Banhos termais, sinagoga e mais visitas... ufa!

Tínhamos realmente um dia muito cheio nesta quarta-feira. Começamos visitando a maior sinagoga da Europa, na Dohány utca, centro de Budapeste. Ela tem lugar para três mil pessoas e a decoração em seu interior é impressionante. Na fachada, o que mais chama

  
  

Tínhamos realmente um dia muito cheio nesta quarta-feira. Começamos visitando a maior sinagoga da Europa, na Dohány utca, centro de Budapeste. Ela tem lugar para três mil pessoas e a decoração em seu interior é impressionante. Na fachada, o que mais chama a atenção são as duas torres que podem ser vistas de vários pontos da capital húngara.

Até breve amigos... nos veremos na Alemanha!

Até breve amigos... nos veremos na Alemanha!

Ao lado da sinagoga, existe uma espécie de cemitério (apenas com as lápides em homenagem aos mortos, nada de corpos) e, mais ao fundo, uma árvore feita em metal com milhares de folhas. Em cada uma, o nome de um judeu morto no Holocausto. Em algumas, estão inscritos também os campos de concentração pra onde foram levados e o ano da morte. Estima-se que 600 mil judeus húngaros tenham sido assassinados pelos nazistas alemães.

Fachada da sinagoga de Budapeste, a maior da Europa

Fachada da sinagoga de Budapeste, a maior da Europa

Num prédio junto à sinagoga, funciona um museu com relíquias judaicas e fotografias que contam a história da ocupação nazista no país em 1944. Numa delas figura Adolf Hitler cumprimentando o chefe de governo húngaro, antes do início da Segunda Guerra. Em outra, apresenta um grupo em pé enfileirado e dezenas de corpos em decomposição no chão. A legenda explica: trata-se de um grupo fascista que invadiu um hospital de judeus, destruiu-o e depois matou os pacientes, as enfermeiras e os médicos. Com o fim da guerra, o grupo foi descoberto e obrigado a acompanhar a exumação de todos os corpos... Que horror!

Graças aos nossos amigos húngaros, ficamos sabendo de outra operadora que também trabalha com o Brasil. Lá fomos nós visitar a Vista Travel. Agnes Csiszár, gerente de produtos da operadora e responsável pelo Brasil, foi quem nos recepcionou. Ela comentou que encaminham 110 pessoas para o nosso país por ano, a maioria durante o gelado inverno húngaro. Foz do Iguaçu faz parte de todos os roteiros oferecidos pela operadora. O catálogo é belíssimo e realmente dá vontade de viajar.

Concluída a visita, partimos para a nossa segunda tentativa de conhecer as famosas termas do Hotel Gellért, construído entre 1912 e 1918. Dessa vez chegamos bem antes da seis da tarde, horário de fechamento dos banhos. Conversamos com uma senhora que dava informações, explicamos sobre o nosso trabalho e que gostaríamos de fazer fotos e imagens para a divulgação do hotel no Brasil. Gastamos nossa lábia por nada. No fim da explicação ela falou: “vocês precisam comprar o ticket de visitante e não tem outro jeito”. Tá bom, lá fomos nós.

Somente Patrícia entrou e teve de pagar por isso cerca de R$ 10,00. O mais perto que chegou da piscina foi uns 15 metros, isso sem contar a parede envidraçada que só atrapalhava o trabalho. O pior nem foi isso... Enquanto Patrícia estava lá tentando trabalhar, um cara chegou também equipado como nós, passou uma conversa na mesma mulher que disse que precisávamos pagar e entrou sem desembolsar um centavo... Que raiva! Nossa intenção nem era tomar banho ali. Mas mesmo que fosse, teríamos mudado de idéia.

Já era dia de atualizar o site e foi isso que fizemos no cyber café mais barato que encontramos em Budapeste. À noite, combinamos de encontrar os nossos amigos, Miriam e Klayber. Seria nossa despedida. Mas já acertamos um reencontro. Durante o mês de julho, eles estarão no sul da Alemanha, exatamente por onde devemos passar nesta mesma época. O legal é que teremos ainda uma guia que conhece tudinho como a palma da mão, não é Miriam? Até breve amigos e obrigada por tornar nossa estada em Budapeste ainda mais agradável.

À noite ligamos para Eva, a antropóloga húngara que nos convidou para o almoço no domingo passado. Combinamos também um reencontro. Dessa vez será no Brasil, na próxima viagem dela.

O dia ainda não tinha acabado pra gente. Ao chegar em casa, abastecemos o nosso carro de água e esvaziamos o esgoto da pia e do banheiro... Não temos escolha... não dá pra escapar do trabalho sujo. Fomos dormir ansiosas, nesta quinta-feira estaríamos na estrada novamente, iríamos conhecer o Lago Balaton, um balneário movimentadíssimo no verão. Destino obrigatório da maioria dos húngaros e de muitos europeus também, principalmente alemães.

  
  

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