paisagem.

De noite, Juan e Sandro nos convidaram para um show de slides na Pousada do Refúgio. Altas fotos da região, dos cânions, da neve, da fauna, flora, e do trekking que faríamos no dia seguinte! Fomos dormir ansiosos para nosso acampamento na borda do cânion.

Segundo dia

Caminhando pelas encostas do cânion

Logo pela manhã, o sol anunciava o dia espetacular que nos esperava. Saímos cedo do refúgio acompanhados por Mathias (da Corvo Branco) e seguimos em direção ao Cânion do Espraiado. A primeira parte da trilha era somente subida, a paisagem se alternava entre vales, mata densa e o alto das montanhas, encantando-nos com a diversidade da natureza!

Besouro no meu braço

Após 3h30 atingimos o alto das encostas do cânion. Nossa, que deslumbre! A imensidão dos campos de altitude era impressionante; dava vontade de sair correndo e rolar no chão.

As margens dos paredões com mais de 700 metros eram o limite entre a trilha e o abismo, a energia de estar naquele ponto trouxe uma euforia que qualquer coisa nos fazia gargalhar! Um exemplo foi o besouro azul turquesa, que amigavelmente subia por meus braços e posava para fotos!

Cachoeira Cânion do Espraiado

É incrível notar as diferentes formações rochosas que se integram à vegetação nativa de araucárias, urtigões e xaxins. De repente, nos deparamos com o destino de todas aquelas nascentes de água que cruzamos o tempo todo: gigantescas cachoeiras despencavam no cânion. Deste ponto já víamos o pessoal montando as barracas onde iríamos ficar.

Nosso acampamento

Após 6h30 de caminhada (claro que com vaaaarias paradas), chegamos ao acampamento à beira do Espraiado, e encontramos com mais três casais que faziam parte do nosso grupo e chegaram até ali por um trajeto mais light.

Para nossa surpresa, tínhamos dentre o grupo uma companhia super especial, uma criança de um ano, que estava curtindo demais o passeio, sem resmungar, achando tudo uma maravilha!

Boa Companhia

Lanchamos, arrumamos tudo e finalizamos o dia com um banho de rio.

À noite o pessoal da Corvo Branco preparou um macarrão e um feijãozinho! Conversamos, demos risadas e paramos para contemplar o presente da noite: o céu aberto, CHEIO DE ESTRELAS...

E assim, fomos dormir, sob as estrelas, em cima do cânion, ao som da cachoeira...

Terceiro dia

Às 5 da manhã

Começamos o dia muito cedo: às 5h30 da manhã o pessoal já estava se movimentando para sair, o combinado era ver o dia amanhecer tomando café no ponto mais alto da encosta. Enchemos as mochilas de comida, nos agasalhamos bem, e começamos a caminhada ainda com algumas estrelas no céu.

Cânion do Espraiado

Para chegar onde queríamos, contornamos toda a encosta do cânion pelo outro lado que havíamos chegado no dia anterior.

Após cerca de 1h, chegamos no local do café onde pudemos visualizar 360o de paisagens maravilhosas e, enquanto o sol subia e esquentava, tomávamos nosso café. Foi um espetáculo que assistimos de camarote!

Caminhada de volta

A descida para o acampamento foi tranqüila, desarrumamos tudo e nos reunimos para um segundo café. O pessoal gosta de comer bem! Colocamos as mochilas nas costas e seguimos para o lugar onde o grupo que veio no dia anterior havia deixado os jipes.

A próxima parada do passeio foi um mirante, onde está uma antena desativada. Poderíamos esticar um pouco o trekking e caminhar por mais três horas até lá, mas preferimos ir de jipe junto com o grupo, pois o sol estava rachando.

Alto do Cânion do Espraiado

Dali pudemos observar quase todo o trajeto feito no dia anterior, pode-se completar esta travessia passando mais uma noite em um ponto ainda mais alto do qual tomamos café, onde o nascer do sol é ainda mais espetacular.

