A Mesquita/Catedral de Córdoba

Parece engraçado, afinal é mesquita ou é uma catedral? Mas a impressionante construção, a mais importante de Córdoba, é chamada assim mesmo. É uma incrível mistura da arquitetura árabe e seus símbolos religiosos com a cristã. O templo resume em sua histór

  
  

Parece engraçado, afinal é mesquita ou é uma catedral? Mas a impressionante construção, a mais importante de Córdoba, é chamada assim mesmo. É uma incrível mistura da arquitetura árabe e seus símbolos religiosos com a cristã. O templo resume em sua histórica arqueologia a evolução arquitetônica e estilística, desde o estilo hispano-muçulmano até os estilos predominantes nos séculos XVI e XVII.

A fachada da Mesquita/Catedral de Córdoba

A fachada da Mesquita/Catedral de Córdoba

Abd al Rahman I foi quem começou a construção no séc. VIII, sobre uma basílica cristã de São Vicente. A mesquita recebeu várias adições, até que parte foi destruída para abrigar uma catedral, cuja construção começou em 1523. O que resultou de tantas obras é agora uma construção impressionante, mais de dentro do que de fora, que vamos conhecer hoje.

A estonteante visão de algumas das 850 colunas da Mesquita

A estonteante visão de algumas das 850 colunas da Mesquita

Deixamos o posto e seguimos os poucos quilômetros até a cidade. Conseguimos estacionar o carro bem em frente a uma ponte romana que cobre o rio Guadalquivir e que liga a cidade antiga à Torre de la Calahorra, construída no século XIV. Era só cruzar a ponte e chegar ao coração histórico da cidade que foi fundada no séc. II a.C..

Uma capela na Mesquita onde são realizados os batismos

Uma capela na Mesquita onde são realizados os batismos

A mesquita fica a poucos metros do rio. Logo atrás dela um emaranhado de pequenas ruas lotadas de restaurantes, bares, hotéis e lojas de lembrancinhas. E não estranhe se alguém lhe disser que quase se perdeu no interior do bairro, isso não é impossível.

A riqueza da mistura árabe e cristã na arquitetura da Mesquita

A riqueza da mistura árabe e cristã na arquitetura da Mesquita

Entramos na mesquita, pelo Patio de los Naranjos, um pátio tomado por laranjeiras carregadíssimas de frutos, e que ninguém se atreve a colher. Segundo os guias locais, essas laranjas são muito azedas, usadas apenas para doces e geléias.

As ruas da cidade revelam em cada esquina um pouco da arquitetura árabe

As ruas da cidade revelam em cada esquina um pouco da arquitetura árabe

Logo na entrada a visão é impressionante, centenas de colunas que parecem não ter fim. Na verdade são 850 colunas feitas de granito, jaspe e mármore que sustentam o teto da Mesquita. Apesar de ser fascinante, o efeito visual, com o passar do tempo, começa a dar um pouco de tontura, e foi o que aconteceu com a Cláudia. Depois de meia hora lá dentro começou a ficar meio zonza. Infelizmente algumas áreas da Mesquita estavam sendo restauradas e os tapumes impediram que víssemos todos os altares.

Uma das áreas mais belas, o Mihrab, fica cercada por grades e não se pode chegar perto. São portais que eram usados para orações e antigamente possuíam uma cópia dourada do alcorão. O chão chega a estar desgastado,. É que os peregrinos davam sete voltas de joelhos no local. Para se ver tudo com riqueza de detalhes levamos quase duas horas, mas valeu a pena!

Uma chuva torrencial nos surpreendeu na saída da mesquita. Demos uma volta rapidíssima pela região e já voltamos para o carro. Córdoba tem várias outras atrações como o Alcázar de los Reyes Cristianos (palácio-fortaleza), a sinagoga, o bairro judeu, museus e praças. Mas, o mau tempo não convidava a passeio algum.

Fabiula preparou sua especialidade na cozinha: cachorro quente, que foi o nosso delicioso almoço. Logo em seguida pegamos a estrada novamente. Como o inverno está próximo, os dias aqui escurecem bem mais cedo e por isso não rodamos muito tempo. Encontramos um restaurante com um super estacionamento numa cidadezinha e lá mesmo paramos. Decidimos ficar ali também porque havia um outro motorhome estacionado. Paramos a poucos metros do outro carro. Os nossos “amáveis” vizinhos, que depois descobrimos eram alemães, fecharam às pressas a janela, num incrível exemplo de falta de simpatia.

Já estávamos nos preparando para dormir quando ouvimos uma batidinha na porta. Ficamos em silêncio, em breve outra, dessa vez bem forte. Fomos até a janela e nos deparamos com o funcionário do restaurante. Ele só pediu para que mudássemos de lugar. Nós estávamos exatamente no meio do estacionamento. Fizemos o que o senhor nos pediu e esta noite, sim, tivemos o sono dos justos: silencioso e tranqüilo. Ainda bem!!!

  
  

Publicado por em

Vera

Vera

06/03/2009 09:08:42
Olá, eu gostaria de saber qual o funcionamento da mesquita e o preço?

Equipe EcoViagem

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