As agências de Berlim

Ontem depois do almoço começamos a fazer visitas às operadoras em Berlim. Achar os endereços é sempre um desafio. Antes de sairmos de “casa” cumprimos um ritual que começa com a seleção dos endereços nos nossos guias e depois a busca frenética nos mapas.

  
  

Ontem depois do almoço começamos a fazer visitas às operadoras em Berlim. Achar os endereços é sempre um desafio. Antes de sairmos de “casa” cumprimos um ritual que começa com a seleção dos endereços nos nossos guias e depois a busca frenética nos mapas. Depois de localizados, partimos para outra etapa: procurar um meio de transporte que chegue mais próximo dos nossos destinos. Aqui em Berlim, como a rede de metrô é muito ampla, ele foi o escolhido. Marcamos tudo no mapa, endereços, estações, baldeações que deverão ser feitas e finalmente saímos.

Agente de viagem com o material recebido da Eurotrip

Agente de viagem com o material recebido da Eurotrip

Vendo por este lado parece que não tem erro, mas nem sempre é assim. Apesar de tanto planejamento, às vezes nos batemos para encontrar as agências. Ainda na segunda-feira, conseguimos visitar duas operadoras. Uma delas vendia o destino “Iguassu” para mochileiros, um tipo de turista muito comum em Foz e que procura montar o seu próprio roteiro de viagem.

Outra operadora visitada pela expedição

Outra operadora visitada pela expedição

No dia seguinte, começamos logo cedo as visitas. Depois de cumprir todo aquele ritual que você já conhece, caímos em campo. Visitamos cinco agências. Algumas conheciam o “nosso” destino e outras ainda não. Durante nossas conversas com os agentes de viagem descobrimos que o fato de não haver vôos diretos da Alemanha para o Brasil, nem mesmo charters, inviabiliza a formação de pacotes fechados para lá. Ainda segundo eles, a maioria dos alemães prefere viajar com pacotes fechados (grupos com guias, passeios comprados com antecedência, enfim, uma viagem inteiramente pré-planejada). Deixamos o material de Foz do Iguaçu também em um dos jornais da cidade.

Material de Foz entregue em Berlim

Material de Foz entregue em Berlim

Durante quase todos os dias que ficamos em Berlim, estacionamos o motorhome em frente ao Estádio Olímpico, além de ser um local aparentemente seguro é também uma vitrine para Foz do Iguaçu já que todos os ônibus de turismo e passeios incluem o local na sua rota. Apesar do ponto ser ótimo, o único problema é a distância. Ele fica na penúltima estação de uma das linhas de metrô. Isso significa que de lá até outro ponto do centro da cidade passávamos por vinte e duas estações, uma viagem e tanto.

O destino Iguassu em pauta entre os berlinenses

O destino Iguassu em pauta entre os berlinenses

Na Alemanha, o transporte público funciona na base da confiança, ou seja, não existem catracas e nem cobradores, mas quem for pego pelos fiscais sem o ticket, além da vergonha de ter que descer na próxima estação ainda paga uma multa de 40 euros.

Imprensa visitada pela Eurotrip

Imprensa visitada pela Eurotrip

É claro que não escapamos da fiscalização e levamos o maior susto quando os fiscais começaram a falar alto dentro do trem. Eles não usam uniformes, entram separados em vários vagões e só depois que o trem começa a andar se identificam pedindo os bilhetes. Nós estávamos tranqüilas, afinal os bilhetes estavam pagos. Cláudia apresentou-os ao fiscal, que fez uma cara estranha e disse que teríamos que descer. Saímos do trem mesmo sem saber o que estava errado. Os bilhetes tinham validade de duas horas e ainda estávamos dentro do prazo. Como não entendemos quase nada de alemão, o fiscal chamou um colega dele que falava inglês, foi então que descobrimos que havíamos comprado bilhetes de criança. O mal entendido não nos valeu uma multa, mas tivemos que comprar novos bilhetes para voltar para casa. Infelizmente vimos que outras pessoas não tiveram a mesma sorte e foram multadas em 40 euros. Depois de passado o susto, rimos muito da situação.

O dia ainda não tinha acabado por aí, pegamos a estrada rumo à Polônia. A intenção era chegar o mais próximo possível da fronteira, passar a noite ainda na Alemanha e na manhã seguinte cruzarmos. Mas não foi bem assim que aconteceu.

Fomos deixando para parar cada vez mais perto e quando percebemos já eram dez horas da noite, não aparecia mais nenhum posto de combustível, e lá estava a fronteira bem na nossa frente. Pegamos os passaportes e apresentamos ao policial alemão. Pela primeira vez durante a expedição, carimbamos o nosso passaporte ao cruzar uma fronteira. Estávamos tão aliviadas por não dificultarem as coisas pra gente que quase passamos direto pelos policiais poloneses, há menos de 10 metros do posto alemão. Carimbamos novamente nossos passaportes e paramos logo em seguida para dormir num posto de gasolina que ficava a poucos metros do posto de fiscalização.

  
  

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