A caminho de Sevilha

A noite no posto de combustíveis não foi exatamente tranqüila. O vai-e-vem de carro não cessou durante toda a madrugada. Fabiula e Patrícia até descansaram, mas Cláudia não conseguiu pregar o olho. Coisas de expedição... Não foi a primeira e nem será a úl

  
  

A noite no posto de combustíveis não foi exatamente tranqüila. O vai-e-vem de carro não cessou durante toda a madrugada. Fabiula e Patrícia até descansaram, mas Cláudia não conseguiu pregar o olho. Coisas de expedição... Não foi a primeira e nem será a última noite barulhenta até voltarmos pra casa.

O prédio que hoje ocupa a Catedral de Sevilla era uma mesquita no século XII

O prédio que hoje ocupa a Catedral de Sevilla era uma mesquita no século XII

Estávamos a poucos quilômetros de Sevilha e em minutos entramos na cidade. Sevilha tem cerca de 700 mil habitantes e mais do que uma dezena de atrações. A cidade é banhada pelo rio Guadalquivir e vista de uma das margens a cidade é muito bonita. As avenidas são bem largas e o trânsito é um pouco barulhento. Giramos um bom tempo e não conseguimos nenhum lugar para estacionar o carro.

A Porta do Perdão com a La Giralda, campanário em estilo mourisco, ao fundo

A Porta do Perdão com a La Giralda, campanário em estilo mourisco, ao fundo

Decidimos ir até o aeroporto, pelo menos lá procuraríamos o escritório de informações turísticas, conseguiríamos mapas e, quem sabe, uma indicação de onde poderíamos parar o motorhome. O aeroporto é um bom lugar, mas o estacionamento é pago, por isso vamos tentar algum gratuito.

Uma das torres da Plaza de España, construída em 1929

Uma das torres da Plaza de España, construída em 1929

O funcionário do escritório nos indicou um supermercado que fica fora do centro. Segundo ele, o estacionamento é grande e não fecha. Fomos até o local indicado e encontramos sim um supermercado gigantesco, mas todos os estacionamentos são cobertos e a altura máxima não passa de 2,1 metros. O nosso carro tem 3,2 metros. Ou seja, nada feito.

A Torre del Oro abriga atualmente o Museu Marítimo

A Torre del Oro abriga atualmente o Museu Marítimo

Encontramos uma vaga em frente ao mercado e paramos ali mesmo. Almoçamos, Fabiula e Cláudia foram ao trabalho, enquanto Patrícia ficou no carro. Apesar do dia ser mais de reconhecimento da cidade do que outra coisa, aproveitamos para filmar.

A encantadora fachada do Palácio de San Telmo

A encantadora fachada do Palácio de San Telmo

Sevilla é uma cidade encantadora com belos monumentos, chega a lembrar um pouco Paris. Assim como a Cidade-Luz, as ruas são amplas e bem arborizadas. A maior diferença está na herança mourisca presente na arquitetura de Sevilla e na grande quantidade de palmeiras.

A primeira parada foi na Plaza de España, construída em 1929 para a Exposição Ibero-Americana. Ela fica ao lado do Parque Maria Luiza. Logo na chegada nos ofereceram um passeio de carruagem, uma bela forma de conhecer toda a cidade. Como não era de graça, é claro que não aceitamos a oferta. É possível passar pelos principais pontos de interesse caminhando, e foi isso que fizemos.

Explorando a redondeza, fomos até a Catedral. O belo prédio era no século XII uma mesquita e a arquitetura mourisca pode ser observada no campanário, chamado de La Giralda. No topo, uma estátua de bronze, representa a Fé.

Ainda na época do domínio mouro, a cidade era cercada por uma muralha, que já não existe mais, o que restou dela é a Torre del Oro. Apesar do nome, não existe nenhum ouro por aqui, o nome pode ter tido sua origem por causa dos desembarques de ouro trazido da América que aconteciam no local, ou ainda devido aos azulejos dourados que revestiam as paredes.

Ainda no trajeto passamos por diversos prédios de arquiteturas exuberantes, vale destacar o Palácio San Telmo e a Universidade, antiga Fábrica Real de Tabacos.

Já começava a cair a noite quando Cláudia e Fabiula voltaram para o carro. Como havíamos estacionado em frente a um supermercado, fomos conversar com um guarda que fazia a vigilância do local para saber se era seguro passarmos a noite por ali. Apesar da aparente tranqüilidade da área, ficamos sabendo que o bairro é um dos mais violentos da cidade e que são comuns até assaltos à mão armada. É claro que saímos dali na mesma hora e graças a Deus encontramos um lugar seguro, desta vez em frente a um batalhão da polícia, para passarmos a noite.

  
  

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