Atenção redobrada na hora de dirigir na terra da Rainha Elizabeth

Antes das dez horas da manhã, estávamos prontinhas para o embarque. Estávamos bastante ansiosas, afinal para ingressar na Inglaterra teríamos de passar pelos trâmites da alfândega que sempre nos deixam um pouco apreensivas. Entramos no ferry, um navio gig

  
  

Antes das dez horas da manhã, estávamos prontinhas para o embarque. Estávamos bastante ansiosas, afinal para ingressar na Inglaterra teríamos de passar pelos trâmites da alfândega que sempre nos deixam um pouco apreensivas. Entramos no ferry, um navio gigantesco, e estacionamos o carro no porão, assim como dezenas de outras pessoas, e subimos para os andares reservados aos passageiros com sala de cinema, restaurante, uma pequena loja, local para trocar dinheiro etc.

Motorhome entrando no navio para atravessar o Canal da Mancha

Motorhome entrando no navio para atravessar o Canal da Mancha

Observamos um pouco do início da viagem pelas imensas janelas do navio e fomos para o cinema assistir a uma comédia e dar umas risadas. Cláudia e Patrícia tomaram remédio para enjôo um pouco antes da partida. Fabiula preferiu seguir a viagem “a seco”. Resultado: foi tomada por um mal-estar já na primeira meia hora de travessia. Precisou ir ao banheiro algumas vezes e seguiu o resto da viagem (mais uma hora e meia) com uma cara meio amarela e praticamente imóvel.

Estamos chegando na Grã-Bretanha...

Estamos chegando na Grã-Bretanha...

Um pouco antes do navio atracar, já estávamos no carro. A passagem pela alfândega foi tranqüila, pegamos um fiscal bem-humorado que nos fez algumas perguntas e logo nos liberou, depois de termos preenchido um formulário de controle.

Fachada da catedral de Canterbury

Fachada da catedral de Canterbury

Dirigir pela esquerda não é tão complicado assim, garante Patrícia. Só é preciso uma atenção especial nas rotatórias. Em vez de seguirmos pela direita temos que ir à esquerda (uma boa dica que recebemos de um motorista que conhecemos no Vale do Loire). Já na saída de Dover, a primeira cidade inglesa por onde passamos, fizemos uma parada para o almoço e um breve descanso. Fabiula preferiu ficar escrevendo os diários atrasados e editando as fotos.

Corredor que dá acesso a um jardim dentro da catedral

Corredor que dá acesso a um jardim dentro da catedral

Atrasamos nossos relógios em uma hora, já que aqui na Grã-Bretanha há essa diferença de horário em relação ao resto da Europa, e seguimos para Canterbury, uma cidade de cerca de 50 mil habitantes, centro da Igreja Católica na Inglaterra.

Canal que corta a cidade de Canterbury

Canal que corta a cidade de Canterbury

A catedral que hoje atrai milhares de turistas foi erguida em 1070 sob as ruínas de uma antiga, anglo-saxã. O momento mais marcante da catedral ocorreu há exatos cem anos depois quando o arcebispo de Canterbury, Thomas Becket, foi assassinado no local. Alguns dizem que foi a pedido do rei Henrique II. Outros já comentam que o rei apenas praguejou o arcebispo, seus homens da guarda ouviram e decidiram matar o arcebispo. Uma capela (Trinity) foi erguida para abrigar os restos mortais de Becket. O local se tornou um ponto de peregrinação cristã. A catedral é muito grande e belíssima.

Hoje em dia não se vê mais peregrinos por aqui, mas turistas e muitos jovens, alguns estrangeiros que vêm estudar inglês, circulando pela cidade e se deliciando com o fast food típico inglês: fish and chips (um pedaço gigante de peixe frito com batatas fritas em volta). A refeição não é servida em pratos, mas em folhas de papel, mesmo parecendo estranho, a comida é deliciosa, além de ser a cara dos ingleses.

Encontramos uma internet quase no fim da cidade. Ainda bem, precisávamos atualizar nossa página. Os preços aqui são mais caros. A moeda é a libra esterlina ou, popularmente chamada, pound. A proporção é de 1 euro para aproximadamente 0,63 pound.

Pegamos um ônibus e voltamos para o carro. Tínhamos deixado nosso motorhome logo na entrada da cidade num estacionamento chamado Park and Ride. Eles existem em toda a Europa e funciona assim: você paga para deixar o carro ou motorhome ali e tem transporte de graça até o centro da cidade. O lugar tem água disponível, lugar próprio para jogar lixo e o esgoto do carro. Foi aqui que passamos a noite. Noite que já começa a ficar geladinha...

  
  

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