Já cansados entramos no Jipe e voltamos ao Refúgio Rio Canoas. No fim da tarde fomos à cidade de Urubici para jantar no Hotel Fazenda Serra do Panelão, comida feita no fogão à lenha, uma delícia!

Quarto dia

Passeio de Jipe pelo P.N. São Joaquim

Neste dia a programação esteve concentrada nos Jipes 4X4 da Corvo Branco. Saímos de manhã com o grupo em dois 4x4 equipados com Ducks(bote inflável para uma ou duas pessoas), em direção ao Parque Nacional São Joaquim.

Foram 30 Km de Urubici a Vacas Gordas, onde está localizada uma das entradas do Parque. Percorremos um total de 30 km só de estrada de terra por dentro do Parque, um off-road incrementado por belas paisagens.

Esta área do Parque possui muitos moradores ainda não indenizados, vários deles são fazendeiros, isto quer dizer que há gado solto na estrada e por toda área de preservação a estrada é de livre acesso - só tem que ter paciência com as porteiras, que são muitas...

Parque Nacional de Jipe

Passamos por diversos bosques de araucárias, o principal motivo da criação do Parque já que, em virtude do desmatamento, tornaram-se raros em território nacional.

Na hora do almoço, paramos em uma fazenda e entramos para visitar a cachoeira, uma pequena queda do Rio Pelotas.

Duck no Parque Nacional São Joaquim

Além de deliciosos banhos, descemos a cachoeira de duck e aproveitamos muito aquele lugar mágico: o dia estava quente e a vibração das águas do Pelotas mais a adrenalina da quedinha nos deixaram pilhados e ao mesmo tempo inspirados para uma meditação nas pedras.

Serra do Rio do Rastro

Depois do lanche na sombra de algumas araucárias, entramos nos Jipes para a volta. Saímos por outro acesso ao Parque, já em Bom Jardim da Serra.

Passamos por um mirante da Serra do Rio do Rastro, um trecho da rodovia SC-438 que, partindo de Tubarão, próximo ao litoral de SC, passa por Orleans, Lauro Müller, Bom Jardim da Serra e São Joaquim, chegando até Lages - é considerada uma das mais belas estradas do Brasil.

Quinto dia

Jipe subindo a Serra do Corvo Branco

O último dia foi para fechar com chave de ouro! Saímos de Jipe até a Serra do Corvo Branco, passamos por uma porteirinha e seguimos por uma estrada que parecia não ser estrada, mas o Jipe nos surpreendeu e mandou bem na subida - que era bem íngreme!

Deixamos o Jipe já no alto do cânion e começamos a caminhada margeando suas encostas, até iniciarmos a descida por uma trilha na mata fechada.

Trilha na mata

Descemos por uma hora, em um trecho de floresta atlântica densa, até o topo da Cachoeira do Corvo Branco, de 85 metros de altura. Era ela que iríamos descer de rapel! O topo era na verdade um riozinho, só! Não podíamos ver nada do que nos esperava, só a vista para um vale lindo!

Nos preparamos com os equipamentos necessários e, depois do primeiro guia, fui eu (Claudia)! A descida começou e eu continuava sem saber como era, depois de um degrau camarada, era possível ver... Nossa, que demais! A única opção nesta hora era descer e, com certeza, a melhor opção!

Inicio do cascading

Apesar do peso da corda molhada, o cascading foi inacreditável. A água na cabeça, o esforço e o visual faziam a adrenalina aumentar a cada metro que eu descia! O mais legal desse cascading é deparar-se com a formação rochosa da cachoeira, a primeira metade dela é de basalto e a outra de arenito, uma parte completamente diferente da outra, e você vê exatamente a divisão: o arenito, por ser muito mais sensível, adquiriu uma formação arredondada, parecido com uma cobertura esparramada num bolo!

Após a descida de todos, seguimos por uma trilha à beira do rio entrando no vale que víamos lá de cima - a trilha era muito linda e nos levou até a estrada, onde o outro guia nos buscou com o Jipe da Corvo Branco.

Que lugar especial! Você sente a natureza se manifestando em cada formação rochosa, cada rio, cada cachoeira, cada araucária e a cada temperatura. Com sol, neblina ou neve, Urubici é digna de ser visitada.

