As belezas do Castelo de Buda

O Castelo Real de Budapeste (castelo de Buda) fica na parte montanhosa da cidade, chamada Buda, por isso leva esse nome. Nesta sexta-feira pretendíamos conhecer todo o distrito do castelo que além da construção real, tem museus, igrejas, ruínas e labirint

  
  

O Castelo Real de Budapeste (castelo de Buda) fica na parte montanhosa da cidade, chamada Buda, por isso leva esse nome. Nesta sexta-feira pretendíamos conhecer todo o distrito do castelo que além da construção real, tem museus, igrejas, ruínas e labirintos. Ilusão pura! Conseguimos ver apenas metade. O restante ficará para a semana que vem.

Largo do Castelo de Buda

Descemos na última estação do metrô da linha vermelha, que mais parece o caos, e nos preparamos para uma subida de dezenas de degraus até o alto. Obviamente existe um modo mais humano de se chegar ao distrito, de ônibus, mas só ficamos sabendo disso quando já estávamos lá em cima.

Igreja de St. Matias no Distrito de Buda, onde fica o Castelo

Nada ou muito pouco do que se vê hoje em Budapeste não foi reconstruído. A região foi vítima de várias invasões e ocupações. Cada uma deixou o seu rastro de destruição. O próprio Castelo de Buda foi destruído inúmeras vezes, o que se vê hoje foi reerguido depois da Segunda Guerra Mundial.

Detalhe dos telhados azulejados da Igreja

A primeira parada no distrito foi na Praça da Santíssima Trindade, em frente à Igreja São Matias. O atual edifício é uma reconstrução neogótica de 1874-96. A maior parte da construção original foi perdida depois da dominação turca, quando a igreja foi transformada em mesquita. O interior da igreja todo pintado é surpreendente.

Vista da Ponte das Correntes com Peste ao fundo

A vista que se tem da cidade de Budapeste é muito interessante ali do alto dos muros do castelo. Mas para se chegar até lá, obviamente é necessário pagar...Apenas uma parte é livre, ao lado do restaurante. Os que freqüentam este restaurante também não precisam pagar nada para admirar a vista, mas em compensação os preços do cardápio são de assustar...

Ainda no distrito, conhecemos a torre das ruínas da igreja dedicada à Santa Madalena. Percorremos também os subterrâneos do castelo de Buda, um emaranhado de túneis que ligam centenas de caves. O lugar serviu de esconderijo, base militar e local de batalhas. Dizem que durante a Segunda Guerra Mundial, um hospital foi improvisado ali para atender os feridos, já que era um dos poucos lugares seguros e protegidos da cidade. O frio do labirinto pode ser amenizado com um pouco de vinho que jorra sem parar de uma fonte de pedra. Muito bom!

Já era quase seis horas da tarde e ainda não havíamos chegado ao castelo. Será que vai dar tempo? Antes, uma passada rápida por uma sala de concertos onde, em 1800, o compositor Beethoven se apresentou. Bons tempos aqueles...

A visita ao interior do castelo vai ficar mesmo para outro dia. Já passava das sete e meia e ainda tínhamos que descer o monte, atravessar o rio, comer alguma coisa e seguir para a casa do Ákos, um húngaro que fala português. O programa, que incluiria um filme com imagens da Bahia feitas por ele na última viagem para o Brasil, foi arranjado pela Adel, da embaixada.

É claro que chegamos atrasadas e, o pior, sem nem saber quem era o dono da casa. Todos estavam assistindo a um filme que logo percebemos não se tratar daquele de que haviam nos dito, sobre a Bahia. Sorte nossa que Ákos percebeu logo a nossa chegada e foi nos receber, nos deixando mais à vontade. Por causa de um probleminha, o filme apresentado foi “Domésticas”. Que maravilha, um filme em português!

Ao final da sessão, começamos a conhecer as pessoas que estavam ali. De brasileiros, só nós três e um outro rapaz de São Paulo: Kleiber. Ele toca clarinete e veio para a Hungria estudar música. Falamos sobre a nossa viagem e logo chegou a caipirinha. Realmente um encontro brasileiro, onde quase todos falavam português. Ali, claro, fizemos novos amigos alemães e húngaros: Mirian, Andy, Viola e Eva, com quem mais conversamos.

Conhecemos um pouco mais sobre os costumes e as culturas húngara e alemã, principalmente a divergência de pensamentos entre os alemães do sul e do norte... tudo muito interessante. Perdemos inclusive a hora do último metrô. Tivemos que pegar um ônibus noturno e fomos parar uma estação além da que deveríamos descer. Fazer o que à 1h30 da madrugada, sem saber o quanto ainda tínhamos que caminhar até chegar em casa? Arriscar um pouco mais e pegar um táxi...Ufa! Chegamos sãs e salvas, loucas pra deitar e dormir e finalmente ter o sono dos justos.

  
  

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