A emoção de entrar num campo nazista de concentração

Seguimos então 25 quilômetros até Breendonk, onde existe um campo de concentração. Não foi difícil encontrar o local. Logo na entrada ficamos emocionadas por estar num lugar tão carregado de história. Nos apresentamos como jornalistas e permitiram fotogra

  
  

Seguimos então 25 quilômetros até Breendonk, onde existe um campo de concentração. Não foi difícil encontrar o local. Logo na entrada ficamos emocionadas por estar num lugar tão carregado de história. Nos apresentamos como jornalistas e permitiram fotografar e filmar o campo sem nenhum problema.

A entrada do campo de concentração

A entrada do campo de concentração

Na entrada uma placa adverte: “Respeite o silêncio em nome das pessoas que aqui morreram para que hoje vocês estivessem livres” Os corredores pouco iluminados transmitem um ar de tristeza. Quando entramos nas salas com celas e correntes imaginamos o sofrimento dos que lá estiveram. O lugar é todo carregado de muita emoção. Existem salas com cinzas de pessoas mortas em vários campos de concentração. Nas entradas de alguns ambientes estão expostos depoimentos de sobreviventes. Em um dos dormitórios, a explicação de como era a rotina no Forte de Breendonk impressiona. Eles dormiam às oito horas da noite e acordavam às quatro da manhã com os gritos de um soldado sempre armado que abria a porta. Tinham pouco tempo para arrumar as camas, que deveriam ficar com o lençol impecavelmente esticado. Caso o soldado achasse que não estava bom, a pessoa ficava sem comer. Segundo o depoimento, por causa disso, muitos prisioneiros chegaram a morrer.

As camas onde os judeus dormiam

As camas onde os judeus dormiam

A sala de tortura havia sido disfarçada pelos nazistas no final da guerra antes de abandonarem o campo, mas graças a estas testemunhas o local foi recuperado. Seguindo as marcas que havia nas paredes, os instrumentos de tortura foram recolocados. Historiadores no final de 1979 conseguiram montar uma lista com 3460 nomes de ex-prisioneiros dos nazistas que passaram por Breendonk. A pessoa mais nova a ser executada neste campo de concentração tinha apenas 18 anos e o mais velho 62 anos. Atualmente o Memorial Nacional do Forte de Breendonk está passando por uma reforma e quando tudo estiver concluído os visitantes vão poder assistir a um áudio-visual com a história do local. Todo este esforço existe para que os homens não se esqueçam das atrocidades que cometeram no passado e não voltem a fazer o mesmo no futuro.

Os corredores eram pouco iluminados

Os corredores eram pouco iluminados

De Breendonk, seguimos para Ghent. Quando chegamos já era noite. Procuramos um local para estacionar o motorhome e fomos dar uma volta a pé pela cidade. O nosso jantar foi um lanche no Mc Donalds - a primeira vez que pagamos para comer fora. Mas não pense que foi uma extravagância, cada uma pôde gastar apenas 3 euros. Deu para comermos dois hamburgers e um milk shake pequeno. E assim, o dia acabou!

O símbolo nazista ficava em um cassino dos alemães

O símbolo nazista ficava em um cassino dos alemães

  
  

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