Ainda no Vale do Loire...

Estamos prestes a conhecer um dos castelos mais bonitos do Vale do Loire e talvez o que carrega a história e personagens mais interessantes da monarquia francesa. O Castelo das Damas, como é conhecido Chenonceua, foi construído no século XVI, quando Thoma

  
  

Estamos prestes a conhecer um dos castelos mais bonitos do Vale do Loire e talvez o que carrega a história e personagens mais interessantes da monarquia francesa. O Castelo das Damas, como é conhecido Chenonceua, foi construído no século XVI, quando Thomas Bohier destruiu o castelo e o moinho fortificado da família dos Marques, antigos ocupantes da região, deixando ficar apenas a torre.

Eurotrip no Château de Chenonceau conhecendo as histórias da nobreza francesa

Eurotrip no Château de Chenonceau conhecendo as histórias da nobreza francesa

O castelo é quase todo ele quartos. São aposentos reais construídos para os reis Francisco I e Henrique II, príncipe César de Vendôme – filho do rei Henrique IV e de Grabrielle d’Estrées. Aqui viveram ainda a rainha Catherina de Médicis e a amante de seu marido, Diana de Poitiers, para quem o rei doou o château. Depois da morte de Henrique II em 1559, Catherina, então rainha da França, expulsou a “concorrente” e a mandou para outro castelo, o de Chaumont-sur-Loire.

Um rei, uma esposa, uma amante e dois jardins...

Um rei, uma esposa, uma amante e dois jardins...

Nas paredes de alguns cômodos é possível ver as iniciais H e C, de Henrique II e Catherina, que entrelaçada formam o D, de Diana. Bem ao lado do quarto da amante fica o Gabinete Verde, de onde Catherina governou a França. A rainha também imprimiu sua marca no castelo, redecorando-o e inserindo suas iniciais no teto e nas paredes das principais salas.

Na cozinha, quanta organização!

Na cozinha, quanta organização!

Sobre a ponte que ligava Chenonceau à outra margem do rio Loire foi construída uma galeria. Séculos mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, este espaço serviu de enfermaria para centenas de soldados franceses feridos durante a batalha. Já na Segunda Guerra, o corredor era um dos poucos caminhos que ligavam o território francês ocupado pelos alemães à região de Zona Livre.

Galeria que serviu de enfermaria durante a Primeira Guerra Mundial

Galeria que serviu de enfermaria durante a Primeira Guerra Mundial

As cozinhas também chamam a atenção dos visitantes. São cinco alas onde se pode ver os móveis e utensílios usados na época, tudo muito bem disposto. Resta saber se quando tudo isso estava a pleno vapor a higiene e a organização eram as mesmas.

Homenagem aos soldados franceses que lutaram pela soberania do país

Homenagem aos soldados franceses que lutaram pela soberania do país

No último andar, um quarto todo pintado de preto e detalhes que lembram o luto abrigou Louise de Lorraine, esposa do rei Henrique III, assassinato pelo monge Jacques Clément, em 1589. Após a morte do marido, Louise decidiu se recolher em Chenouceau para rezar. Sempre vestida de branco, segundo o protocolo de luto real, ficou conhecida mais tarde como a “Rainha Branca”.

Do lado de fora, dois jardins completam a beleza da construção que fica sobre o rio Loire. O maior leva o nome da preferida do rei Henrique II, sua amante Diana de Poitiers. O menor e mais íntimo foi construído para a rainha Catherina de Médices. A decoração dos jardins é totalmente renovada na primavera e no verão e consome 130 mil bulbos cultivados no próprio castelo.

Encantadas com as maravilhas do vale do Loire, seguimos agora para a Inglaterra. Temos muito chão pela frente e uma travessia pelo Canal da Mancha antes de chegarmos às terras da Rainha.

  
  

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