Adeus Espanha, de volta a França

Antes de voltarmos para a estrada demos uma geral no carro, enchemos o tanque de água, o de combustível e esvaziamos os depósitos do banheiro e da água servida. Encontrar a saída não foi muito difícil, o problema maior é que para evitarmos a estrada pedag

  
  

Antes de voltarmos para a estrada demos uma geral no carro, enchemos o tanque de água, o de combustível e esvaziamos os depósitos do banheiro e da água servida. Encontrar a saída não foi muito difícil, o problema maior é que para evitarmos a estrada pedagiada demos uma volta danada. Passamos por cidades como Girona e Figueres e atravessamos a fronteira por La Jonquera.

Estacionamento onde passamos a noite

Estacionamento onde passamos a noite

Apesar de não existir mais nenhuma aduana entre os países que formam a Comunidade Européia, passamos por algumas barreiras policiais antes de deixarmos a Espanha. Como esta semana foram presos alguns integrantes do E.T.A. na região, imaginamos que a operação pudesse ser mais um pente fino em busca de outros membros do grupo separatista que luta pela independência do País Basco, autor de vários atentados terroristas na Espanha.

O agitado comércio francês na fronteira com a Espanha

O agitado comércio francês na fronteira com a Espanha

A primeira cidade francesa é cheia de centros comerciais e lojas vendendo de tudo, parecia uma zona franca. Lembramos logo do Paraguai, um formigueiro de pessoas que lotavam as ruas estreitas. Como não havia nenhuma vaga para o nosso pequeno carro, tivemos que seguir sem descobrir o motivo de tanto movimento.

Um belo trecho da estrada com a paisagem de inverno

Um belo trecho da estrada com a paisagem de inverno

Continuamos na estrada em direção a Perpignan e passamos a noite no estacionamento de um supermercado a poucos quilômetros de Narbone. A noite estava um pouco fria, mas a preocupação foi o vento forte que soprava e balançava o motorhome. No dia seguinte Cláudia contou que não dormiu quase nada com medo do carro virar. Como o nosso destino é a Itália, e ela ainda está um pouquinho longe, entramos novamente na estrada.

Fabiula aproveita para ler...

Fabiula aproveita para ler...

Na semana passada os telejornais espanhóis mostraram uma enchente na costa mediterrânea francesa, a cidade mais atingida tinha sido Arles. Seguíamos reparando nos leitos dos rios, mas não vimos nada que nos chamasse a atenção. Passamos por Montpellier e quando chegamos a St. Giles, uma pequena cidade a 30 km de Arles, fomos paradas em uma barreira. Policiais, bombeiros e funcionários da prefeitura local se desdobravam para arrumar os estragos deixados pela enchente.

enquanto Cláudia prepara o jantar.

enquanto Cláudia prepara o jantar.

Um policial nos indicou o caminho alternativo e tivemos que voltar um bom trecho. Quando chegamos à cidade indicada por ele, vimos uma placa alertando que a estrada para Arles estava bloqueada. Mudamos totalmente a nossa rota e infelizmente não pudemos conhecer a bela cidade de Arles, considerada uma das mais belas do sul da França. É uma penas, mas ela vai ter que ficar para uma próxima.

Já havíamos sido avisadas de que Marseille é muito perigosa e por isso tínhamos planejado dormir na estrada a poucos quilômetros da cidade. Parece até brincadeira, mas não encontramos nenhum lugar seguro para estacionarmos. Quando vimos já havia anoitecido e estávamos dentro de Marseille. Para nossa segurança, resolvemos seguir viagem rumo a Toulon. Já na estrada acabamos parando no estacionamento de um McDonalds. Nos pareceu seguro e ficamos por lá mesmo para dormir.

  
  

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