As cores e os sabores de Lisboa

Com o mapa em mãos saímos para conhecer a capital portuguesa. Logo na saída quase pegamos o ônibus no sentido errado, a sorte foi que o motorista nos corrigiu em tempo. Atravessamos a rua e esperamos o certo chegar, por coincidência era o mesmo motorista.

  
  

Com o mapa em mãos saímos para conhecer a capital portuguesa. Logo na saída quase pegamos o ônibus no sentido errado, a sorte foi que o motorista nos corrigiu em tempo. Atravessamos a rua e esperamos o certo chegar, por coincidência era o mesmo motorista. Descemos na paragem (por aqui parada de ônibus se chama assim) da Torre de Belém e fomos conhecer um dos cartões postais de Lisboa.

Torre de Belém, marco de referência para os navegadores

Torre de Belém, marco de referência para os navegadores

Ela foi construída para servir de fortaleza no rio Tejo poucos anos depois do descobrimento do Brasil, entre os anos 1515 e 1521. Na época a Torre era uma referência para os navegadores. Com o passar dos anos a água foi avançando e hoje a Torre de Belém está na margem do rio.

O Monumento aos Descobrimentos lembra a forma de uma caravela

O Monumento aos Descobrimentos lembra a forma de uma caravela

Seguindo pela margem encontramos o avião usado por Gago Coutinho na primeira travessia do Oceano Atlântico. Mais adiante fica o Monumento aos Descobrimentos, construído para homenagear os 500 anos da morte do patrono dos navegadores, conhecido como Henrique, o navegador. No chão um enorme painel mostra as rotas dos descobrimentos dos portugueses nos séculos XV e XVI. Nos chamou a atenção a figura de Pedro Álvares Cabral, mas o monumento também mostra navegadores famosos como Vasco da Gama, Fernão Magalhães, entre outros.

Os tradicionais pastéis de Belém

Os tradicionais pastéis de Belém

Continuamos o nosso caminho a pé em direção ao Mosteiro dos Jerônimos, uma belíssima construção em estilo manuelino. O suntuoso prédio foi erguido a pedido do rei Manuel I e em grande parte com o dinheiro da venda de especiarias trazidas das Índias. No mosteiro é possível visitar os túmulos de algumas pessoas da família real portuguesa, entre eles está o do rei Manuel I e o de sua esposa Dona Maria.

Castanhas assadas na brasa, tão comum como os carrinhos de pipoca no Brasil

Castanhas assadas na brasa, tão comum como os carrinhos de pipoca no Brasil

Logo que entramos em Portugal provamos muitos doces deliciosos, um deles sabíamos que era chamado de duas formas, pastel de natas e pastel de Belém. Hoje ficamos sabendo o motivo: o verdadeiro pastel de Belém é produzido somente em uma única pastelaria no bairro de Belém. Inaugurado em 1837, o lugar é concorridíssimo e vende diariamente mais de 10 mil pastéis. Inacreditável! Realmente é muito gostoso, nós adoramos...

A bela vista do entardecer na Praça do Rossio

A bela vista do entardecer na Praça do Rossio

Pegamos um bonde super antigo, diferente de todos os que já havíamos andado nos outros países por onde passamos, e seguimos para o centro antigo da cidade. Saltamos na Praça do Comércio, também conhecida entre os lisboetas como Terreiro do Paço, já que durante 400 anos abrigou o palácio real. Dali, seguimos a pé até o Elevador de Santa Justa, que liga a Baixa ao Bairro Alto.

No caminho vimos alguns carrinhos onde são vendidas castanhas assadas. Não resistimos e paramos para experimentá-las. O sabor é bem diferente das cozidas que já estamos até enjoadas de comer. Colhemos muitas nas estradas da França. Durante esta pausa nas castanhas, Patrícia ficou impressionada com a cara de pau de um rapaz que sem receios chegou perto dela oferecendo haxixe. Vale lembrar que o consumo de drogas no país não é permitido. É claro que ela não aceitou a oferta.

Já estava começando a escurecer quando chegamos à Praça do Rossio, o ponto final do nosso passeio. Na região existem muitos mercados vendendo o tradicional bacalhau, base de muitos pratos da culinária portuguesa, é de dar água na boca!

  
  

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