Localização e Acesso

Fenda na Serra do Corvo Branco

Urubici fica no planalto serrano catarinense, a 167km de Florianópolis, 515 km de Curitiba e 490 km de Porto Alegre.

Nós saímos de Floripa, pegamos a BR-101 em direção sul e logo saímos à direita na BR-282 seguindo no sentido de Lages. Logo após Bom Retiro, entramos à esquerda na SC-430 sentido São Joaquim e chegamos em Urubici.

Já era noite e tínhamos ainda que subir a serra, pois iríamos ficar hospedados no Refúgio Rio Canoas; então foram mais 30km de terra até lá - o Jipe mandou bem!

Uma outra opção bastante interessante também é ir até Tubarão pela BR-101 e pegar a SC-438 sentido Serra do Corvo Branco, passando por Grão Pará, mas este caminho é melhor fazer durante o dia, pois, além de a estrada ser muito perigosa, o visual é incrível! A estrada segue em direção às encostas da Serra Geral e, quando começa a subir, fica bem estreita e precária, com curvas extremamente fechadas mescladas de subidas fortes por entre os paredões da Serra do Corvo Branco.

No final da super subida tem um mirante de onde pode-se ter todo o visual da serra. Logo após este ponto a estrada corta o topo da Serra do Corvo Branco por uma fenda aberta pelos moradores da região utilizando-se de picaretas e dinamites antigas. A partir daí é só terra e descida até Urubici..

Muitos atrativos na região são distantes da cidade e só têm acesso por estradas de terra, portanto, o mais recomendado, é ir de jipe!

Serviços

Expedições Corvo Branco
www.riocanoas.com.br
(49) 278-5457
refugio@riocanoas.com.br

Refúgio de Montanha Rio Canoas
www.riocanoas.com.br
(49) 278-4596
r.canoas@terra.com.br

Dicas dos autores

Claudia e Marcelo

Todo inverno tem neve em algum ponto na região. Vá preparado, informe-se com o pessoal da região, e boa sorte.

Um veículo off-road é de extrema importância na região, já que muitos pontos só são acessíveis por estradas de terra.

Se você não tiver equipamentos para acampamento e quiser experimentar passar uma noite em um hotel com muito mais que cinco estrelas, não se preocupe pq a Expedições Corvo Branco tem equipamento para locação.

Mesmo no verão as noites são frias. Se você for acampar, vá preparado!

Não deixe de procurar um guia se a intenção for fazer trekking nos cânions ou travessia, há lugares nos campos de altitude muito encharcados, além de abismos inesperados. Na verdade, em muitos trechos nem trilha existe, pois a região é pouco explorada.

Existem pontos mais turísticos para os menos aventureiros que também são surpreendentemente maravilhosos, como a cachoeira do Avencal, com 100 m de altura, a dos Bugres, com 150 m, e a Véu de Noiva, com 25 m.

Chegando na cidade, vá até o Centro de Informações ao Turista, ao lado da praça - o serviço é excelente e há informações de todos os atrativos turísticos e estabelecimentos de hospedagem e alimentação.

  
  

Publicado por em

SUSANA RUIZ DIAZ

SUSANA RUIZ DIAZ

18/06/2009 10:12:35
OI! SOU ARGENTINA E ESTOU NAMORADA DE BRASIL E SUA GENTE ASIM QUE LEIO TUDO O QUE É TURISMO E GOSTEI MUITO DESTE PORQUE DESEJO CONHECER O LUGAR MAIS NAO CONSIGO QUE OS DONOS DOS HOSPEDAGEMS RESPONDAM MEUS IMAILS ASIMQUE NAO TENHO NEM IDEIA DOS CUSTOS E PROCURO SEMPRE ANTES DE SAIR TER ONDE FICAR E QUE SEJA ECONOMICO.

Vaness

Vaness

04/09/2008 13:32:37
Boa tarde,
amei isso td, meu namo e eu estamos pensando em ir de moto p Urubici, vcs teriam algum mapa dos pontos turisticos d urubici??