Adios Madri e gracias...

Nossa manhã de quinta-feira foi bastante agitada. Às 6h30, Cláudia e Patrícia acordaram com um barulho nada agradável, a água limpa do nosso reservatório estava sendo despejada. “Esquecemos de ligar o aquecedor durante a madrugada”, lembraram. A temperatu

  
  

Nossa manhã de quinta-feira foi bastante agitada. Às 6h30, Cláudia e Patrícia acordaram com um barulho nada agradável, a água limpa do nosso reservatório estava sendo despejada. “Esquecemos de ligar o aquecedor durante a madrugada”, lembraram. A temperatura que chegou aos três graus negativos congelou tudo. Para não permitir que a água congele nos canos do motorhome e os quebre, há um dispositivo que libera toda a água. Se tivéssemos ligado o aquecedor...

Visita a Lauen Comunicações: à esquerda o diretor, sr. Enrique, e à direita, o brasileiro Onofre

Visita a Lauen Comunicações: à esquerda o diretor, sr. Enrique, e à direita, o brasileiro Onofre

Ligamos a calefação e improvisamos um jeito para estancar a água. Pouco depois das oito... Toc, toc, toc, na porta do carro. Instantes de silêncio e mais uma batida. Fomos até a janela e lá estava Onofre Alcubillas, executivo de marketing da Lauen Comunicações, que Fabiula e Cláudia haviam conhecido no dia anterior. Ele viu nosso carro estacionado na Casa do Brasil e veio fazer um convite para que fizéssemos uma visita à empresa onde ele trabalha. A Lauen atua com as mais de oito mil agências e operadoras de turismo da Espanha. Um contato com eles poderia ser interessante no futuro.

Fabiula e Patrícia enchendo o tanque do carro com água antes de deixarmos a Casa do Brasil

Fabiula e Patrícia enchendo o tanque do carro com água antes de deixarmos a Casa do Brasil

Fizemos a visita a Lauen e lá conhecemos o diretor da empresa, sr. Enrique Dorronsoro. O trabalho deles é feito através da internet. Eles informam as agências e operadoras sobre os destinos, hotéis, restaurantes que fazem parte da pasta de clientes deles. Eles gostaram do nosso trabalho e disseram que era ousado e agressivo. Onofre até tinha pensado que fosse uma iniciativa nacional, e ficou surpreso ao perceber que era exclusivamente de Foz do Iguaçu.

Cruzamos por vários painéis gigantes que mostram o touro, um dos símbolos da Espanha

Cruzamos por vários painéis gigantes que mostram o touro, um dos símbolos da Espanha

Conversamos mais também com Onofre, um brasileiro que vive há cerca de sete anos na Espanha e que há 10 meses adotou dois irmãos no Brasil. Impossível não perceber a alegria dele com as crianças em casa.

A paisagem árida mais parecida com a mexicana

A paisagem árida mais parecida com a mexicana

Voltamos para o carro já passava do meio-dia. Abortamos por completo a nossa idéia inicial de partir de Madri hoje. Aquele probleminha que nos despertou às 6h30 não havia sido solucionado e teríamos de procurar uma empresa para verificar o que estava acontecendo. Descobrimos que havia uma na saída de Madri, rumo a Barcelona exatamente na nossa rota. Tudo certo, na sexta-feira iremos até lá.

Atenção e cautela nos trechos com muita neblina

Atenção e cautela nos trechos com muita neblina

Nos despedimos de dona Cecília, uma espécie de braço direito do diretor da Casa do Brasil, e também dos amigos que fizemos na Casa. Infelizmente não conseguimos conversar com o diretor da Casa do Brasil sobre o nosso trabalho e não foi por falta de tentativa. Mesmo assim, deixamos material de Foz e da nossa expedição na biblioteca da instituição.

Ajeitamos o carro para a partida na manhã seguinte. Quando acordamos, uma surpresa. Aquele dispositivo que fazia com que a água fosse escoada do reservatório tinha voltado ao normal... Dessa forma não precisaríamos parar para fazer o conserto. Estávamos com um pouco de receio já que neste sábado, domingo e segunda é feriado nacional na Espanha, se comemoram os 25 anos da Constituição, e muitos espanhóis iriam emendar a sexta-feira também. O que deixaria as estradas bastante engarrafadas.

Parece que saímos antes do congestionamento geral. Havia um pouco de movimento na estrada, mas nada exagerado. Cruzamos com muitos espanhóis seguindo para as pistas de esqui que abrem nessa sexta-feira. Para eles quanto mais frio e neve melhor...

De Madri a Barcelona, são 630 quilômetros e no caminho está Zaragoza, quinta cidade da Espanha e capital de Aragão. Preferimos seguir viagem. Àquela hora, em véspera de feriado, não encontraríamos ninguém nos escritórios para fazer visitas. No caminho pegamos chuva, neblina, sol. Só fomos poupadas da neve. Por dezenas de quilômetros, a estrada não cortava um povoado sequer. A paisagem era bonita, diferente. Na verdade, parecia que estávamos dirigindo pelo México.

Paramos para o almoço e quando abrimos a torneira, percebemos outro escape jorrando água. Ou seja, estávamos agora com dois problemas: a água que vaza e todas as empresas que fazem conserto, fechadas até segunda. Mas tudo bem, sempre se dá um jeito. Depois de seguir por mais 150 quilômetros, decidimos parar antes que anoitecesse. Encontramos um posto que nos pareceu movimentado e silencioso ao mesmo tempo. A escolha foi acertada. Caímos as três na cama esgotadas.

  
  

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Onofre

Onofre

08/04/2010 12:01:06
Saudades dessas corojosas brasileiras, que como os bandeirantes ao iverso, estavam desbvravando terras européias com a bandeira do Brasil nas maos e coraçao!