BBB na TV Húngara

Estávamos assistindo TV numa noite dessas quando nos deparamos com um festival de músculos, pouca roupa e uma dose excessiva de sensualidade, pra não dizer baixaria. Prestamos um pouco mais de atenção e percebemos que o que estava passando era a versão hú

  
  

Estávamos assistindo TV numa noite dessas quando nos deparamos com um festival de músculos, pouca roupa e uma dose excessiva de sensualidade, pra não dizer baixaria. Prestamos um pouco mais de atenção e percebemos que o que estava passando era a versão húngara do BBB, por aqui os reality shows também conquistam audiência. A diferença é que o programa é bem mais apelativo do que no Brasil e passa mais cedo entre 19h30 e 20h30. Lá pelas tantas, vimos um dos participantes, um rapagão bem bonito por sinal, nuzinho em pêlo. Quando ele ficava de frente para as câmeras, a direção do programa desfocava a imagem para que fosse impossível vê-lo por “inteiro”. Mas de costas... Mais uma diferença do programa brasileiro... Bem isso até a gente começar a expedição.

Avenida Andrassy, tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade

Avenida Andrassy, tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade

Ainda falando de televisão, na República Tcheca assistimos a diversos filmes, alguns comerciais, mas outros mais alternativos que falavam de temas delicados. Já na Polônia, vimos vários documentários interessantes. Isso sempre em canais abertos, sem precisar recorrer à TV paga.

Bem, nesse dia 28 conhecemos o Museu do Terror. O lugar é meio sinistro já na entrada. Uma música fúnebre acompanha o visitante até a bilheteria. O preço é meio salgado 3000 florins, cerca R$ 54 reais. O espaço conta a história de dois períodos que marcaram de forma dramática a história do povo húngaro no século 20: a ocupação nazista em 1944 e logo em seguida a soviética. Na escola, vimos muito superficialmente a história desse povo (isso quando não vimos superficialmente a história do Brasil também...), dessa forma não fazíamos muita idéia do que representou para os povos, principalmente do Leste Europeu, o período entre 1940 e o final da década de 80.

Caminhamos pela Andrassy, uma das principais avenidas de Budapeste, e nos deparamos com prédios muito antigos, alguns muito bem preservados, outros parecem estar prestes a desabar. Imaginar quantas pessoas passaram seus dias aí, quantos conflitos se deram sob essas fachadas, quantos chegaram e quantos se foram é bastante interessante. Depois de muitos trovões, uma tempestade caiu sobre Budapeste, nos abrigamos no museu, depois no metrô e por fim numa lanchonete.

A nossa programação para hoje não deu muito certo, mas tudo bem. Somente caminhar pelas ruas, conversar com as pessoas e observar o que se vê já é um grande aprendizado. Lendo o livro do italiano Domenico de Masi, percebemos o que ele propõe em “O Ócio Criativo” (obrigada pelo presente Lilean!). Realmente é viável, além de ser muito interessante: uma mescla entre trabalho, aprendizado e diversão. Bom será quando mais pessoas puderem viver assim. Mesmo quando dá errado, dá certo...

  
  

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