A epopéia do gás

Acordamos cedo, tomamos um super café da manhã e fomos até a embaixada brasileira para estacionar o motorhome e pegar algumas informações com a Laurence. A nossa prioridade ainda era comprar gás, afinal já estávamos economizando o último botijão há alguns

  
  

Acordamos cedo, tomamos um super café da manhã e fomos até a embaixada brasileira para estacionar o motorhome e pegar algumas informações com a Laurence. A nossa prioridade ainda era comprar gás, afinal já estávamos economizando o último botijão há alguns dias. Foi então que Laurence encontrou no catálogo telefônico uma loja que vende produtos para camping, o único problema é que ficava fora de Bruxelas, em Waterloo.

Principal rua do centro de Waterloo

Principal rua do centro de Waterloo

Partimos então para a cidade onde Napoleão perdeu a guerra na esperança de vencermos a nossa luta em busca do tão esperado gás. No caminho paramos em um supermercado para fazer umas compras e minutos depois finalmente chegamos na loja. Para a nossa surpresa eles tinham vários modelos de botijões, mas nenhum deles servia para o nosso carro. Depois de muita conversa, o dono da loja apareceu para nos ajudar. Ele ligou para a empresa que enche os botijõespara a loja e nos disse que poderíamos envasar o gás lá também. Ficamos bem animadas com a notícia, mas a batalha ainda não havia sido ganha.

A empresa ficava em outra cidade, só que desta vez teríamos que andar mais uns 40 km, mais do que o dobro de Bruxelas até Waterloo. A estrada que pegamos era maravilhosa, passava por dentro de pequenos vilarejos e as músicas francesas que tocavam no rádio tornavam o caminho ainda mais agradável. Chegar até a empresa não era muito fácil, seguíamos um mapa feito à mão pelo dono da loja do camping, e é claro que nos perdermos.

Depois de algumas voltas chegamos à empresa, já eram 16h10 quando achamos a companhia. Animadas, descemos do carro para finalmente comprarmos o gás, aí veio a triste notícia, a empresa fechava às 16h00 e a troca teria que ficar para o dia seguinte. Voltar para Bruxelas àquela altura estava fora de cogitação, mas onde iríamos dormir? A pequena cidade era suja, e não nos pareceu segura. Foi então que encontramos uma loja com internet. Parecia que estávamos em Cidade do Leste. Atualizamos o site e fomos em direção a Waterloo. No caminho, paramos em Charleroi, uma cidade agradável onde encontramos um lugar seguro para passar a noite.

  
  

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