A barulhenta, gigantesca e cheirosa Milão

Antes mesmo do café, uma negociata. Quando saíamos do estacionamento onde passamos a noite, um porteiro apareceu e veio logo cobrando três euros por termos ocupado uma vaga ali. Patrícia logo começou a pechinchar... “Não tinha ninguém aqui ontem à noite q

  
  

Antes mesmo do café, uma negociata. Quando saíamos do estacionamento onde passamos a noite, um porteiro apareceu e veio logo cobrando três euros por termos ocupado uma vaga ali. Patrícia logo começou a pechinchar... “Não tinha ninguém aqui ontem à noite quando chegamos e agora são 8h15. O senhor não pode cobrar pelo dia todo.” O senhor olhou, falou qualquer coisa e pediu para que esperássemos. Logo voltou com um bloquinho na mão. “Ihhhhhhhhhhhhhh, não adiantou nada a conversa!”, pensamos. “Um euro e trinta centavos está bom!”, disse ele. Ufa, conseguimos um bom desconto...

Lateral da grandiosa Duomo

Lateral da grandiosa Duomo

Pé na estrada, mulherada! Ainda temos um trecho até Milão e já sabemos que a cidade abriga três milhões de habitantes. Aquilo deve ser uma loucura, sem falar no trânsito, em lugar pra estacionar e passar a noite. Mesmo com o mapa na mão, sofremos um pouquinho pra encontrar uma parada. Andamos por alguns cantos da cidade e nada. O que fazer então? Decidimos deixar o motorhome em um posto de combustíveis na rodovia, fora de Milão.

Velas acesas pelos fiéis no interior da Duomo

Velas acesas pelos fiéis no interior da Duomo

Almoçamos uma boa massa e preparamos nossas mochilas para desbravar um pouco desta gigantesca e cheirosa cidade. Tomamos um metrô até a estação central à procura de um posto de informações turísticas. Não encontramos nada lá, mas encontramos um cyber pra poder atualizar o site. Depois, já no final da tarde, fomos até a Piazza del Duomo, onde fica a catedral da cidade, uma das maiores do mundo em estilo gótico pena que a fachada está toda coberta, por causa de reformas (que saco!!!). Na entrada, tivemos as mochilas revistadas. Segundo o segurança, este é um procedimento normal ali, nada de especial para o dia.

Galeria Vittorio Emanuele II, na Piazza Duomo

Galeria Vittorio Emanuele II, na Piazza Duomo

Acompanhamos um pouco da missa e depois demos uma caminhada ali pela praça e por uma galeria muito elegante que fica logo à direita da praça. Aproveitamos pra tomar um sorvete, afinal ninguém é de ferro. O calor aqui na Itália está de matar. Conforme as notícias de jornal, a temperatura média está 10 graus acima do normal para esta época do ano. Por causa do calor excessivo e do conseqüente consumo elevado de energia, a região sofreu um black-out há dois dias. Haja reza para São Pedro! Pelo amor de Deus, abram as portas do céu, antes que os italianos e nós sejamos fritos antes mesmo do pico do verão chegar...

Claudia e Fabiula na briga para espantar os mosquitos

Claudia e Fabiula na briga para espantar os mosquitos

Antes de chegarmos em casa, fomos recepcionadas por uma comissão não muito agradável, na saída da estação de metrô: uma nuvem de pernilongos, sedentos por sangue. Que horrível aquilo, não dava pra ficar parada no lugar. Tivemos que ficar andando de um lado para o outro e nos estapeando pra espantar os malditos mosquitos. Daríamos tudo por um repelente naquela hora. Fabiula teve sorte, ganhou uma borrifada do tal líquido milagroso de um servente que passava por ali e viu seu desespero. Pra ajudar na nossa batalha, o ônibus só passaria dentro de vinte minutos. A cena era hilária, todos na estação tentando se defender do ataque daqueles insetos irritantes bzzzzzzzzzzzz bzzzzzzzzzzzzzzzz bzzzzzzzzzzzzzz paft paft paft...

Olha só a quantidade de insetos

Olha só a quantidade de insetos

  
  

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